Avaí sofre quase metade dos gols na Série B em lances de contra-ataque

Leão da Ilha tem a terceira pior defesa da Série B e tem mostrado deficiência defensiva em lances de bola parada e contra-ataques

A defesa do Avaí voltou a ter atuação insegura na derrota por 3 a 0 diante do Juventude na última terça-feira (20). Com os três gols levados da equipe gaúcha, o Leão passou a ter a terceira pior defesa entre as 20 equipes da Série B.

Apenas contra o Juventude, o Avaí sofreu três gols em contra-ataques – Foto: Arthur Dallegrave/E.C.Juventude/ND

O time do técnico Geninho está à frente apenas do lanterna Oeste e da Ponte Preta, que passou o Avaí no quesito após perder por 5 a 0 para a Chapecoense.

Ao todo o Leão sofreu 23 tentos em 17 partidas, média de 1,35 gol tomado por jogo. Seguindo o quesito, a equipe teve o chamado clean sheet  [algo como lençóis limpos], ou seja, terminou uma partida sem sofrer gols em apenas quatro oportunidades:

Nas 17 rodadas jogadas até aqui na competição nacional, o Leão utilizou 11 formações diferentes no sistema defensivo. Duas se repetiram em três oportunidades. Lucas Frigeri, Arnaldo, Rafael Pereira, Betão e Capa atuaram diante de Oeste, Operário e Chapecoense.

Já a formação com Frigeri, Felipe Santos, Rafael Pereira, Airton e Capa atuou diante de Sampaio Corrêa, Cruzeiro e Figueirense.

O técnico Geninho utilizou a formação com três zagueiro, desde o início da partida em apenas duas oportunidades, contra o Paraná Clube, na 2ª rodada e contra o Juventude, na 17ª. Em ambas as oportunidades o Leão saiu de campo derrotado, 1 a 0 e 3 a 0, respectivamente.

Ao todo a equipe sofreu até aqui 246 finalizações, média de 14,4 por partida. Dessas, 83 foram no alvo, uma média de 4,8 por partida.

Lesões e saídas

Seja por lesão, Covid-19, suspensão ou opção técnica, o técnico Geninho pouco repetiu a equipe como um todo durante as 17 rodadas. Entre os jogadores do setor defensivo o lateral Arnaldo já deixou o clube rumo ao Atlético Goianiense.

Já o zagueiro Victor Sallinas, que não entra em campo desde 15 de setembro devido a uma lesão muscular, não deve continuar fazendo parte do elenco azurra para a continuidade da temporada.

Raio X dos gols sofridos

Dos 23 gols sofridos pelo Avaí, oito foram originados de cruzamentos para a área, desses oito, quatro foram de bola parada.

Goleada diante do Sampaio Corrêa foi o momento mais “crítico” da temporada – Foto: Roberto Zacarias/Mafalda Press/ND

Outro problema “crônico” da defesa ficou evidenciado diante do Juventude. O Leão sofreu oito gols em lances de contra-ataques na competição. Apenas contra a equipe gaúcha, foram três tentos desta maneira.

A equipe tem sofrido mais na segunda etapa das partidas. Até o momento foram 16 gols sofridos no segundo tempo das partidas contra sete na primeira etapa.

Veja as estatísticas completas:

  • 23 gols sofridos;
  • oito em cruzamentos para a área sendo quatro de bola parada (Paraná, Sampaio Corrêa, Vitória, CSA, Confiança, Cuiabá e CRB);
  • oito em contra-ataques (Cuiabá, Sampaio Corrêa 3x, CRB e Juventude 3x);
  • três de chutes de fora da área (Botafogo-SP, CRB e Brasil de Pelotas);
  • um de pênalti (Ponte Preta);
  • um de erro na saída de bola (Sampaio Corrêa);
  • dois em enfiadas de bola no meio da zaga (Confiança e Chapecoense).
+

Avaí