Marcos Assunção cumpriu a parte dele no Figueirense, mas não é meu amigo, diz Pastana

Dirigente falou sobre outros assuntos polêmicos em entrevista à rádio do clube do Estreito

A semana conturbada que o Figueirense viveu com a demissão de Vinícius Eutrópio e a saída de Marcos Assunção ainda repercute no Orlando Scarpelli. Nesta sexta-feira (9), o executivo de futebol Rodrigo Pastana deu entrevista à Rádio Figueira e respondeu aos comentários de Marcos Assunção. Ele também abordou outras polêmicas, como a volta de Ivan ao elenco. Confira os principais trechos mais abaixo:

:: Após Ricardo Bueno, Thiago Heleno é quem nega estar de saída do Figueirense

:: Com problema cardíaco, Willie é devolvido pelo Figueirense ao Bahia

:: Pichação no muro do Scarpelli pede saída de dirigente do Figueirense

:: Marcos Assunção fala pela primeira vez após sair do Figueirense e critica Rodrigo Pastana

Luiz Henrique/Divulgação

Dirigente falou sobre Eutrópio, Assunção, Ivan e problemas financeiros do clube

Vinícius Eutrópio
Foi um trabalho que temos que respeitar. Foi muito bom, tivemos um acesso à Série A e um título catarinense. O Figueirense achou melhor encerrar esse ciclo. Nada que impeça o Vinícius de voltar a ser o treinador do Figueirense. Para o Figueirense seria mais fácil não tomar alguma decisão, esperar resultados piores, mas em uma reunião, resolvemos antecipar a decisão. Preferimos a ação. Correta ou não, só se saberá em dezembro. Não tem como ser vista a correção ou erro desta decisão a curto prazo, esse Brasileiro só termina em dezembro.

Marcos Assunção
Nunca faltou a treino nenhum, cumpriu a parte dele, não tenho nada para falar quanto ao profissional Marcos Assunção. Mas ele não é meu amigo pessoal. Quanto ao churrasco que ele postou, dizendo que era churrasco de despedida, era mentira. Foi um churrasco que estava marcado entre os atletas, ele me solicitou para organizar na terça-feira, não haveria problema algum, tivemos uma conversa tranquila. O churrasco ocorreu na noite de terça, já com o pedido dele de saída. Foi ele quem pediu para sair. Aí ele convidou o Vinícius, fez a foto e comentou a própria foto dando satisfação para um torcedor. O churrasco ocorria sempre que se misturavam comandantes e comandados. Está todo mundo querendo a cabeça do Rodrigo Pastana, mas nem acompanhei a entrevista dele.

Guto Ferreira
Não conhecia o Guto. Escolhemos simplesmente pelo retrospecto recente na Série A. Ele foi bem na Ponte Preta e na Portuguesa, dois clubes com orçamento baixo em relação aos grandes. Julgamos que eles nos traz um benefício, conhece atletas que não são tão caros.

Situação financeira
Nunca teve orçamento menor do que esse que tivemos agora. Talvez por isso o clube esteja tão endividado, com pagamento de dívidas referentes a 2012. É o menor orçamento de todos os tempos para fazer uma Série A. Mas ninguém vai fazer corpo mole. Todos sabem das nossas limitações financeira, mas também sabem das condições de trabalho, estrutura do clube. Não tem como fazer corpo mole. Isso não existe e não vai acontecer no Figueirense.

Perda de mando de campo
O conhecimento do campo é o que mais nos prejudica no aspecto técnico, esse é o grande prejuízo. Sempre é ruim jogar longe do Scarpelli, mas temos que jogar, não tem outra alternativa. Não temos receita de bilheteria também. Isso nos prejudicou pois deixamos de ganhar.

Ivan
É um dos caras mais queridos do grupo. O grupo mesmo pediu para que ele permanecesse. Ele não foi afastado, foi tirado de alguns treinamentos por causa de uma medicação para urticária que tem um prazo para sair do corpo. Quando voltou a treinar, foi para o jogo. Eu não fui para o jogo, mas foi me passado que ele teve um problema estomacal e o Guto preferiu tira-lo do jogo e colocar o Guilherme Lazaroni. Os dois são laterais de ofício e o técnico decidiu que não vai improvisar na posição.

Reforços
Não nos reforçamos da forma devida e estamos precisando correr atrás. Assumo parte da culpa. Achamos que o Campeonato seria muito forte, mas agora vemos que não foi. É só ver os resultados dos catarinenses no Brasileirão. Temos que analisar os nomes de reforços com calma. O William Barbio foi bem no Bahia, mas não tem ido bem no Vasco. Fomos procurar saber a situação do Carlos Alberto, ele não vinha jogando no Goiás, mas é um atleta caro que demoraria para jogar um mês. Tem muito jogador bem no Paulista de Jundiaí, mas que não joga há um mês. Temos que analisar o mercado nesse período da Copa.

Fernandes e Roger Guerreiro
Já falei sobre isso com o Fernandes, conversamos umas quatro veres. No começo do Catarinense ele foi ao clube, ficamos conversando uma manhã inteira. Pessoa excepcional. Já deixo bem claro que não sei qual o problema que ele teve com essa diretoria, mas ele afirmou que não trabalharia enquanto essa diretoria estiver aí. O Roger Guerreiro solicitou para que tratasse um problema que tinha. Está tratando, tentando se recuperar fisicamente. Não podemos esquecer que ele jogou sete anos na Europa como meia, jogou no Corinthians, jogou na Grécia. É um nome de respeito, um cara de ótimo caráter. Podemos até avaliar essa possibilidade quando ele estiver bem fisicamente. Trabalhamos com ele diariamente no CFT.

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