Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


A crise no Avaí abala a imagem de austeridade e equilíbrio financeiro do clube

A decisão dos jogadores de não treinar por salários atrasados, abala justamente a principal bandeira da atual administração: o equilíbrio financeiro do clube.

Avaí. Obras no CFA e atraso de salários – Foto: Alceu Atherino/Avaí FCAvaí. Obras no CFA e atraso de salários – Foto: Alceu Atherino/Avaí FC

A greve dos jogadores do Avaí, que na manhã desta quinta(21) se recusaram a treinar por atraso nos salários, expõe publicamente e de forma negativa, justamente a maior virtude propagada pelo presidente Francisco Battistotti na sua gestão até aqui: o equilíbrio financeiro. Acaba desnudando e mostrando para os torcedores, impressa e torcedores em geral, que a coisa não é bem assim.

Ao apurar esta informação, o presidente negou, via mensagem de WhatsApp, que os jogadores estivessem se recusado a treinar: “Estão treinando inclusive na chuva’, porém, nos minutos seguintes após informá-lo que o diretor de comunicações do Avaí, Carlos Alberto Ferreira havia me confirmado a greve, o presidente voltou atrás e disse que estava na sede da CBF e que tinha saído de Florianópolis “com tudo normal”.

Mais tarde, o próprio Avaí em um comunicado oficial, reconheceu os atrasos de salários e na nota, culpou os “entraves burocráticos” já que o clube “tem dinheiro para receber”. Na verdade, os rumores de atrasos de salários já vêm de alguns meses, mas sempre foi negado pela diretoria do clube. Ou minimizado, “logo os salários estarão em dia”. O dinheiro deve chegar no caixa do clube, sabe-se lá quando, os atrasos serão quitados, mas a imagem da diretoria, no quesito administração, piora junto com a sua incompetência para gerir o futebol no gramado.