Emoção, alegria e vitória marcam o retorno dos torcedores ao Orlando Scarpell

Figueirense fez seu primeiro jogo com torcida desde o início da pandemia da Covid-19 ainda em março de 2020; foram mais de 500 dias sem público e o retorno foi marcado com vitória

O dia 15 de setembro de 2021 ficará eternizado para sempre na memória dos torcedores do Figueirense. Um ano e sete meses depois, ou 548 dias, o torcedor pôde, enfim, matar a saudade do estádio Orlando Scarpelli e assistir a uma partida do seu time do coração de pertinho.

O Figueirense venceu o Juventus, de virada, por 3 a 2, em partida válida pela primeira rodada da Copa Santa Catarina. A equipe de Jaraguá do Sul fez 2 a 0 com Allan e Marllon. O Figueira virou com Gustavo Índio e Paolo.

Torcedores entram no estádio Orlando Scarpelli nesta quarta-feira – Foto: Ian Sell/NDTorcedores entram no estádio Orlando Scarpelli nesta quarta-feira – Foto: Ian Sell/ND

O Figueirense recebeu o Juventus, de Jaraguá do Sul, na noite desta quarta-feira (15), em partida válida pela primeira rodada da Copa Santa Catarina. Segundo o clube, ao todo, 218 pessoas foram até a casa Alvinegra.

Uma portaria do governo de Santa Catarina, na última segunda-feira (13), liberou a volta da torcida nos estádios de futebol do Estado. A capacidade máxima que cada local pode comportar é de 30%, com as pessoas praticando o distanciamento social nas arquibancadas.

Entre as regras para acesso aos estádios está a comprovação de esquema vacinal completo (duas doses ou dose única), ou laudo de exame RT-qPCR realizado nas últimas 72 horas antes da partida ou Pesquisa de Antígeno de SARS-Cov-2 por swab realizado nas últimas 48 horas antes com resultado “negativo, não reagente ou não detectado”.

Movimento tímido

Na noite gelada de Florianópolis, os torcedores do Furacão começaram a chegar de maneira tímida ao Orlando Scarpelli por volta das 18h30. Com os 30% da capacidade, o estádio comporta pouco mais de cinco mil pessoas.

O autônomo José Manoel da Rosa Filho, de 49 anos, disse que não via a hora de matar a saudade do time do coração.

Sócio do Figueirense desde 2007, José ostenta a carteirinha de socio-torcedor na entrada do estádio Orlando Scarpelli. – Foto: Ian Sell/NDSócio do Figueirense desde 2007, José ostenta a carteirinha de socio-torcedor na entrada do estádio Orlando Scarpelli. – Foto: Ian Sell/ND

José já tomou as duas doses da vacina contra a Covid-19 e acredita que o acesso aos estádios de futebol deveria ter sido liberado já há algum tempo.

“Já deveria ter voltado antes [torcida]. Temos outros serviços que causam muito mais aglomeração do que um estádio de futebol que é um lugar aberto. Assim que saiu a portaria do governo de Santa Catarina liguei para o clube para me informar. É muito bom voltar”, afirma.

O assistente administrativo, Leonardo Schmidt, de 29 anos, é mais um que não via a hora de matar a saudade do time do coração. “Quando vi a notícia da liberação fiquei muito feliz. Era muito difícil eu perder algum jogo”, afirma.

Ele tomou a segunda dose do imunizante há cerca de vinte dias. O último jogo em que veio, foi exatamente o último com torcida antes do início da pandemia: Figueirense 1 a 0 Brusque ainda pelo Campeonato Catarinense, em março de 2020.

Leonardo entra no estádio Orlando Scarpelli rumo ao setor B – Foto: Ian Sell/NDLeonardo entra no estádio Orlando Scarpelli rumo ao setor B – Foto: Ian Sell/ND

Ele segue a ideia de José e acredita que o público já poderia ter sido liberado anteriormente. “Acredito que o público já poderia ter voltado antes, desta maneira, com vários cuidados, temos condições”, alega.

Jogo dos “velhinhos”

“Hoje é o jogo dos velhinhos”, brinca a aposentada Vera Lúcia, de 71 anos, ao entrar no setor B do estádio Orlando Scarpelli. Para ela, a volta dos torcedores é extremamente importante.

Moradora do bairro Estreito e frequentadora assídua do estádio, o último jogo que veio antes do início da pandemia foi também o último com torcida em 2020, Figueirense e Brusque pelo Campeonato Estadual. “Que seja um retorno com vitória”, disse ao entrar.

O empresário Bruno Henrique Melo, morador do Jardim Atlântico, foi mais um a sair de casa para matar a saudade do time do coração nesta quarta-feira.

Empresário, Bruno Henrique Melo, morador do Jardim Atlântico, foi mais um a sair de casa para matar a saudade do time do coração nesta quarta-feira – Foto: Ian Sell/NDEmpresário, Bruno Henrique Melo, morador do Jardim Atlântico, foi mais um a sair de casa para matar a saudade do time do coração nesta quarta-feira – Foto: Ian Sell/ND

Na opinião dele, o público está voltando no momento certo, uma vez que “as pessoas já tem mais conscientização sobre o que é a doença [Covid-19]”.

Bruno tomou a segunda dose da vacina há poucas semanas e costumava vir a todos os jogos antes do início da pandemia. “Muito feliz por voltar. Tomara que seja com vitória”, pontuou.

Sem aglomeração

O movimento tranquilo não teve registros de aglomeração nas entradas do estádio. Seguranças, em cada setor, orientavam os torcedores que entravam para que fizessem fila e ficassem distantes uns dos outros já na entrada.

O relógio marcava 20h quando alguns torcedores chegaram “em cima da hora” – Foto: Ian Sell/NDO relógio marcava 20h quando alguns torcedores chegaram “em cima da hora” – Foto: Ian Sell/ND

A entrada acontecia através de ingresso nominal – foram colocados cerca de 1,7 mil à venda – ou com a carteirinha de sócio-torcedor. Ambas as formas de entrada, além do comprovante de vacinação, eram conferidos por funcionários do clube também na entrada.

Torcedores seguiram entrando no estádio até o momento em que a bola começou a rolar, às 20h. Aos gritos de “vamos Figueira”, alguns, emocionados, felizes e empolgados tinham certeza: a torcida está de volta.

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