Fábio Machado

fabio.machado@ndmais.com.br Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


Impressões sobre o Avaí na derrota diante do Figueirense na decisão da Recopa

No primeiro jogo da temporada, o Avaí foi derrotado de virada para o Figueirense pelo placar de 3 x 1. Além de perder o título da Recopa, o torcedor saiu do estádio desconfiado com a sua equipe.

Avaí muito próximo do seu retorno para a elite do futebol brasileiro. – Foto: Leandro Boeira/Avaí FCAvaí muito próximo do seu retorno para a elite do futebol brasileiro. – Foto: Leandro Boeira/Avaí FC

O Avaí que perdeu para o Figueirense na decisão da Recopa Catarinense 2022, mereceu perder. Isto é fato. Faltou futebol, faltou disposição, organização tática e faltou preparo físico, o que até é aceitável já que o grupo, por ainda estar envolvido com a disputa da Série B no final do ano passado, iniciou o trabalho mais tarde do que o rival. Mas além de todos esses problemas, o que mais deixou o torcedor desconfiado, foi a falta de garra, de espírito de clássico. O jogo era contra o principal rival no seu estádio, a Ressacada, mas parecia ser contra outro time qualquer. O time tomou o gol de empate, o da virada e o terceiro como se fosse algo normal. Sem nenhuma manifestação de indignação dos atletas. Para o torcedor isto é inadmissível.

PROJEÇÃO

Fazer terra “arrasada” por causa de uma derrota – por mais que seja em um clássico, é prematuro. É preciso dar tempo, é preciso esperar os novos contratados entrarem na equipe, enfim, esperar o treinador ter à disposição todo o grupo para fazer algum tipo de projeção. Basta lembrar o estadual do ano passado, onde a defesa começou com sérios problemas, deu a volta por cima e terminou como o setor de destaque na conquista do estadual.

NÓ TÁTICO

No entanto, mesmo que os problemas citados acima ajude a “amenizar” o péssimo futebol da última quinta na derrota diante do Figueirense, o treinador Claudinei Oliveira – conhecido pela sua teimosia – precisa também dar a sua colaboração para minimizar os estragos. O Avaí já saiu perdendo diante do rival na escalação inicial ao escalar o volante Marcos Serrato ( que há muito tempo não vem jogando nada e terminou a temporada passada no banco) e o goleiro Glédson, tendo o recém contratado Douglas à disposição. A verdade é que a nova diretoria poderia ter dispensado o treinador sem “culpa” e sem “traumas” no final do ano passado. Bastaria o argumento de um novo trabalho e uma nova filosofia de trabalho e pronto. Os dois lados seguiriam os seus caminhos sem problemas. Mas como insistiu pela sua permanência no Sul da Ilha, mesmo contra o desejo da maioria dos torcedores, agora vai ter conviver com suas opções equivocadas. E com as críticas e impaciência. “Ah, senhor Fábio Machado, o senhor está sendo injusto com o Claudinei Oliveira, ele conseguiu o acesso para a Série A”. Respondo, é verdade. E complemento: “Mas se fosse um treinador um pouco mais ousado, o Avaí teria não só conquistado o acesso, como teria brigado pelo título da competição”.

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