MPSC irá acompanhar investigações sobre invasão no estádio do Figueirense

Polícia Civil investiga os responsáveis por invadir o estádio Orlando Scarpelli, no último sábado (5), e contará com o auxílio do Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) do MPSC

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) irá acompanhar as investigações da Polícia Civil sobre a invasão no estádio do Figueirense, Orlando Scarpelli, em Florianópolis, no último sábado (5). 

MPSC irá acompanhar investigações sobre invasão no estádio do Figueirense- Foto: Divulgação/ND

O Procurador-Geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, se reuniu, no final da manhã desta terça-feira (8), com a diretoria do Figueirense e informou que a 29ª Promotoria de Justiça da Capital contará com o CCO (Coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor), Promotor de Justiça Eduardo Paladino, para auxiliar nas investigações.

O chefe do MPSC recebeu o Presidente do Figueirense, Norton Boppré, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Florianópolis. Acompanhado pelo ex-presidente do clube Paulo Prisco Paraíso e pelo advogado Thiago Divananko. Na ocasião, Boppré ressaltou a importância da Instituição para a apuração do ocorrido tanto no âmbito criminal quanto no do consumidor.

A 29ª Promotoria de Justiça da Capital, que atua na defesa do consumidor, acompanha, desde o ano de 2008, o cumprimento de um TAC (termo de ajustamento de conduta) firmado com a Polícia Militar, FCF (Federação Catarinense de Futebol) e com diversos clubes, inclusive o Figueirense, para o combate à violência e para a preservação da segurança nos estádios durante a realização de partidas de futebol, notadamente no que diz respeito à atuação e ao comportamento de torcidas organizadas e de seus integrantes.

“Por ora é prematuro falar em participação de integrantes da torcida organizada, mas vamos apurar todo e qualquer elemento para que situações como estas não voltem a ocorrer”, afirmou o Coordenador do CCO, Promotor de Justiça Eduardo Paladino, que participou da reunião com a diretoria do Figueirense.

O Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC, Fábio de Souza Trajano, também esteve presente.

Paladino e a Promotora de Justiça Analú Librelato Longo, que responde pela 29ª Promotoria de Justiça, irão trocar informações com o Delegado de Polícia Paulo Augusto Hakin.

Após concluir as apurações, o Delegado encaminhará o inquérito policial para a Promotoria de Justiça da área criminal, que avaliará as medidas a serem apuradas a partir da conclusão do inquérito policial.

No âmbito do consumidor, se ficar comprovada a participação de integrantes de torcida organizada no ocorrido no último sábado (6), os envolvidos poderão responder por ilícitos previstos no Estatuto de Defesa do Torcedor.

A investigação

Em contato com o delegado Paulo Augusto Hakin, ele revelou que as diligências estão acontecendo desde o último domingo, quando o inquérito para apurar os fatos foi aberto.

A viagem da delegação, no entanto, retardaram o trabalho uma vez que as testemunhas, ou parte delas, está no Mato Grosso para encarar o Cuiabá, em duelo marcado para a noite desta terça-feira (8).

O episódio

A invasão no campo do Orlando Scarpelli ocorreu por volta das 15h do último sábado (5) durante o treino dos jogadores do Figueirense. Os invasores pularam o muro e derrubaram o portão para conseguir entrar no gramado.

O grupo soltou fogos de artifício e ameaçou os jogadores e outros profissionais de agressão. Algumas pessoas foram feridas. No momento, estavam treinando 34 jogadores.

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