Marquinhos e Fernandes, ídolos de Avaí e Figueirense, falam da importância do clássico para dupla

No DM, meia do Leão tem conversado com jovem grupo avaiano, e ex-jogador do Furacão acompanha time à distância

Acostumado a ser sempre um dos protagonistas em clássicos, o meia Marquinhos tem aproveitado o tempo entre uma sessão de fisioterapia e outra para passar a importância de um duelo entre Avaí e Figueirense para o jovem elenco avaiano, enquanto se recupera da cirurgia no joelho direito. Do outro lado da ponte, o ex-jogador Fernandes, já aposentado dos gramados há três anos, acompanha o Furacão mais à distância, mas ainda é referência para o grupo alvinegro.

Fotos Eduardo Valente/ND

Marquinhos e Fernandes estrearam num clássico em 1999

Os dois debutaram no clássico da Capital no primeiro jogo da final do Catarinense de 1999, vencido por 2 a 0 pelo Leão, na Ressacada. O confronto da volta no Scarpelli foi cercado de polêmicas e o Figueira – dono de melhor campanha na fase de classificação – ficou com o título após ganhar por 2 a 1 no tempo regulamentar e empatar em 0 a 0 na prorrogação, que acabou com a entrada da cavalaria da Polícia Militar em campo após o árbitro Clésio Moreira dos Santos, o Margarida, anular um gol do Avaí.

De lá para cá, Marquinhos e Fernandes disputaram vários clássicos. Fizeram a diferença, derramaram lágrimas, de alegria e tristeza, foram heróis e alvos de críticas. Tornaram-se ídolos de seus clubes.

“Clássico é um jogo diferente, mobiliza a cidade toda. Quem vence, fica com as glórias e quem perde vira chacota. Eu, infelizmente, não vou poder jogar esse, nem o próximo, mas isso já estava previsto desde quando optamos pela cirurgia”, contou Marquinhos, que deve retornar aos gramados apenas na Série B. “Sabemos que a vitória é importante para a sequência do campeonato e para essa retomada do clube. Temos um time formado por jovens, que já são vitoriosos por terem chegado no profissional e agora é a hora de eles se firmarem e começarem a entra para a história do clube”, ressaltou.

“Eu gostava muito de jogar clássicos. Jogar é bem mais fácil que ficar na arquibancada. Lá dentro de campo dá para tentar fazer alguma coisa para mudar o jogo e do lado de fora só resta torcer mesmo”, afirmou Fernandes, que hoje mantém um projeto de escolinha de futebol em São José, ao lado de seus ex-companheiros de clube, Wilson e Edu Salles. “O Avaí vem com jogadores jovens, talentosos, comandados pelo Raul Cabral e o Fernando Gil, mas o Figueirense tem a volta do Vinícius Eutrópio, um time qualificado, apesar da saída do Clayton. Então, será um jogo equilibrado e decidido nos detalhes”, avaliou.

Marquinhos enfrenta rotina dura no DM do Leão

Desde a cirurgia no joelho direito na metade de novembro, Marquinhos tem enfrentado uma rotina dura no departamento médico do Leão. São duas a três sessões diárias de fisioterapia, piscina e musculação na academia do clube. O meia ainda sente dores no local e manca para andar de vez em quando. Mas a previsão é que esteja totalmente recuperado dentro de três meses.

“Eu só tive dois dias de folga, no Natal e no Ano Novo. A rotina é puxada. A vontade de jogar é muito grande. Mas a gente sabia que ia ser assim, o importante é voltar zerado e não ficar como no ano passado. Acredito que fui até onde deu, mas todo o meu sacrifício, infelizmente, não valeu a pena já que não conseguimos o mais importante que era a permanência. Mas agora é batalhar para voltar sem nenhuma dor e ajudar o Avaí a voltar para a Série A”, projetou o meia.

Fernandes sonha em voltar ao clube em outra gestão

Quando deixou o Figueirense no final de 2012, Fernandes jogou a Série A-2 do Paulista pelo Red Bull Brasil e encerrou a carreira. O meia não conseguiu realizar o sonho de parar de jogar no clube que aprendeu a amar ao longo de mais de uma década por divergências com a atual gestão do Furacão.

No ano passado, o ídolo chegou a ser convidado para apoiar a chapa de oposição, que acabou desistindo da candidatura na última hora, e afastou-se de vez do clube. “Sempre tive a intenção de encerrar minha carreira no Figueirense e depois virar funcionário do clube, mas enquanto essa gestão continuar, até por uma incompatibilidade de ideias, isso não vai acontecer. Mas eu continuo acompanhando o Figueirense à distância, torcendo e espero um dia, no futuro, retornar ao clube”, projetou.

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