Ex-Fluminense, zagueiro Antônio Carlos quer dar a volta por cima no Avaí

Defensor, que também teve passagens por Botafogo e São Paulo, é conhecido por marar muitos gols e chega para trazer experiência à zaga do Leão

O zagueiro Antônio Carlos foi apresentado na tarde desta sexta-feira (26), no auditório da Ressacada, um dia depois da vitória do Avaí no clássico contra o Figueirense. O defensor de 32 anos estava sem clube desde que deixou o Fluminense, no fim do ano passado.

Alceu Atherino/Avaí/Divulgação

Antônio Carlos foi apresentado pelo diretor de futebol do Leão, Marcelo Gonçalves

Formado nas categorias de base do Flu, Antônio Carlos também teve passagens por Ajaccio-FRA, Atlético-PR, Atlético-GO, Botafogo e São Paulo, mantes de retornar às Laranjeiras, onde não teve uma boa temporada. O jogador, que chega ao Leão para trazer mais experiência à zaga azurra, também fiou conhecido como zagueiro artilheiro por ter marcado 68 gols em 483 jogos.

“Quando começou o ano e eu sabia que não ia ficar no Fluminense, comecei a conversar com o Gonçalves, que é um cara que já conheço há bastante tempo, que sempre me deu muita força na época do Botafogo, pela história que ele tem lá. Entramos em contato e começamos a conversar. Tive oportunidade de ir para fora também, mas achei que não era tão legal porque acho que tenho muita coisa para fazer aqui no Brasil. Tenho vários companheiros aqui que já joguei junto, liguei pra eles para saber do ambiente, do clima. Sei que o clube tem bastante torcedor apaixonado, eu vi ontem as imagens do clássico. Felizmente deu tudo certo e fico feliz de fazer parte desse trabalho”, comemorou o zagueiro que vem treinando a parte física desde o dia 4 de janeiro e que acredita estar apto para estrear em duas semanas.

Em 2015, Antônio Carlos jogou apenas 17 partidas pelo Fluminense e não conseguiu ter uma regularidade. Agora no Avaí, o zagueiro espera dar a volta por cima e ter uma retomada na carreira.

“Eu acho que posso ter um recomeço, porque eu mesmo me cobro, sei que ano passado não fui tão bem, mas esse ano estou com muita vontade. Acho que tenho muita coisa para fazer e não é porque eu tenho 32 anos que já vou ser considerado veterano. No início do ano passado, não joguei no São Paulo, fiquei um tempo sem jogar quando estava no processo de negociação com o Fluminense e já cheguei no meio do campeonato. Então, não tinha como estar no mesmo nível de quem estava jogando o ano todo. Até joguei boas partidas no Brasileiro, mas depois a coisa não aconteceu mais”, contou.

Além da qualidade técnica, o defensor também deve servir como referência para os jovens zagueiros formados na base azurra, como Gabriel e Henrique. Titular absoluto de Raul Cabal neste Catarinense, Gabriel tem demonstrado segurança na defesa do Leão e sido preciso nos desarmes.

“Eu vou dar o exemplo do Marcão, com quem joguei no Fluminense, que me dava muita força e tranquilidade para jogar. Os garotos, hoje em dia, já vêm para o profissional amadurecidos, tranquilos, com cabeça boa. Então é mais de conversar, eu não estou aqui para ser professor de ninguém, claro. Mas vou dar muita tranquilidade para quem estiver jogando. O importante é formar um grupo bom. Eu tenho muito pra aprender com eles e acredito que eles também possam aprender alguma coisa comigo”, ressaltou.

O defensor também falou sobre como é chegar em um clube, um dia após uma vitória no clássico.

“É bom que o ambiente está ótimo, estou pegando só a essência do ambiente bom, todo mundo rindo, feliz. E isso é importante, vitória dá motivação, ainda mais no clássico, mas claro que com os pés no chão, porque pelo o que eu tenho acompanhado da tabela ainda falta muito para a gente chegar, mas ainda tem o segundo turno para batalhar e o campeonato ainda está aberto”, finalizou. 

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