Série D: conheça o grupo do JEC no caminho do acesso à terceira divisão

Tricolor precisa do acesso para não ficar sem calendário no segundo semestre de 2022; JEC estreia neste sábado (5)

O objetivo é um só: o acesso à Série C. O JEC começa neste sábado (5) o caminho em busca da sobrevivência no futebol nacional e de um calendário para chamar de seu em 2022.

Davi Lopes é o destaque do Tricolor nesta série D – Foto: JEC/Divulgação/NDDavi Lopes é o destaque do Tricolor nesta série D – Foto: JEC/Divulgação/ND

No grupo A8, o Tricolor terá Aimoré, Cascavel, Caxias, Esportivo, Juventus, Marcílio Dias e Rio Branco como adversários na primeira fase e o ND+ apresenta os adversários do Coelho nesta primeira fase de uma competição que o JEC conhece bem, mas que quer se despedir rumo à terceira divisão.

Aimoré, o estreante em competições nacionais

Aimoré estreia nas competições nacionais no domingo (6) – Foto: Divulgação/NDAimoré estreia nas competições nacionais no domingo (6) – Foto: Divulgação/ND

O Aimoré, de São Leopoldo, vive um dos melhores momentos de sua história, que começou em março de 1936. A equipe disputa pela primeira vez uma competição nacional em 2021. Além disso, a boa campanha no Gauchão desta temporada já garantiu vaga na série D de 2022, fatos que têm empolgado a torcida do Índio Capilé.

O Aimoré terminou o Campeonato Gaúcho em sétimo, mesma colocação do ano passado, quando o clube, inclusive brigou pelo título do interior. Neste ano, foram quatro vitórias, dois empates e cinco derrotas no Estadual. O único título profissional do clube veio em 2012, quando o time foi campeão da Série B do Gauchão.

Com o objetivo de conquistar o acesso à Série C do ano que vem, o Aimoré contratou 23 jogadores para a temporada 2021. Entre os destaques está o meio-campista João Denoni. Revelado na base do Palmeiras, o jogador assinou a extensão do vínculo contratual com o time de São Leopoldo até o final da série D.

A grande aposta do Índio Capilé para a temporada é o experiente centroavante Neto Baiano. Com passagens por Goiás, Inter e Athletico-PR, o centroavante chegou no final de janeiro ao clube gaúcho. Consagrado no futebol nordestino, Neto Baiano tem passagens por Sport, CRB e Vitória e, na temporada passada, marcou nove gols pelo Treze (PB) jogando a Série C e a Copa do Brasil. Ele disputou, ainda, o Estadual e a Série D pelo Brasiliense.

O técnico Gilson Maciel já passou pelo clube em 2005, como auxiliar técnico. No comando das equipes desde 2011, tem passagens por São José e São Paulo de Rio Grande. O treinador voltou para São Leopoldo em outubro do ano passado.

Cascavel vem embalado pela boa campanha no Estadual

Cascavel vem embalado pela boa campanha no Paranaense e é o primeiro adversário do JEC na competição – Foto: FC Cascavel/Divulgação/NDCascavel vem embalado pela boa campanha no Paranaense e é o primeiro adversário do JEC na competição – Foto: FC Cascavel/Divulgação/ND

O segundo time que divide o grupo A-8 com o JEC nesta série D é, na verdade, o adversário da estreia do Tricolor no Campeonato Brasileiro. JEC e Cascavel se enfrentam no sábado (5) e a partida será em solo paranaense, no estádio Olímpico Regional.

A Serpente Aurinegra chega embalada pela boa campanha no Estadual que deixou para trás, inclusive, tradicionais times paranaenses, como Coritiba, Athletico e Paraná, todos atrás do Cascavel.

O time do Oeste foi, inclusive, o único invicto na fase classificatória da competição. Com 11 jogos, foram seis vitórias e cinco empates e um aproveitamento de quase 70%.  A equipe é comandada pelo técnico Tcheco – aquele mesmo, o ex meio-campo que atuou por Grêmio, Corinthians e Coritiba, entre outros.

A boa fase vem depois de uma campanha considerada histórica na Série D de 2020. O time paranaense estava no grupo A-7 ao lado de Ferroviária, Mirassol, Cabofriense, Portuguesa (RJ), Bangu, Nacional e Toledo. O time se classificou à segunda fase em quarto, chegou a vencer o primeiro jogo do mata-mata, mas foi superado pelo Novorizontino. Em 2020, ainda, chegou às semifinais do Estadual.

