Ataque oscila e Figueirense busca soluções na reta final do turno da Série C

Com quatro empates seguidos na competição, Figueirense marcou apenas uma vez nos últimos três jogos e tenta aumentar volume ofensivo

Um dos pontos mais contestados pela torcida do Figueirense nos últimos jogos é a ineficiência do ataque Alvinegro. São oito partidas sem perder, com nove gols marcados no período. No entanto, a equipe vem de quatro empates seguidos na Série C.

Ataque do Figueirense vive momento difícil na Série CAtaque do Figueirense vive momento difícil na Série C – Foto: Patrick Floriani/FFC

Os números, apesar de positivos, chamam atenção pelos placares magros e a dificuldade da equipe em furar as marcações adversárias. Nas últimas três partidas, por exemplo, a equipe marcou apenas uma vez, diante do Manaus.

Jogos de invencibilidade:

  • Figueirense 0x0 Remo
  • Manaus 1×1 Figueirense
  • Figueirense 0x0 Confiança
  • Ypiranga 3×3 Figueirense
  • Figueirense 1×0 Ferroviário
  • Brasil (RS) 0x1 Figueirense
  • Figueirense 2×1 Aparecidense
  • Atlético (CE) 1×1 Figueirense

Quem acompanha as partidas do Figueirense, percebe que a equipe treinada pelo técnico Júnior Rocha por muitas vezes tem o dominío da partida. O problema mora na dificuldade que o time tem em transformar o volume de jogo em oportunidade de gols.

Durante as coletivas, o comandante Alvinegro costuma frisar esse ponto. “O Wilson fez poucas defesas, isso mostra o quanto atacamos durante todo o jogo. Mas faltou caprichar mais na finalização. Tivemos dificuldades no segundo terço. O passe, o arremate, a ousadia”, disse em entrevista após o empate sem gols contra o Confiança, no dia 12 de junho.

O artilheiro da equipe na Série C do Campeonato Brasileiro por exemplo, é o goleiro Wilson, que fez três gols de pênaltis. Os atacantes Andrew, Marlyson e Luizinho possuem dois gols cada.

Jhon Cley atuou centralizado contra o Remo, mas não foi bem – Foto: Patrick Floriani/FFCJhon Cley atuou centralizado contra o Remo, mas não foi bem – Foto: Patrick Floriani/FFC

Embora isso possa reforçar o quanto a equipe é coletiva no sentido “fazer gols”, ela também escancara a carência do Furacão do Estreito em ter uma referência dentro da área.

Rodízio no elenco

Nas coletivas, Rocha sempre tentou manter a coêrencia e valorizar todos os atletas do elenco. Nos 12 jogos durante a Série C, o técnico testou oito formações diferentes no ataque, mas nenhuma delas encheu os olhos do treinador e da torcida.

“Sempre tento minimizar essas perguntas [sobre reforços], se eu não valorizar o pessoal que está aqui, fica difícil, isso é uma coisa mais interna nossa. Eu sempre deixo claro que o Figueirense é muito grande para gente não contratar e para não ter melhorias em setores pontuais”, disse o treinador após o empate em 1 a 1 diante do Manaus no dia 18 de junho.

Ele ainda chegou a mencionar a importância de um camisa 9 dentro de campo para decidir.

Formações no ataque

Com a preferência por o sistema 4-3-3, com dois pontas e um atacante dentro da área, a formação que mais se repetiu durante a Série C foi composta por: Rodrigo Bassani, Andrew e Gustavo Henrique.

Júnior Rocha vem mudando bastante a equipe – Foto: Reprodução/TV FigueirenseJúnior Rocha vem mudando bastante a equipe – Foto: Reprodução/TV Figueirense

O trio de ataque começou o jogo em três oportunidades, conquistando duas vitórias e um empate. Apesar da boa impressão, nos jogos seguintes a variação mudou, mas a ineficiência continuou.

  • Andrew, Gustavo Ramos e Jhon Cley – 0x0 (empate)
  • Rodrigo Bassani, Gustavo Ramos e Gustavo Henrique- 1×1 (empate)
  • Jhon Cley, Andrew e Gustavo Ramos – 0x0 (empate)
  • Rodrigo Bassani, Andrew e Gustavo Henrique – 3×3 (empate)
  • Rodrigo Bassani, Andrew e Gustavo Henrique – 1×0 (vitória do Figueirense)
  • Rodrigo Bassani, Andrew e Gustavo Henrique – 0x1 (vitória Figueirense)
  • Rodrigo Bassani, Andrew e Marlyson – 2×1 (vitória Figueirense)
  • Rodrigo Bassani, Andrew e Marlyson – 1×1 (empate)
  • Léo Arthur, Luizinho e Marlyson – 0x2 (derrota do Figueirense)
  • Léo Arthur, Gustavo Ramos e Marlyson – 0x0 (empate)
  • Léo Arthur, Gustavo Ramos e Marlyson – 4×1 (vitória Figueirense)
  • Nandinho, Léo Arthur e Gustavo Henrique – 1×1 (empate)

A dupla Rodrigo Bassani e Andrew foi a que mais se repetiu durante os jogos, com a mudança mais comum no atacante de área. Além de Gustavo Henrique e Marlyson, o meia Jhon Cley já recebeu algumas oportunidades mais centralizado, mas também não conseguiu se firmar na posição.

Necessidade de reforços

Diante de um cenário em que os testes dentro do elenco foram feitos e os resultados não foram tão satisfatórios, o treinador Júnior Rocha mudou o discurso e admitiu que o clube está no mercado e busca novas contratações, mas reforçou que o mercado está difícil e que não será tão fácil assim achar o jogador tão pedido pelo torcedor.

Um dos reforços foi anunciada na tarde de terça-feira. O atacante Jean Silva, de 33 anos, que estava no Vila Nova (GO), e atua pelas beiradas do campo, foi contratado para tentar minizar esse problema ofensivo.

Jean Silva é o novo reforço do Figueirense – Foto: Patrick Floriani/FFCJean Silva é o novo reforço do Figueirense – Foto: Patrick Floriani/FFC

Próximo confronto

O Figueirense tem uma nova oportunidade de acabar com a sequência de empates e pôr fim ao jejum de gols neste sábado (2), às 19h, diante do Vitória-BA, no Barradão.

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