Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


OPINIÃO: Sobre a reunião de Conselheiros no Figueirense e a oposição “virtual” dos clubes

Presidente Wilfredo Brillinger considerou normal a reunião dos conselheiros. Vida que segue

O presidente Wilfredo Brillinger definiu como tranquila a reunião de conselho realizado na última terça no estádio Orlando Scarpelli. Afirmou que foi uma reunião normal, democrática e que todas as dúvidas possíveis foram esclarecidas. Disse que não entende o clima que se criam nesses assuntos como “se não fossem todos alvinegros”. Mas visivelmente desconfortável, falou sobre a queda de receita do clube para esse ano.

Chamou-me atenção o que disse o presidente (e com razão!). Vale uma reflexão. Aqui, nesse caso, o dirigente alvinegro claramente direcionou as suas palavras para o movimento que surgiu nas redes sociais, convocando os torcedores para estarem presentes e para pressionarem os conselheiros a agirem com rigor nas votações e nos assuntos do Figueirense. É a chamada “oposição”.

Mas tirando os torcedores que enfrentaram a chuva da noite de terça para marcar presença na entrada da sala de reunião no Scarpelli, existe oposição? A resposta eu publiquei na coluna dessa quinta (9) no Jornal Notícias do Dia. Importante que o texto é “abrangente”, pois vale não só para Figueirense e Avaí, como vale para a grande maioria dos clubes.

OPOSIÇÃO

A oposição na maioria dos clubes é virtual. Funcionam apenas atrás dos teclados e geralmente inflamadas nas redes sociais. Na hora do embate, na hora do olho no olho, desaparece, ou não tem a força que achava ter na hora da convocação e da manifestação. A verdade é que poucos se disponham para  assumir um clube. Ou, como queiram, poucos tem “bala na agulha” para encarar o desafio. Segue o baile!

                     Coluna Fábio Machado, Jornal Notícias do Dia, quinta 9.03.2017

Importante ressaltar que aqui não estou me posicionando contra ou a favor da atual diretoria. Não é meu papel. Não sou conselheiro. Sou jornalista, sou comentarista e a minha relação com a diretoria (agora voltando ao Figueirense), é absolutamente normal e transparente: a crítica onde cabe a crítica e os elogios onde são devidos. O meu foco é principalmente na questão técnica dentro de campo (e por falar nisso, cadê o camisa 10 que a torcida está esperando?). Mas nesse assunto: convocação (vamos tirar o presidente!), torcedor colocando a sua cara nos protestos e, na hora certa não aparecer ninguém para assumir “a bomba”,  já estou ficando experiente.

Vida que segue!

escudo figueirense - arte