“Se tiver que dar o sangue pelo Figueirense, darei”, diz Luan após ficar 17 meses afastado

Volante chegou ao alvinegro em 2004 e, com ajuda do clube, superou cinco cirurgias nos joelhos

Quando o técnico Hudson Coutinho chamou o volante Luan para substituir Clayton, aos 38 minutos do segundo tempo, a noiva e a sogra do jogador, Fernanda e Dayse, começaram a chorar na arquibancada. Quando entrou no gramado, o atleta, desde 2004 no Figueirense, também não conseguiu conter as lágrimas. A cada disputa de bola, o catarinense de São Bento do Sul, que superou cinco cirurgias nos joelhos, a primeira em 2008, se lembrava de todas as privações que teve de passar para fazer o que mais gosta. Após o apito final, vitória do Alvinegro por 2 a 1 sobre o Brusque, Luan atravessando o campo do Orlando Scarpelli de joelhos.

Luiz Henrique/Divulgação FFC

Luan atravessou o gramado do Orlando Scarpelli 

Em entrevista exclusiva ao Notícias do Dia, o volante revelou que ninguém sabia da sua promessa, nem mesmo a família. Luan esperou no vestiário o melhor momento para cumprir o seu plano, acompanhado pelo presidente Wilfredo Brillinger e mais alguns torcedores que ainda não tinham deixado o estádio.

“Pensei em tudo. Fiquei no meu canto, fui ao vestiário, rezamos, e fui até o meio do campo ajoelhado. Nem a minha esposa sabia. O presidente me deu um abraço e disse para contar com ele. O suporte que o Figueirense me deu foi incrível. Se tiver que dar o sangue pelo clube, darei. Sou muito grato”, comentou. 

Único remanescente do elenco campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2008, Luan passou teve a sua primeira oportunidade no profissional em 2013, com Adilson Batista. Antes, atuou por empréstimo por Brusque e Metropolitano.

Melhor do que antes de se lesionar, em 24 de agosto de 2014, o volante quer jogar o maior número de partidas que conseguir para renovar o seu contrato com o Figueirense, que se encerra em dezembro deste ano. “Quero fazer um grande ano e mostrar que tenho condições de continuar no Figueirense”, afirmou o atleta, que está mais forte para suportar a carga nos joelhos. 

Anjos da guarda 

A ficha ainda está caindo para Luan. O jogador vem recebendo inúmeras ligações e mensagens de familiares, amigos e torcedores do Alvinegro. Aos 26 anos, o volante disse que a sua reestreia pelo Figueirense após 17 meses foi um dia especial.

“É um dia para ser guardado na memória. Minha família mora em São Bento, então passei a noite com a minha esposa e a família dela. Recebi bastante mensagem. A torcida acompanhou a minha recuperação, me dava força. Dentro do clube foi bem especial também”, contou. 

A última cirurgia, realizada em setembro de 2015, para a retirada de cartilagem do joelho direito, foi mais grave que a do ano anterior. Luan teve uma crise alérgica e por pouco não aconteceu o pior. O volante teve sorte de ter a família por perto.

“A minha mãe veio para Florianópolis. Não conseguia nem andar e ela fazia tudo para mim. Foi o meu anjo da guarda. Conheci a minha esposa um pouco antes da última cirurgia. Quase faleci. Foi um susto muito grande. Todos sofreram comigo”, revelou Luan, que pediu para citar o nome dos familiares em agradecimento: os pais Ivete e Osvaldo, os sogros Dayse e Fernando e a esposa Fernanda.

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