Figueirense perde nos pênaltis para o Botafogo e é eliminado da Copa do Brasil

Ricardo Bueno, André Rocha e Nem desperdiçaram cobrança. Goleiro Volpi foi destaque no alvinegro do Estreito

O Figueirense entrou ligado na partida desta quarta-feira (24) contra o Botafogo e logo no início abriu o placar com Ricardo Bueno. Só que o time parou por aí. Em partida truncada e cheia de faltas, a decisão teve que ir para os pênaltis, já que no jogo de ida os cariocas venceram pelo mesmo placar: 1 a 0. Nas cobranças, não faltou emoção. Os dois times erraram, mas o Fogão levou a melhor. Depois de sete batidas para cada lado, o alvinegro carioca superou por 5 a 4 o Figueira, que se despediu da Copa do Brasil.

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Daniel Queiroz/ND

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Ricardo Bueno (encoberto por Willian) fez o gol da vitória, mas chutou…


Gol no início coloca emoção na partida

O técnico Adilson Bastista surpreendeu ao escalar o time colando André Rocha como volante, Rodrigo na lateral e entrando com apenas dois atacantes. Quem criticou as mudanças do técnico foi obrigado a mudar de ideia logo aos oito minutos. André Rocha roubou a bola no meio-de-campo e tocou para Rodrigo, escalado para ser titular em cima da hora. O lateral escapou pela esquerda e alçou com categoria para dentro da área, na cabeça de Ricardo Bueno. O artilheiro não bobeou e testou no contrapé do goleiro Jefferson: 1 a 0.

Depois do gol, o jogo seguiu morno, com muitas faltas e erros de passe, refletindo o frio em Florianópolis. O melhor lance veio somente aos 39, quando Rafael Costa armou contra-ataque na intermediária e obrigou o goleiro Jefferson a sair da área para isolar a bola.

O lance esquentou a partida. Aos 43, o Botafogo cruzou e a bola caiu no pé de Seedorf. O craque holandês tirou de dois adversários e chutou de fora da área com o pé direito. O tiro saiu rasteiro e Thiago Volpi fez bela defesa. Um minuto depois, o Botafogo volta a alçar na área. Desta vez, Rafa Marques cabeceou bem, Volpi bateu roupa e soltou a bola na pequena área. Por sorte, Thiego chegou rápido e tirou para escanteio.


Segundo tempo pegado e truncado

Logo no início da etapa complementar, o goleiro Thiago Volpi teve que trabalhar duas vezes seguidas. A primeira aos seis, evitando o gol no chute de Rafa Marques. Um minuto depois, Gilberto fez boa jogada pela direita, tocou para Lodeiro, que chutou cruzado, obrigando Volpi a fazer nova defesa.

Aos 17, o Figueira deu um susto na torcida. A zaga falhou e deixou a bola viva na área. Seedorf se esticou para chutá-la, mas Thiego salvou o Furacão. Com o placar agregado em 1 a 1, a partida ficou ainda mais truncada.

Os jogadores fizeram muitas faltas, deixando pouco espaço para oportunidades reais de gol. A melhor chance veio só aos 43. E mesmo assim nem sequer houve chute a gol. Ricardinho pegou na intermediária, driblou dois adversários e tocou para Tchô ficar na cara do gol, mas o atacante perdeu o domínio e desperdiçou a chance.

Daniel Queiroz/ND

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…por cima na disputa de pênaltis. André Rocha (foto) e Nem também erraram

Aos 46, a última oportunidade, mas para o Fogão. Seedorf invadiu a área, driblou a zaga do Figueira e chutou sem força. Volpi fez a defesa, o holandês pediu pênalti e o árbitro mandou seguir. Com 1 a 0 no placar, a partida foi para os pênaltis.

Na primeira série, Lodeiro e Edilson perdem para o Botafogo, enquanto André Rocha e Ricardo Bueno desperdiçaram para o Figueira. Nas cobranças alternadas, Nem cobrou no meio do gol e Jefferson defendeu, garantindo a vitória por 5 a 4 e eliminando o Figueirense da Copa do Brasil.

 

FIGUEIRENSE (1 — 4)
Volpi; William Cordeiro, Thiego, Bruno Pires e Saci; Nem, Maylson (Dener), André Rocha e Rodrigo (Tchô); Rafael Costa (Ricardinho) e Ricardo Bueno. Técnico: Adilson Batista.

BOTAFOGO (0 — 5)
Jefferson; Gilberto (Edilson), Dória, Bolívar e Júlio César; Gabriel, Marcelo Mattos (Renato), Seedorf, Lodeiro e Vitinho (Alex); Rafael Marques. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Gols: Ricardo Bueno, aos oito do primeiro tempo. Cartões amarelos: Maylson, André Rocha, Rodrigo, Tchô e Nem (F); Bolivar, Dória, Marcelo Mattos, Diguinho e Alex (B). Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Arbitragem: Márcio Chagas da Silva, auxiliado por Marcelo Bertanha Barison e Altemir Hausmann (trio do RS). Público: 3.162. Renda: R$ 66.435.

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Figueirense empata com a Ponte Preta e segue na vice-lanterna

Time catarinense chegou a virar o jogo, mas permitiu a igualdade em 2 a 2

O Figueirense não conseguiu a tão esperada vitória contra a melhor campanha do returno e em gols de bola parada empatou em 2 a 2, neste sábado, com a Ponte Preta. Chega a 18 pontos e continua na penúltima colocação da Série A. Giancarlo e Marcinho marcaram para a Ponte Preta; Aloisio e Caio para o Figueirense.

