Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


Futebol Brasileiro: Para a CBF, onde passa um boi, passa uma boiada. Essa é a preocupação

Amparada numa norma do STJD baseada num protocolo do futebol Europeu, a regra é não adiar nenhum jogo dos campeonatos brasileiro das Séries A, B, C ou D.

Protocolo de proteção do Figueirense – Foto: Patrick Floriani/FFC

O Flamengo pediu adiamento do seu jogo diante do Palmeiras pela Série A e a CBF não atendeu. O Figueirense solicitou por duas vezes adiamentos dos seus jogos diante do Sampaio Corrêa e Brasil de Pelotas pela Série B e duas vezes recebeu um não da entidade máxima do futebol brasileiro. Nesta segunda, o time do São Bento pediu para a CBF adiar o jogo diante do Criciúma. O time do interior paulista atuou com apenas um atleta no banco de reservas e um detalhe: esse jogador que chegou a entrar em campo era um goleiro. Em todas essas partidas, o bom senso indicava pelos adiamentos desses confrontos, mesmo que uma norma garanta a realização do jogo desde que 13 atletas estejam à disposição para entrar no gramado. Bom, como os atentos leitores perceberam, não foi exatamente o que ocorreu no empate em zero a zero entre São Bento com o Criciúma anteontem pela Série C. A preocupação da Confederação Brasileira de Futebol, dos dirigentes e patrocinadores remete ao ditado que diz “porteira que passa um boi, passa uma boiada”.  Se um jogo for adiado, a probabilidade é que essa mesma situação seja repetida em várias outras partidas, num efeito dominó. Um quadro que os que os nossos cartolas nem querem pensar. Até porque se acumular cancelamentos dos jogos e com a tabela cada vez mais espremida, a possibilidade da interrupção dos campeonatos brasileiros das Séries A, B, C e D passa ser uma incômoda realidade.  Um pesadelo!