Conteúdo por Gazeta Esportiva

“Tivemos mais transpiração do que inspiração”, diz técnico do Palmeiras

Palmeiras foi eliminado do Mundial de Clubes depois da derrota por 1 a 0 contra o Tigres, no Catar

Ainda digerindo a eliminação precoce do Palmeiras no Mundial de Clubes, o técnico Abel Ferreira lamentou o fato de seus jogadores não estarem em um dia inspirado neste domingo, contra o Tigres, pela semifinal da competição, em Doha, no Catar.

Palmeiras sucumbiu à pressão e não conseguiu vencer em Doha – Foto: Tigres/DivulgaçãoPalmeiras sucumbiu à pressão e não conseguiu vencer em Doha – Foto: Tigres/Divulgação

Passada a derrota por 1 a 0, o comandante alviverde foi só elogios aos seus atletas no que diz respeito à atitude deles ao longo dos 90 minutos, mas também admitiu que estiveram aquém do esperado em termos técnicos.

Estratégia

“Nossa forma de pressionar, queríamos jogar sempre alto, com máxima força, tendo um jogo propositivo, mas do outro lado também há outro adversário com a mesma intenção. É verdade que hoje tivemos mais transpiração do que inspiração, tenho que assumir isso”, comentou o técnico.

“No geral conseguimos fazer melhor em termos de calma, tomada de decisão, escolher melhor no último terço do campo, mas não posso dizer nada em relação à atitude. Nos últimos 12, 20 minutos, tentamos de todas as maneiras chegar ao empate. Mesmo com o adversário fechado, conseguimos criar uma oportunidade para empatar o jogo”, afirmou Abel Ferreira.

O treinador do Palmeiras também falou sobre a dificuldade de neutralizar as jogadas do Tigres, que passou a maior parte do tempo com a posse de bola, administrando o jogo e criando boas oportunidades de gol, sempre com Gignac, o artilheiro francês que marcou todos os gols da equipe no Mundial de Clubes até agora, além do lance que resultou no pênalti a favor dos mexicanos.

“Nós sabíamos que nosso adversário tinha essa qualidade individual, isso é evidente quando vocês veem a quantidade dos jogadores dele que dão mais de dois toques na bola, porque driblam. Sabíamos que com o Gignac e González, que são fortíssimos no jogo aéreo, seria um padrão do nosso adversário. Quando eles cabeceiam, temos jogadores em cima, mas a competência é de quem defende e de quem ataca. Tocam muito a bola, mas a equipe quase sempre acaba com o cruzamento”, comentou.

“Jogo definido no detalhe”

“Nós tivemos também oportunidades, arremate de fora da área do Rony, mas o goleiro adversário fez uma boa defesa. No primeiro tempo, nosso adversário foi ligeiramente superior. Na segunda parte, a experiência do nosso adversário na forma como cavou o pênalti, não há toque claro, mas nosso adversário, pela experiência que tem, acabou cavando o pênalti”, relembrou.

“Nosso adversário a partir daí se concentrou na defesa, tivemos uma oportunidade com o Luiz Adriano, que não acertou a bola, mas, no geral, nosso adversário foi ligeiramente melhor. Jogo definido no detalhe, experiência do atacante que acabou cavando o pênalti. Se eu quiser marcar esse pênalti, pode ser marcado, mas, se não quiser, também pode não ser marcado”, concluiu.

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