O jogo começou complicado para o Figueirense que perdeu Fernandes com uma lesão no ombro aos 7 minutos e um minuto depois sofreu o primeiro gol. Giancarlo aproveitou bem uma cobrança de falta para desviar com um leve toque de cabeça. A bola ainda bateu no poste antes de entrar no gol.

Mas a reação catarinense não demorou e veio também num lance de bola parada. Aloisio, bem posicionado na área, cabeceou com precisão no ângulo, aos 16 minutos, após escanteio.

Novamente num lance de falta veio a virada do Figueirense, já nos acréscimos do primeiro tempo. Ronny cobrou falta, Túlio errou o chute, João Paulo também falhou e a bola acabou sobrando para Caio chutar dentro da área para marcar.

No segundo tempo, o técnico Gilson Kleina colocou a Ponte Preta mais ofensiva. O goleiro Wilson salvou aos 25 minutos em chute de Nicão, que perdeu chance incrível aos 30. Antes, numa cobrança de escanteio foi a trave que salvou o Figueirense.

Aos 33 não deu para segurar. Marcinho aproveitou cruzamento da direita e sem marcação cabecou no ângulo esquerdo de Wilson, que ficou sem ação, para fazer 2 a 2.

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Figueirense perde a invencibilidade na Série A

Alvinegro enfrentou o Cruzeiro e foi derrotado por 1 a 0 em Belo Horizonte

Washington Alves/VIPCOMM/ND

O Figueirense perdeu a primeira partida no Campeonato Brasileiro da Série A ao ser derrotado na noite deste sábado pelo Cruzeiro, por 1 a 0, no estádio Independência, em Belo Horizonte. Wellington Paulista marcou o gol da partida aos 20min30 do segundo tempo.

Jogando bem o primeiro tempo, o alvinegro não soube aproveitar o domínio e as chances de gol que criou. Depois caiu de produção e permitiu a reação do adversário na etapa final.

No primeiro tempo, melhor organizado e anulando Montillo – principal arma do Cruzeiro -, o Figueirense dominou o meio campo e levou constante perigo ao gol de Fábio. Antes dos 15 minutos, o time catarinense teve pelo menos três chances de gol com Túlio, Aloisio e Júlio Cesar, este numa cobrança de falta que bateu na trave.

O Cruzeiro ameaçou pouco e não exigiu o goleiro Wilson no primeiro tempo.

O time da casa mudou no intervalo e equilibrou o jogo. Aos 12 minutos, numa cabeçada de Wellington Paulista o Cruzeiro criou a primeira situação de perigo.

A partir daí, com Souza em campo, o Cruzeiro melhorou e começou a pressionar o Figueirense. Aos 20min30s, Souza fez boa jogada e lançou Wellington Paulista nas costas da zaga. O atacante deu um toque por cima de Wilson e na sequência tocou para o gol. 1 a 0 Cruzeiro. 

O Figueirense perdeu espaço para tocar a bola e passou a ameaçar apenas em cobranças de falta com Julio Cesar, mas sem muita precisão.

Aos 32min, Canuto salvou em cima da linha depois de defesa parcial de Wilson em cabeçada de Wellington Paulista.

O final de jogo foi emocionante. Na base da pressão o Figueirense quase marcou numa cabeçada de Canuto que Fábio defendeu, aos 42. Num contra-ataque, aos 44, Montillo deixou Leandro Guerreiro de frente para Wilson, que salvou com o pé.

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Figueirense cede empate ao Joinville e Metropolitano é o novo líder

Daniel Queiroz/ND

Roni (D) deixa zagueiro caído e arranca para o ataque

Um tempo de cada time. Assim foi o jogo entre Figueirense e Joinville na tarde quente deste domingo no Orlando Scarpelli. O empate em 3 a 3 foi comemorado pelo JEC, que perdia por 3 a 0 até os 27 minutos do segundo tempo, e pelo Metropolitano, que venceu o Marcílio Dias por 3 a 0 e é o novo líder do segundo turno do Campeonato Catarinense.

Os gols do Figueirense por Canuto, aos 18 minutos, Botti, aos 35, e Pablo, aos 41 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, o Joinville empatou com dois gols de Alex, aos 27 e 28, e Lima, aos 31 minutos. Esse foi o centésimo gol de Lima pelo Joinville.

O próximo jogo do Figueirense será no próximo domingo, às 16h, contra o Metropolitano, estádio do Sesi.

FICHA TÉCNICA

Figueirense 3

Wilson; Pablo, Sandro, Canuto e Guilherme Santos; Ygor, Toró (Doriva), Botti (Niel) e Roni; Julio Cesar e Aloisio (Luiz Fernando). Técnico: Branco

Joinville 3

Ivan; Eduardo, Pedro Paulo, Linno e Gilton; Fabiano Silva, Glaydson, Tiago Real (Carlos Alberto) e João Henrique (Alex); Lima e Bruno Rangel. Técnico: Argel Fucks

Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Data: 11/03/2012. Gols: Canuto aos 18, Botti aos 35 e Pablo aos 41 minutos do primeiro tempo; Alex aos 26 e aos 27, Lima aos 31 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Canuto (F); Eduardo, Pedro Paulo, Fabiano Silva, Carlos Alberto e Lima (J). Arbitragem: Braulio da Silva Machado; auxiliado por Nadine Schramm Câmara Bastos e Helton Nunes.

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