Neste ano, as pretensões da Serpente são grandes e, prova disso, é a boa equipe montada para o Estadual, que reflete na ótima campanha em meio aos grandes clubes paranaenses. Entre os destaques estão os atacantes Henrique e Léo Itaperuna e o volante Oberdan. Para a temporada, o Cascavel manteve a base da temporada passada e trouxe cinco reforços: o zagueiro Lucas Oliveira, o lateral-esquerdo Willian Simões, o meia João Pedro e os atacantes Peu e Rogério Leichtweis.

O técnico Tcheco avaliou a força do grupo A-8 desta Série D e, para ele, não há favoritismo.

“Vejo um grupo muito difícil para enfrentamentos e classificação. Vamos tentar nos preparar o melhor e o máximo possível quando começar o Campeonato Brasileiro, para realizar um bom trabalho e dar respostas para nosso torcedor e para diretoria do clube”, falou em entrevista.

Caxias quer mais do que a segunda fase

Depois de cair na segunda fase em 2020, Caxias quer o acesso – Foto: SER Caxias/DivulgaçãoDepois de cair na segunda fase em 2020, Caxias quer o acesso – Foto: SER Caxias/Divulgação

O Caxias já é velho conhecido do JEC e é mais um time que deve ser uma “pedra no sapato” tricolor nesta Série D. Novamente dividindo o grupo com o Joinville, o Grená quer mais do que conquistou na temporada passada, quando parou na segunda fase da competição.

Em 2020, o Caxias deixou o JEC para trás e se classificou em terceiro no grupo A-8. Com 50% de aproveitamento, o time gaúcho terminou a primeira fase com uma campanha de cinco vitórias, seis empates e três derrotas. Além disso, teve o segundo melhor ataque do grupo, com 18 gols marcados.

Apesar disso, não conseguiu superar a forte equipe do Mirassol e, depois de vencer a primeira partida, foi eliminado na segunda fase. Neste ano, o time da Serra gaúcha quer mais. No Gauchão, foi eliminado pelo Grêmio na semifinal, o que culminou com a saída do técnico Lacerda.

A diretoria do Caxias não demorou para trazer o substituto que tem a missão de levar o Grená ao acesso. Rafael Jaques já era desejo do time gaúcho e desembarcou na Serra para iniciar os trabalhos de preparação para a Série D. O novo treinador estava no Pelotas, que ficou na lanterna do Gauchão deste ano.

O término do Estadual foi o ponto de partida para a montagem do elenco para a quarta divisão do Campeonato Brasileiro. Com orçamento menor do que no ano passado, a diretoria do Caxias planejou a contratação de seis a sete atletas para compor a equipe que disputa a Série D, além de renovações importantes.

Entre os critérios que a diretoria grená garante que levou em conta para a contratação estão o conhecimento do formato da competição e do futebol da região Sul, uma vez que o grupo é regionalizado.

As primeiras renovações do Grená foram no setor defensivo, muito forte na equipe gaúcha. Os zagueiros Henrique e Erik estenderam os vínculos para disputar a Série D.

O time gaúcho também viu peças importantes se despedirem, como o artilheiro da equipe no Estadual. O atacante Gustavo Ramos veio por empréstimo junto ao Sampaio Corrêa e o bom desempenho provocou interesse de outros clubes.

O Caxias estreia contra o Juventus, em Jaraguá do Sul, em data e horário ainda a serem definidos pela CBF, mas como toda a rodada, o jogo deve acontece no domingo (6) de junho.

Esportivo vem de rebaixamento no Gauchão

Esportivo fez jogo-treino com o Caxias para preparação e quer esquecer o rebaixamento no Gauchão – Foto: Vitor Soccol/S.E.R.CaxiasEsportivo fez jogo-treino com o Caxias para preparação e quer esquecer o rebaixamento no Gauchão – Foto: Vitor Soccol/S.E.R.Caxias

Menos de três semanas. Foi o tempo que o Esportivo teve para praticamente montar uma equipe inteira, prepará-la e estrear da Série D do Campeonato Brasileiro. O time de Bento Gonçalves vem de um revés duro no Campeonato Gaúcho. Nem a boa campanha em 2020 que culminou com o título do interior depois de 33 anos foi suficiente para embalar o time da Serra. Rebaixado, o Alviazul volta a disputar a Divisão de Acesso do Gauchão em 2022.

A equipe hoje comandada por Rogério Zimmermann volta a disputar uma competição nacional após 14 anos. A última aparição do Esportivo no Campeonato Brasileiro foi em 2007, quando disputou a Série C. Foi nesta edição, inclusive, que JEC e Alviazul tiveram os dois únicos embates da história dos clubes: uma vitória para cada lado.

