Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


O verdadeiro e real problema da Seleção Brasileira.

O real problema da Seleção Brasileira não é a Copa América ou o boato sobre a demissão do Tite. O verdadeiro problema do nosso futebol é outro. E está bem longe daqui.

O real dilema atual da Seleção Brasileira não é exatamente a especulada demissão do treinador Tite e nem o também especulado boicote dos atletas à competição da Copa América 2021. O verdadeiro dilema da nossa seleção ultrapassa as nossas fronteiras. E aporta mais precisamente no continente europeu. É lá que o nosso futebol sente o drama, e cai numa dura realidade. O Brasil hoje domina o futebol da América do Sul. A tabela de classificação das Eliminatórias, aponta a seleção do nosso país como líder absoluta. Em seis jogos disputados, seis vitórias. Numa superioridade gritante. Nem mesmo os rivais Argentina e do Uruguai estão conseguindo nos assustar. O Brasil é o senhor da América: deita e rola. E tanto faz se os jogos sejam aqui em nosso território ou na casa dos “Hermanos”.

O maior desafio da Seleção Brasileira é voltar a disputar uma Copa do Mundo. – Foto: Lucas Figueiredo/CBFO maior desafio da Seleção Brasileira é voltar a disputar uma Copa do Mundo. – Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Mas aí é que surge o real dilema: se na América do Sul somos líderes, por que então, a Copa do Mundo parece algo muito distante de ser reconquistada pela camisa Amarela? Por que o futebol Brasileiro, por maior que seja em nosso continente não consegue fazer frente as maiores seleções do mundo? Bom, basta lembrar que as últimas 4 Copas do Mundo, ou seja, desde 2002, portanto, há eternos 19 anos, o título ficou com Seleções da Europa: Itália em 2006, Espanha em 2010, Alemanha em 2014, aqui em nossos gramados e, a França, em 2018 no último mundial. A escolha de um melhor atleta do país foi o Kaká, lá em 2007 (há 15 anos) e o último título de um clube brasileiro no mundial de interclubes da FIFA, foi em 2012 com o Corinthians.

PRY – FUTEBOL/ELIMINATÓRIAS/BRASIL/PARAGUAI – ESPORTES – Lucas Paquetá, do Brasil, comemora seu gol, segundo da equipe marcado diante do Paraguai.  – Foto: JORGE SAENZ/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO – Foto: ESTADÃO CONTEÚDO/NDPRY – FUTEBOL/ELIMINATÓRIAS/BRASIL/PARAGUAI – ESPORTES – Lucas Paquetá, do Brasil, comemora seu gol, segundo da equipe marcado diante do Paraguai.  – Foto: JORGE SAENZ/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO – Foto: ESTADÃO CONTEÚDO/ND

Se na América do Sul continuamos dando as cartas, no cenário do futebol mundial, os números não conseguem mais serem tão expressivos. “Ah, senhor Fábio Machado, não é bem assim. No próxima Copa, o Brasil novamente estará entre os favoritos”, a minha resposta será a seguinte: “É verdade, novamente estaremos em alta na bolsa de apostas”. Mas acreditem, esse favoritismo, é mais pelo passado do nosso futebol com os seus craques e suas conquistas, do que propriamente fruto de análise criteriosa da atualidade sobre o processo de renovação de nossos atletas ou no comparativo de forças com Seleções como a França, Alemanha, Itália, Bélgica, Croácia, Holanda entre outras.

Tite enorme na Seleção. Lá fora, nem tanto. – Foto: Reprodução/CBF TVTite enorme na Seleção. Lá fora, nem tanto. – Foto: Reprodução/CBF TV

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