Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


A necessária (e arriscada) reformulação do elenco do Figueirense para o estadual 2021

Não tinha como manter um grupo de atletas marcados pelo rebaixamento para a Série C. Muitas caras novas no estádio Orlando Scarpelli. Um risco necessário que corre o Figueirense.

Se os primeiros jogos do Figueirense pelo campeonato estadual deste ano tivessem a presença dos torcedores nas arquibancadas, corria o risco de acontecer a seguinte situação. Lá pelos 10 minutos de bola rolando, um torcedor cutucaria o amigo do lado para perguntar quem “é aquele ali correndo pela direita” ou “este zagueiro é aquele mesmo do ano passado?”. Isso porque o alvinegro vem para esta temporada com muitas mudanças no elenco.

Luciano Sorriso executivo de futebol na apresentação dos jogadores Jefinho (volante),  Denner (meia)  Khevin (também volante). Fazem parte das 3 caras novas do Figueirense para a temporada de 2021 – Foto: Figueirense/reprodução/NDLuciano Sorriso executivo de futebol na apresentação dos jogadores Jefinho (volante),  Denner (meia)  Khevin (também volante). Fazem parte das 3 caras novas do Figueirense para a temporada de 2021 – Foto: Figueirense/reprodução/ND

A diretoria dispensou muito jogadores, contratou dezesseis novos atletas e sem contar a meia dúzia de jovens  que vieram da base.  É praticamente um time novo e mais o banco de reservas de caras novas no estádio Orlando Scarpelli. A reformulação era mais do que necessária, mesmo que o entrosamento demore a ser encontrado neste novo time do treinador Jorginho. Não tinha como a diretoria manter um grupo de atletas responsáveis diretos e marcados pelo rebaixamento do Figueirense para a série C, justamente no ano do seu centenário. O preço da remontagem de um elenco no futebol custa caro tecnicamente, mas repito, no caso do Figueirense não tinha outra opção.