Filhos de Wilfredo receberão três vezes mais que o Figueirense pela transferência de Clayton

No Scarpelli desde os 12 anos, atacante vai render apenas R$ 2,8 milhões ao clube de Florianópolis na negociação com Atlético-MG

O Figueirense, clube que formou Clayton não só como profissional, tendo em vista que o atacante chegou ao clube aos 12 anos, em 2007, pagou salários e investiu no seu futebol, receberá somente 10% dos valores acordados com o Atlético-MG, que o contratou por cinco temporadas. O Galo adquiriu 50% dos direitos econômicos do craque por 3,6 milhões de dólares, pouco mais de R$ 14,2 milhões.

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Reprodução/Instagram

Clayton se reuniu com os dirigentes do Atlético-MG nesta terça-feira

Ou seja, cerca de R$ 2,8 milhões para o alvinegro de Florianópolis. O banco BMG detém a mesma fatia do jovem de 20 anos. A maior parte do montante (R$ 8,6 milhões) vai para a empresa SM2, antiga Alliance, cujos sócios são Rodrigo e Leonardo Brillinger, filhos do presidente Wilfredo, que detêm 30% do jogador.

A transferência de Clayton para o clube mineiro é a maior na história do futebol de Santa Catarina, superando a venda de Roberto Firmino para o Hoffenheim-ALE, em dezembro de 2010, negociado por cerca de R$ 10 milhões. Os outros 50% do atleta pertencem a dois empresários.

O agente do atacante, Jorge Machado, responsável pelas tratativas com o Atlético-MG, tem 30%. Eduardo Uram, parceiro do Figueira na época em que Wilfredo Brillinger era investidor do clube, tem os outros 20%. Os dois mantiveram as suas partes visando uma futura saída do jogador do Galo para a Europa. 

Se a revelação do Figueirense arrebentar na Libertadores e o Atlético-MG o vender, o clube de Florianópolis tem direito a 3,5% dos valores da negociação por ter sido o clube formador. O mecanismo de solidariedade, indenização criada pela Fifa para proteger as equipes, paga até 5% de compensação em qualquer transferência. 

Esse valor é dividido entre todas as agremiações que o atleta defendeu entre os 12 e 23 anos. Como Clayton permaneceu dos 12 até os 20 anos em Florianópolis, o Figueira sempre terá direito a 3,5% de qualquer venda do jogador, que anotou 27 gols em 96 partidas pelo Furacão.

Mecanismo de solidariedade 

A Fifa garante até 5% de compensação aos clubes formadores em caso de venda ao exterior. O valor é dividido entre todas as equipes que o jogador defendeu entre os 12 e 23 anos. Quanto mais tempo o atleta permanecer em um time, mais ele ganha. No caso de Clayton, ele jogou dos 12 aos 20 anos, por isso, em negociações futuras envolvendo o atacante, o figueirense teria direito a 3,5%Veja a tabela: 

Percentual de indenização 

12 anos – 0,25%

13 anos – 0,25%

14 anos – 0,25%

15 anos – 0,25%

16 anos – 0,5%

17 anos – 0,5%

18 anos – 0,5%

19 anos – 0,5%

20 anos – 0,5%

21 anos – 0,5%

22 anos – 0,5%

23 anos – 0,5% 

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