Derrota na Ressacada: Geninho diz que grupo do Avaí não tem “espírito” de Série B

Geninho, apesar de entender o atual elenco bom tecnicamente, constata que falta o jeito específico de encarar a competição; pressionado, técnico diz que sua permanência está na mão da direção

“A hora que a diretoria achar que não estou ajudando mais, eu saio”. Foi dessa maneira que o técnico Geninho avaliou a pesada derrota para o Oeste, na noite desta segunda-feira (30), no estádio da Ressacada.

Geninho disse que o grupo do Avaí “não tem o espírito” da Série B; técnico falou que, se tiver que sair, será pelo entendimento da diretoria – Foto: Reprodução/YouTubeGeninho disse que o grupo do Avaí “não tem o espírito” da Série B; técnico falou que, se tiver que sair, será pelo entendimento da diretoria – Foto: Reprodução/YouTube

Com um futebol apático o Avaí foi amplamente dominado pelo representante de Itápolis (SP) que é o lanterna e, mesmo com a vitória, segue na 20ª colocação.

Sobre o jogo o comandante azurra admitiu que o Avaí fez um jogo “muito ruim” e que o Oeste, dessa forma, foi merecedor do resultado.

“O Avaí não conseguiu jogar, enfrentou uma equipe bem postada, que marcava bem, equipe rápida. O Avaí não conseguiu acompanhar o ritmo do Oeste”, explicou o comandante.

Sem espírito de Série B

O técnico Geninho, ao ser questionado sobre a semelhança – ou não – das suas outras duas passagens, onde conquistou o acesso pelo Avaí, falou que o time “não tem o espírito de Série B”.

Geninho, entregou o cargo na mão da diretoria. Foto: Itawi Albuquerque/AGIF – Agência de Fotografia/Estadão ConteúdoGeninho, entregou o cargo na mão da diretoria. Foto: Itawi Albuquerque/AGIF – Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

“O grupo atual tem a qualidade técnica superior aos que subiram na outra oportunidade, a atitude que os outros grupos tinham em relação a esse aqui é melhor. Nós não estamos com o espírito da Série B, ela não é só técnica, ela é fundamental. Essa é a diferença para os outros grupos”, ponderou.

Saída do Avaí

Geninho foi questionado sobre sua permanência a frente do Leão, mas explicou que, como já havia falado sobre isso em outras oportunidades, preferia não responder.

O que ele se limitou foi empurrar a decisão para a direção do Avaí.

“Quem decide minha permanência é a diretoria, a hora que ela achar que não tô ajudando, ela pode mudar”, resumiu.

Ao final da entrevista concedida pelo técnico, alguns protestos “vazaram” no áudio, ao fundo, pedindo a saída do técnico.

Próxima parada

O Avaí, sem muito tempo para repensar sua existência, entra em campo já na próxima quinta-feira (3), diante do Operário, às 21h30.

Ralf, machucado, dificilmente estará a disposição, assim como João Lucas. O retorno deve ficar por conta de Edilson que, nessa terça-feira, estará liberado do período de quarentena após contrair o coronavírus.

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