Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


Geninho não é milagreiro. Por experiência, apenas enxergou o óbvio no Avaí

Na sua reestreia pelo Avaí, Geninho "ouviu" os clamores e explorou o potencial dos jogadores. A vitória diante do Náutico pelo primeira rodada da Série B foi apenas consequência.

Jogadores do Avaí comemoram o primeiro gol contra o Náutico – Foto: André Palma Ribeiro/Avaí F.C

O Avaí largou bem na sua estreia da Série B. Uma vitória incontestável diante do Náutico na noite de sábado no estádio da Ressacada. O treinador Geninho que fazia a sua reestreia no comando da equipe não fez nenhum milagre na mesma equipe que fracassou na Recopa, na Copa do Brasil ou no campeonato estadual. Ele apenas não inventou, fez o básico. Enxergou o que o ex-treinador Rodrigo Santana não conseguiu enxergar:  Wesley não pode formar um trio no meio de campo ao lado do Bruno e do Ralf. Principalmente em jogos em que o Avaí tem que propor a partida. Deixando Wesley no banco e colocando o Renato no meio para frente, o time acelerou e apareceu o futebol do Valdívia, principalmente no primeiro tempo. Outra boa opção do Geninho foi a formação da zaga, com jogadores mais jovens e mais rápidos. E para fechar o “feijão com arroz” que rendeu a primeira vitória para o Leão, no ataque, o Gastón Rodriguez jogou como um autêntico camisa 9. Ele estava “esquecido” no time do Avaí. Geninho conhece futebol, tem experiência. Optou pelo simples. O resto é consequência.