Análise: Como joga o Athletico-PR, rival do Avaí na Copa do Brasil

Forte apoio dos laterais, zagueiros com bom passe longo, time rápido nas transições e com um atacante com boa presença de área; Leão terá parada dura

Forte apoio dos laterais, zagueiros com excelente passe longo, time rápido nas transições e com um atacante com boa presença de área. O Avaí terá uma parada dura diante do Athletico nesta quinta-feira (3) pela Copa do Brasil. A bola rola a partir das 19h no estádio da Ressacada, em Florianópolis.

O português António Oliveira comanda o Furacão – Foto: José Tramontin/AthleticoO português António Oliveira comanda o Furacão – Foto: José Tramontin/Athletico

Em boa fase na temporada 2021, a equipe paranaense está classificada para a fase de oitavas de final da Copa Sul-Americana onde encara o América de Cali, da Colômbia, estreou com vitória na Série A do Brasileirão e mira o título da Copa do Brasil devido a premiação milionária.

No Campeonato Paranaense está nas quartas de final. Porém, vale ressaltar que o Athletico usou atletas titulares em poucas ocasiões na competição local. Já há algumas temporadas é prática do clube escalar garotos da equipe sub-23 para disputar o Estadual.

Pensando no confronto diante do Leão da Ilha, a equipe do ND+ preparou um material de como joga a equipe paranaense e o que o Avaí pode esperar nesta quinta-feira. Confira:

Time base

O técnico português António Oliveira costuma montar o time em um sistema tático 4-2-3-1:

Saída de bola

No período de saída de bola, o Athletico procura sempre fazer uma saída com três jogadores. Normalmente o volante Richard recua entre os zagueiros para gerar superioridade numérica.

Foto: Reprodução/Furacão TVFoto: Reprodução/Furacão TV

Nesse momento há uma variação interessante na lateral direita da equipe. Quando Erick atua na posição, em determinados momentos Richard permanece no meio-campo na saída de bola e Erick faz a saída de 3 com os dois zagueiros. Porém, quando o volante recua entre os zagueiros, Erick avança e passa a jogar por dentro como um meio-campista.

Porém, quando Khellven joga na função, é responsável por gerar bastante amplitude pelo lado direito do campo, não participando tanto da saída de bola.

Vale ressaltar que a dupla de zaga, Thiago Heleno e Pedro Henrique tem excelente passe longo. Os dois, inclusive, foram líderes no quesito entre jogadores da posição no Brasileirão de 2020.

Thiago Heleno tem excelente diagonal longa – Foto: Reprodução/Conmebol TVThiago Heleno tem excelente diagonal longa – Foto: Reprodução/Conmebol TV
Khellven recebe o lançamento do zagueiro – Foto: Reprodução/Conmebol TVKhellven recebe o lançamento do zagueiro – Foto: Reprodução/Conmebol TV
Foto: Reprodução/Conmebol TVFoto: Reprodução/Conmebol TV

Organização ofensiva

Com a bola, o Athletico costuma se portar em um 3-2-5, com os dois zagueiros mais Richard na saída de bola, dois meio-campistas por dentro e uma linha de cinco mais à frente, normalmente com os dois laterais bem abertos (quando Khellven joga), dois jogadores buscando as costas dos volantes adversários e Renato Kayzer buscando “prender” os dois zagueiros.

A equipe é muito forte pelos corredores, com apoio constante da dupla de laterais e muitos cruzamentos para o centroavante Renato Kayzer. Com destaque para o lateral esquerdo Abner que costuma pisar na área e já marcou um gol na Sul-Americana desta temporada.

Lateral Abner Vinícius ataca a área adversária – Foto: Reprodução/Conmebol TVLateral Abner Vinícius ataca a área adversária – Foto: Reprodução/Conmebol TV

Organização defensiva

Sem a bola o Furacão se porta em duas linhas de quatro bem próximas que balançam sempre em direção ao setor da bola.

Athletico sem a bola postado em um 4-4-2 – Foto: Reprodução/Furacão TVAthletico sem a bola postado em um 4-4-2 – Foto: Reprodução/Furacão TV
Athletico sem a bola postado em um 4-4-2 – Foto: Reprodução/Conmebol TVAthletico sem a bola postado em um 4-4-2 – Foto: Reprodução/Conmebol TV

Outro ponto é que a equipe busca sempre induzir o adversário a buscar as laterais do campo com atuação intensa dos dois volantes e dos jogadores de frente buscando fechar as linhas de passe para que a bola não entre por dentro.

Bola parada

Nas bolas paradas ofensivas, o Athletico costuma posicionar seus dois principais cabeceadores: Thiago Heleno e Renato Kayzer no centro da grande área. Normalmente as cobranças vem fechadas, com a ação dos atacantes impedindo a saída do goleiro adversário.

Bola parada ofensiva do Athletico – Foto: Reprodução/ConmebolBola parada ofensiva do Athletico – Foto: Reprodução/Conmebol
Bola parada ofensiva do Athletico – Foto: Reprodução/Furacão TVBola parada ofensiva do Athletico – Foto: Reprodução/Furacão TV

Nos escanteios defensivos a equipe faz uma marcação mista. Ou seja, alguns jogadores marcam por zona e outro individualmente. Normalmente dois jogadores marcam de maneira individual, três bloqueiam o espaço na primeira trave e outros quatro defende a região central e a segunda trave.

Destaques da equipe

O goleiro Santos com histórico de convocações para a seleção brasileira segue sendo um dos grandes destaques da equipe. Além dele, o meia Nikão segue sendo outro pilar do Furacão, com bom passe e ótima finalização de média distância.

Goleiro Santos é destaque do Furacão – Foto: Athletico/DivulgaçãoGoleiro Santos é destaque do Furacão – Foto: Athletico/Divulgação

Para ficar de olho

O jovem lateral Abner Vinícius de apenas 21 anos vem ganhando cada vez mais espaço na equipe titular do Furacão. O jogador é uma das principais armas ofensivas da equipe e deve dar muito trabalho ao lado direito da defesa do Avaí.

Ataque e defesa opostos

Sob o comando de Oliveira, o time principal do Athletico chegou, no jogo contra o América-MG pelo Brasileirão, ao sétimo jogo sem levar gols em dez partidas. A sequência tem um pela Série A, cinco pela Sul-Americana, um pelo Campeonato Paranaense.

O ataque, no entanto, tem sido “econômico”. São cinco vitórias por 1 a 0 até aqui com a equipe considerada “titular”.

“Não importa se é um ou dez. A premissa é ganhar. Se pudermos jogar bem, ótimo. Se pudermos marcar vários gols, melhor”, disse o treinador após a estreia no Brasileirão.

Retrospecto na temporada

  • 19 jogos na temporada (entre equipe principal e aspirantes)
  • 12 vitórias
  • 1 empate
  • 6 derrotas (1 com o time principal)

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