7 a 1: SC é o único Estado onde o interior tem mais títulos nacionais que a Capital

Na última semana, a Chapecoense conquistou a Série B, seu primeiro título nacional, e aumentou a supremacia dos clubes do interior sobre representantes de Florianópolis

Há uma semana a Chapecoense, em uma jornada insana da última rodada, sagrou-se campeã da Série B do futebol nacional. Junto do ineditismo da taça que já está na galeria Condá, um dado ficou ainda mais evidente: Santa Catarina é o único Estado do país onde os times do interior têm mais títulos nacionais que a Capital.

Alan Ruschel ergue a taça de campeão da Série B para a Chapecoense; é a supremacia do interior sobre a Capital – Foto: LIAMARA POLLI/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/NDAlan Ruschel ergue a taça de campeão da Série B para a Chapecoense; é a supremacia do interior sobre a Capital – Foto: LIAMARA POLLI/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/ND

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Brasil está dividido política e administrativamente em 26 estados e um distrito federal. Dentre todas essas unidades o Estado de Santa Catarina, futebolisticamente falando, apresenta uma vantagem (considerável) do interior em relação a Capital, no que diz respeito às conquistas nacionais: são oito títulos contra um.

O número que já era relevante passou a ser maior com a conquista da Chapecoense. A Capital, por outro lado, soma apenas um campeonato brasileiro da Série C, em 1998, com o Avaí.

Avaí campeão da Série C, em 1998: único título nacional da Capital – Foto: Divulgação/Avaí FCAvaí campeão da Série C, em 1998: único título nacional da Capital – Foto: Divulgação/Avaí FC

De lá para cá apenas vice-campeonatos: o próprio Avaí, em 2016, na Série B. O Figueirense chegou muito próximo em mais oportunidades que o seu rival, mas em todas ficou com a segunda colocação: em 2001 e 2010, na Série B; além do vice-campeonato da Copa do Brasil, em 2007.

Interior coleciona taças

Desde que somos sociedade, sobretudo no Brasil há mais de 520 anos, estruturou-se uma relação de “rivalidade” entre o interior e a capital.

Seja pela condição socioeconômica, questão de oportunidade e até mesmo a imposição política prioritariamente posicionada em cidades capitais, refletem o que inflamou uma disputa intrínseca.

O futebol, esse mundo paralelo, acirrou a ideia de que capital e interior são adversários, também, no embalo das competições locais.

Em Santa Catarina, os times do interior unidos representam uma supremacia sobre Avaí e Figueirense. O Criciúma, com três títulos, é o recordista: 1 Série C (2006), uma Série B (2002) e uma Copa do Brasil (1991).

O JEC vem logo atrás com um título da Série B (2014) e um título da Série C (2011). O Brusque, em 2019, adentrou a marca com o título da Série D.

JEC campeão nacional em 2014, na Série B: um dos maiores de SC – Foto: JEC/Divulgação/NDJEC campeão nacional em 2014, na Série B: um dos maiores de SC – Foto: JEC/Divulgação/ND

A Chapecoense, por último, adentrou esse panteão de campeões nacionais com o título da Série B, da última – e ainda não terminada – temporada.

Não à toa, é importante que se diga, o campeonato catarinense é apontado como o mais disputado no país uma vez que são, pelo menos, seis clubes que chegam com chance de título: os chamados cinco grandes (JEC, Tigre, Chape, Figueira, Avaí), mais o emergente Brusque.

Movimento oposto no Brasil

Pensar nos principais times do país é pensar também nas principais capitais. Os maiores campeões do Brasil são oriundos da capital. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, as quatro forças do futebol nacional, veem suas capitais dominarem os respectivos interiores.

Ligas secundárias como no Paraná, em Goiás, na Bahia, em Pernambuco, Ceará, idem, todas são dominadas por clubes endereçados nas respectivas capitais.

O mais próximo que a reportagem encontrou foi no Distrito Federal que, dessa forma, não é um Estado, onde o Brasiliense, que é de Taguatinga, possui dois títulos nacionais (Séries B e C), contra o Gama, que soma um título da Série C.

Títulos indefinidos

Se Santa Catarina abocanhou uma das taças nacionais da temporada com a Chapecoense, outras três competições devem encerrar o calendário cebeefiano: o filé do futebol nacional, a Série A, que prevê ainda quatro rodadas até o seu término; bem como a Série D, que tem seu confronto derradeiro neste sábado (6), a partir das 16h, onde Mirassol-SP e Floresta-CE decidem quem fica com o título.

O time paulista está em vantagem depois de ter vencido a primeira partida, no Nordeste, por 1 a 0.

A Série C, outro torneio encerrado, foi conquistado pelo Vila Nova-GO.

O último desfecho aguardado é na Copa do Brasil: Palmeiras e Grêmio decidem quem fica com a taça da competição que deve ter seu encerramento em março.

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