Fábio Machado

fabio.machado@ndmais.com.br Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


“Até o Hino Nacional a Chapecoense estava jogando bem diante do Internacional”

Time Catarinense se afunda na lanterna do Brasileiro ao ser goleado pelo Internacional nesta manhã de domingo( 10), mas o que chama atenção foi declaração de dirigente durante a semana sobre a equipe.

A frase, do título desta postagem, é evidentemente uma ironia. Registrei logo que começou o jogo da Chapecoense diante do Internacional nesta manhã de domingo(10)  no twitter @_fabiomachado. 

Chapecoense começou “dormindo” diante do Internacional. – Foto: Twitter/reproduçãoChapecoense começou “dormindo” diante do Internacional. – Foto: Twitter/reprodução

Confesso que temi por alguma resposta indignada do torcedor da Chapecoense pelo twitter irônico. Mas o que realmente ocorreu é que o primeiro tempo do time catarinense diante do colorado gaúcho foi horroroso. Uma aula de “não futebol”. Com apenas 5 minutos de bola rolando, o placar já estava 2 x 0 para o Internacional. No fim da primeira etapa, só não terminou com o  5 x 0,  porque um dos gols foi anulado após consulta do VAR. Só o Yuri Alberto balançou 3 vezes a rede do goleiro da Chape. Os dois gols marcados na segunda etapa pelo time do Oeste Catarinense, no que poderia ser uma reação, só surgiu mais pela queda de rendimento do Inter, principalmente após as substituições, do que propriamente por mérito da equipe do Pintado. Bom, com bola rolando é isso. Os erros da formação do elenco já foram por demais debatidos. O preço é pagar está aí. Um rebaixamento virtual que já tinha sido apontado pelas estatísticas lá na virada do turno. E jogos “heroicos” pela honra da equipe, sem nenhuma capacidade de reação na tabela de classificação.

FOGO AMIGO. A DECLARAÇÃO DESASTROSA DO DIRETOR DE FUTEBOL

Com quase 99,88% de chances de cair, a Chapecoense não está sabendo gerir a sua crise. Diz o ditado que “o que não tem remédio, remediado está”, ou seja, com o rebaixamento certo, sem mais nada para fazer, a não ser cumprir tabela, o momento é de começar a limpar a casa, estabelecer um norte e uma filosofia de trabalho e unir o máximo possível do grupo. Botar os jovens da casa para atuar em busca de rodagem e experiência: e sem cobranças de resultados, diga-se, mas, acima de tudo,  evitar declarações horrorosas como a que foi feita nesta semana pelo Carlos Kila, diretor executivo de futebol, de que teria afirmado para uma rádio web que o elenco “é de série B”. Errado não está no conteúdo, mas sim na forma. Em situação vexaminosa no Brasileiro da Série A, a Chapecoense precisa lidar, além dos vários e inúmeros problemas administrativos, jurídicos e no futebol, com, o mais traiçoeiro de todos: “o fogo amigo”.

Chapecoense sofre goleada diante do Internacional, em Porto Alegre. – Foto: Ricardo Duarte/Inter/DivulgaçãoChapecoense sofre goleada diante do Internacional, em Porto Alegre. – Foto: Ricardo Duarte/Inter/Divulgação

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