Mancini quer intensidade como marca do futebol do Grêmio

Treinador disse que gosta de futebol atento, agressivo, e disse que o time jogou "com a alma que o torcedor quer". Vice de futebol Denis Abrahão falou em nove vitórias

Mesmo com apenas dois treinamentos e muita conversa, Vagner Mancini estreou com vitória na sua segunda passagem como treinador do Grêmio.

Ciente do desafio, e de que o tempo não será seu aliado, o novo comandante conseguiu colocar algumas das suas ideias sobre futebol – como a intensidade – no 3 a 2 sobre o Juventude, no último domingo em Porto Alegre.

Mancini acredita que é possível manter a intensidade como característica do Grêmio. – Foto: Lucas Uebel/Gremio FBPAMancini acredita que é possível manter a intensidade como característica do Grêmio. – Foto: Lucas Uebel/Gremio FBPA

“Às vezes você assume um clube com tempo para planejar, montar um trabalho. Eu vim sabendo que não teríamos tempo, que teríamos essas duas semanas e depois quarta e domingo até o final do ano”, disse, se referindo aos próximos quinze dias. Neste período, o Grêmio terá jogos a cada sete dias.

Intensidade. Foi assim que o treinador definiu o que buscou com pouco tempo de trabalho antes da estreia. “Precisava filtrar o que era importante. Acertamos muita coisa, foi fundamental ter dois treinos. Nosso planejamento era vencer o Juventude, agora aproveitar para alterar algumas coisas que estavam sendo feitas e buscar o que eu acho que é o ideal para uma equipe de futebol”, ressaltou.

Na opinião do treinador, o time foi bem no clássico gaúcho, e “jogou com a alma que o torcedor quer ver. Organizado no primeiro tempo, quando soube reter a bola e ser agressivo no momento certo.” A queda de produção, principalmente a partir da metade da segunda etapa, foi natural, segundo ele. “Normal para uma equipe que buscou o resultado de forma tão intensa.”

Sobre o adversário, Mancini lembrou que há poucos dias enfrentou o mesmo Juventude, quando ainda estava no América Mineiro: “Por isso eu sabia que eles jogavam com dois volantes e um meia, e escolhi um volante e dois meias porque eu queria agressividade, queria o Grêmio jogando para vencer, não sofrer.”

A ideia agora é aproveitar as duas semanas sem jogos a cada três dias para suportar a maratona final do Brasileirão. “Vamos qualificar o elenco para jogar com variações. Talvez para as próximas partidas eu ainda faça ajustes até que seja definido por eles, em campo, o que deve ser feito.”

SEQUÊNCIA DO CALENDÁRIO

O treinador sabe que, jogando duas vezes por semana, o desgaste é maior. Mesmo assim, acredita na importância da intensidade como estilo de jogo. “É possível manter a intensidade sim. Hoje não conseguimos manter a intensidade pelo desgaste natural, ansiedade. Com a sequência de jogos mais seguidos ninguém consegue manter, mas enquanto der a gente vai botar porque eu gosto de futebol com intensidade, com agressividade.”.

Mancini também revelou que a comissão técnica e os jogadores fizeram um pacto antes do jogo contra o Juventude. “Daqui até o final do campeonato é outro campeonato para a gente. Vamos somar o maior número de pontos possível para tentar rapidamente sair dessa situação incômoda.”

O meia Jean Pyerre foi destacado pelo treinador após o jogo. “Ele tem uma técnica acima da média, só precisa acelerar o jogo em alguns momentos.” O atacante Elias também mereceu elogios de Mancini. “Este é um jovem que vem bem no sub-23. Tem boa finalização e mudança de direção também muito boa.”

“Queremos que seja a retomada do Grêmio no campeonato. Mostramos que o time pode jogar mais, ser mais agressivo e ganhar as partidas que precisa para sair dessa situação que ainda é incômoda. Vencemos, mas estamos com os pés no chão. Vamos coibir entusiasmo, estamos em uma guerra”, finalizou.

FALTAM 13 JOGOS

O vice-presidente de futebol, Denis Abrahão, elogiou o novo treinador pela sua estreia. “O time jogou muito, e o Mancini cantou os dois gols que o Juventude fez. Ele falou que eles tinham essa jogada e nós erramos.”

Segundo o dirigente, o Grêmio escolheu muito bem o novo treinador. “Olho no olho, conversa franca, treinador de cara limpa. E que continua invicto”, disse, lembrando que Mancini já treinou o Tricolor e saiu sem ser derrotado.

“O trabalho é do Vagner, eu sou o administrador de conflitos. O trabalho foi bem feito e eu tinha a convicção da vitória”, enfatizou. E foi mais longe: “Quando o time ganhar, os jogadores ganharam. Quando perder, o Denis Abrahão perdeu.”

Nesta mesma atitude de assumir para si a responsabilidade, o vice tricolor foi claro: “No mínimo nove vitórias. Meu prazo é curto. Faltam 13 jogos.”

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