Em 2021, o Esportivo quer mudar a história que começou amarga na temporada. O rebaixamento veio após uma reformulação quase completa de elenco e comissão técnica. O time começou a temporada com um time bem diferente daquele que venceu o título do interior e com Luiz Carlos Winck no comando. No entanto, o técnico foi demitido logo após a eliminação na Copa do Brasil, quando o time gaúcho foi superado pelo Remo. A contratação de Rogério Zimmermann foi “tumultuada”. O comandante chegou, fez três jogos e pediu demissão. O auxiliar, Gustavo Pepa, terminou o campeonato estadual e Zimmermann voltou para comandar o time na série D.

Com o retorno de um calendário cheio, a diretoria do Esportivo tem como foco as competições nacionais e a garantia, justamente, de uma agenda de jogos para o clube. Desde 2014 o Esportivo não tinha um calendário cheio para disputar e, depois de sete anos, a série D chega para preencher essa lacuna no time gaúcho.

O confronto entre JEC e Esportivo é   o último do primeiro turno. Os dois se enfrentam no dia 17 de julho, em Bento Gonçalves. Já a estreia do Alviazul será no domingo, 6 de junho, às 16h, contra o Rio Branco, no Paraná.

Moleque Travesso quer o acesso

Juventus vem de mais uma boa campanha no Catarinense e quer repetir na série D – Foto: Vitor Forcellini/JECJuventus vem de mais uma boa campanha no Catarinense e quer repetir na série D – Foto: Vitor Forcellini/JEC

Depois de dois anos consecutivos de boas campanhas no Campeonato Catarinense, o Juventus quer mais. O Moleque Travesso está pronto para dar um passo a mais e o objetivo é o acesso à Série C em um ano que o clube “repatriou” o técnico Pingo e, mais uma vez, “surpreendeu” no Estadual.

Em 2020, o time de Jaraguá do Sul impressionou ao chegar às semifinais depois de eliminar o Figueirense com direito a uma goleada no Orlando Scarpelli. Quem achava que era um conto de fadas se enganou e, neste ano, mais uma vez o Juventus surpreendeu e deixou para trás equipes consideradas as grandes do futebol catarinense e terminou a fase classificatória em quarto lugar, à frente de JEC e Figueirense e, bem à frente de Criciúma, rebaixado.

No entanto, dessa vez, não deu para chegar entre os quatro melhores. O Moleque Travesso foi eliminado pelo Marcílio Dias das quartas de final e teve a participação encurtada no Estadual. O ponto positivo? Mais tempo para se preparar para a Série D.

O setor defensivo preocupa o técnico. Em oposição ao ataque, a zaga deixou a desejar no Campeonato Catarinense. Enquanto teve o terceiro melhor ataque, com 16 gols marcados, teve a terceira pior defesa, com 17 gols sofridos em 11 jogos.

Pingo acredita no acesso, mas sabe que precisa corrigir o setor defensivo e, para isso, a diretoria trabalhou para reforçar o elenco. O destaque da equipe continua sendo o atacante Fabinho, engrenagem do Juventus. Com seis gols e quatro assistências no Estadual, Fabinho dita o ritmo do time e é a principal referência da equipe jaraguaense.

O Moleque Travesso estreia na Série D no domingo, 6 de junho, quando recebe o Caxias, às 16h, no João Marcatto. O encontro entre JEC e Juventus acontece na terceira rodada, na Arena Joinville.

Depois de bater na trave, Marinheiro quer o acesso

Marinheiro quer esquecer a eliminação no ano passado com o acesso em 2021 – Foto: Bruno Golembiewski/CNMDMarinheiro quer esquecer a eliminação no ano passado com o acesso em 2021 – Foto: Bruno Golembiewski/CNMD

A eliminação em 2020 ainda dói no coração da torcida marcilista. No ano passado, o Marcílio Dias fez ótima campanha, avançou também no grupo do JEC e chegou às quartas de final. O acesso parecia próximo depois do empate jogando em casa. O 1 a 1 fez a torcida esperar pela tão sonhada vaga na Série C, mas jogando no Piauí, o balde de água fria. A goleada por 5 a 1  destruiu os sonhos e levou embora o acesso à terceira divisão.

Nesta temporada, o Marcílio Dias chegou entre os quatro melhores do Campeonato Catarinense já projetando a participação na Série D. Mas, mais uma vez, uma goleada acabou com as chances de comemorar um título. O time chegou à fase de mata-mata com um quinto lugar na classificatória. Foram 45,5% de aproveitamento em 11 jogos disputados, com 11 gols marcados e 9 sofridos. O Marinheiro passou pelo Juventus, mas parou na Chapecoense, com direito a uma goleada por 4 a 1 jogando no Gigantão das Avenidas e um empate na Arena Condá.

