“Dor que não cicatriza”, diz torcedor da Chapecoense após 4 anos da tragédia

Dia 29 de novembro será lembrado pelo mundo do futebol após 71 pessoas morrerem no trágico acidente aéreo

O dia 29 de novembro é inesquecível para os torcedores da Chapecoense. Há quatro anos, o mundo parava para acompanhar um dos maiores acidentes aéreo dentro do futebol. Hoje, o sentimento dos torcedores é de lembrança pela perda das 71 pessoas que viajam para Medellín, na Colômbia, para a disputa da Copa Sul-Americana.

Tragédia da Chapecoense completa neste dia 29 de novembro, 4 anos – Foto: Beto Barata/NDTragédia da Chapecoense completa neste dia 29 de novembro, 4 anos – Foto: Beto Barata/ND

A dor que não cicatriza é sentida por Silvio Biondo, torcedor da Chape que herdou de seu pai essa paixão pelo Verdão do Oeste. Ele lembra com saudade o 29 de novembro e ressalta que o sonho nunca será esquecido.

Silvio ao lado do neto Nicholas – Foto: Arquivo pessoal/NDSilvio ao lado do neto Nicholas – Foto: Arquivo pessoal/ND

“Todos os dias eu lembro e me emociono. É uma dor que não cicatriza e que não diminui. Eu não acreditava que esse time iria tão longe, era um sonho de mais de 40 anos que chegava em um Sul-Americano, uma Série A.  Foi um sonho sendo realizado, mas que infelizmente acabou em pouco tempo. A dor, a saudade e o sonho nunca serão esquecidos”, comenta o torcedor.

Para o presidente Paulo Magro, a Chapecoense é o clube de coração. Conforme ele, a tragédia com o voo da Chape jamais será esquecida pelos catarinenses e pelos apaixonados do futebol.

Paulo Magro, presidente do Conselho de Administração da Chapecoense – Foto: Márcio Cunha/Chapecoense/NDPaulo Magro, presidente do Conselho de Administração da Chapecoense – Foto: Márcio Cunha/Chapecoense/ND

“Essa data sempre machuca por termos perdidos tantos amigos. Quem é do mundo do futebol e, principalmente as pessoas do nosso estado que eram ligadas a Chape, esse dia traz uma lembrança triste e de muita saudade. Como torcedor, vi o mundo inteiro demonstrando muita solidariedade. Como presidente, a diretoria do clube procura sempre fazer o melhor até para agradecer essas pessoas tão queridas que nos deixaram”, destaca o presidente.

O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon ressalta a importância de celebrar a vida no dia 29 de novembro. Ele, que acompanhou as famílias e que até publicou um livro sobre a sua visão da tragédia, diz que as pessoas que morreram no acidente precisam ser exaltadas.

Prefeito de Chapecó, Luciano Buligon acompanhou a tragédia da Chape – Foto: Prefeitura de ChapecóPrefeito de Chapecó, Luciano Buligon acompanhou a tragédia da Chape – Foto: Prefeitura de Chapecó

“Era um sonho de Santa Catarina, pois a Chapecoense decidia o primeiro campeonato internacional de futebol profissional. Não exagero quando digo que se pudéssemos estar naquele voo, nós estaríamos, porque era um sonho e àqueles que nos deixaram tem que ser exaltados. Nós temos que valorizar a vida daquelas pessoas e o que eles estavam vivendo, então é injusto não celebrarmos a vida no dia 29 de novembro”, diz o prefeito.

O avião da empresa LaMia, que levava a equipe completa da Chapecoense, jornalistas e convidados, caiu em Medellín às 21h59, no horário da Colômbia – 2h58 no horário de Brasília.

Foram 71 vítimas fatais e seis sobreviventes, entre eles os jogadores Neto, Alan Ruschel e Jakson Follmann. O jornalista Rafael Henzel também sobreviveu à tragédia, mas morreu em março de 2019, em Chapecó, após um mal súbito durante uma partida de futebol. Ainda, sobreviveram os tripulantes Ximena Suárez e Erwim Tumiri.

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