Dia de decisão no Figueirense: conselho deve aprovar parceria com fundo internacional

Caso o contrato seja aprovado, o Figueirense já teria à disposição cerca de R$ 4 milhões emergenciais

O futuro do Figueirense pelos próximos 20 anos será decidido na noite desta segunda (7), na reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, que deve aprovar a parceria com um fundo de investidores internacional. Na última segunda-feira, a maioria dos conselheiros já aprovaram a assinatura do contrato em caráter inicial. O documento foi analisado pelo Conselho Fiscal durante a semana passada e retorna para a votação final.

Apesar de encontrar resistência em parte da oposição e entre conselheiros mais jovens, a parceria é vista como única solução para resolver os problemas do clube, que atualmente tem uma dívida de cerca de R$ 70 milhões e se encontra na zona de rebaixamento para a Série C.

Caso o contrato seja aprovado, o Figueirense já teria à disposição cerca de R$ 4 milhões emergenciais, que seriam utilizados para quitar parte das dívidas e trazer a nova comissão técnica e até cinco reforços para a disputa da Série B. Por outro lado, o grupo assumiria toda a gestão do futebol do Alvinegro e ficaria com todos os ativos do clube, como os direitos federativos dos atletas. Um ponto que ainda pode mudar na reunião de hoje é o percentual de lucro de cada um. Inicialmente, a proposta prevê 95% dos lucros para o fundo e apenas 5% para o Figueira.

O grupo de investidores seria composto por empresários dos Emirados Árabes, Estados Unidos e Brasil. Nenhum nome foi divulgado. O CEO seria Alexandre Bourgeois, ex-São Paulo, que passaria a ser o novo gerente de futebol. O atual presidente Wilfredo Brillinger seguiria como mandatário e teria uma cadeira na diretoria, porém sem poder de decisão final. Um conselheiro e um torcedor também devem compor a mesa diretora.

A possibilidade desta parceria surgiu com a aprovação da criação de um novo CNPJ em 2015, a Figueirense Ltda., que abria a premissa para transformar o Furacão em um clube-empresa.

Caso a parceria seja desfeita, a única exigência é que, em um prazo de dois anos, os investidores deixem o Figueirense, no mínimo, na mesma situação em que o clube se encontra hoje, ou seja, na Série B do Brasileiro e com uma dívida de cerca de R$ 70 milhões.

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