Depois da eliminação, mudanças para a série D. Saídas e chegadas em Itajaí marcam a preparação do time para a estreia na quarta divisão nacional. Foram sete saídas já confirmadas, as do goleiro Victor Golas, do zagueiro Matheus, do lateral-direito Weriton, dos volantes Daniel Pereira e Luis Meneses, um dos destaques do time no Catarinense, e dos atacantes Medina e Zé Vitor, que renovou contrato com a equipe de Itajaí, mas foi emprestado ao Ituano para a disputa da série C.

Em contrapartida, o técnico Teco contou com as chegadas dos goleiros Wagner, Victor Hugo, do zagueiro Vinícius Kuerten, do lateral-esquerdo Fernando e do atacante Wellington.

Depois da boa campanha no ano passado, o Marcílio Dias quer dar um passo a mais, apesar de passar por dificuldades financeiras e pela renovação e reestruturação do time. O Marinheiro estreia no domingo (6), às 16h, contra o Aimoré, no estádio Cristo Rei, em São Leopoldo. A estreia em casa acontece na semana seguinte, quando recebe o Cascavel.

JEC e Marinheiro se encontram na quarta rodada, no dia 26 de junho. O jogo de ida é no Gigantão das Avenidas.

Sem muitas pretensões na Série D para o Rio Branco

Com orçamento limitado e problemas financeiros, Rio Branco não tem muitas pretensões na Série D – Foto: Rio Branco/DivulgaçãoCom orçamento limitado e problemas financeiros, Rio Branco não tem muitas pretensões na Série D – Foto: Rio Branco/Divulgação

Não subiu, mas também não caiu. Com uma campanha ruim no Campeonato Paranaense, o Rio Branco volta suas atenções para a preparação para a Série D do Campeonato Brasileiro, mas reconhece que está longe de ser um dos favoritos para conquistar o acesso e o título da quarta divisão do futebol brasileiro.

No Estadual, o Leão do litoral paranaense terminou em 10º, no limite antes da zona de rebaixamento. Com uma campanha de duas vitórias, cinco empates e quatro derrotas, o time de Paranaguá terminou com um aproveitamento de apenas 33,3%. Com apenas seis gols marcados em 11 jogos disputados, o Rio Branco terminou com o segundo pior ataque e uma média de um gol sofrido por partida. Foram 11 gols contra a própria meta.

Com um investimento modesto e sem grandes expectativas no campeonato nacional, o Leão quer uma Série D “digna” brigando, ao menos, pela classificação no grupo 8. Em reestruturação e sem planos de investir muito na montagem do elenco, a equipe recebeu empréstimos nessa semana.

Os volantes Kriguer, de 21 anos e Lucão, de 19 anos, estão descendo a serra e saindo do Paraná Clube para se juntar ao Leão para a disputa da quarta divisão. A manutenção do técnico Vitão após o Estadual colocou o Rio Branco para trabalhar logo após a eliminação na primeira fase da competição. Logo após a última partida, com os jogadores ainda emocionados pela manutenção do clube na primeira divisão paranaense, o técnico falou “o nosso acesso começou”.

Ele reiterou, ainda, que com trabalho e equilíbrio entre os setores ofensivo e defensivo, o time pode brigar pelo acesso. “Precisamos crescer mais, mas com espírito de equipe temos tudo para conquistar coisas boas à frente. Com um jogo mais equilibrado, consistente, mais sólido, com mais ações ofensivas porque tenho muita convicção que podemos brigar por um acesso, o Rio Branco merece”, ressaltou.

O objetivo é esse, mas a diretoria reconhece as dificuldades. Há anos o clube tem sérios problemas financeiros e precisou, no Paranaense, buscar viabilidade financeira a cada jogo que, no estádio Estradinha, custava em média, R$ 20 mil. Um dos fatores que pode somar ao time é a torcida, tradicionalmente forte e que apoia incondicionalmente o time.

O Rio Branco retorna a uma competição nacional depois de 14 anos da disputa na Copa do Brasil e, há 15 anos, disputava a Série C.

O Leão estreia no domingo, 6 de junho, contra o Esportivo, de Bento Gonçalves. A partida será às 16h, no estádio Nelson Medrado Dias. O encontro entre JEC e Rio Branco acontece no dia 4 de junho, também em Paranaguá.

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