Fábio Machado

fabio.machado@ndmais.com.br Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


OPINIÃO: Um quero-quero com os salários atrasados no Figueirense

O quero-quero que dá belos rasantes no belo e novo gramado de inverno do estádio Orlando Scarpelli está bastante preocupado com os atrasos de salários no Figueirense.  Nesta quarta, véspera do jogo diante contra o Brusque pela Recopa Catarinense, a entrevista coletiva que seria com o bom zagueiro Ruan Renato foi cancelada. E, após uma reunião com os atletas, esses decidiram não concentrarem para o jogo desta quinta. Foi cada uma para a sua casa e, amanhã se juntam para a decisão.

Evidente que a “nova diretoria” com Cláudio Honnigmann à frente do comando do clube tem tentado desde o início do ano reestruturar as finanças do clube. Demissões ocorreram, alguns profissionais diminuíram os seus salários e o clube está tentando junto a justiça  unificar todas as dívidas trabalhistas em apenas uma ação. Sem contar que os novos jogadores passaram a se enquadrar a um teto para que o clube não gaste o que não tem em caixa. Mas não é segredo para ninguém que o fardo é pesado, a herança é enorme e inevitavelmente respinga no presente do clube.

O departamento de futebol tem conseguido até aqui, sob o comando do treinador Hemerson Maria segurar a barra. O treinador e o Felipe Gil diretor de futebol do alvinegro que no sábado passado esteve no programa Clube da Bola na RIC TV,  afirmaram que o trabalho dentro de campo é sensacional com vários elogios para o grupo de atletas. Porém, por mais que segurem, por mais que ouçam o professor Maria como o elo entre os atletas e diretoria, a impressão é que  chegou no limite e não foi possível segurar esse ato de “rebeldia”.

E não é um “privilégio” do Figueirense essa incômoda situação. Nesta quarta à tarde os jogadores do Botafogo decidiram não conceder mais entrevistas até que os salários sejam regularizados. No mês de abril o elenco não se concentrou para um jogo decisivo diante do Juventude pela Copa do Brasil.

A diferença dessa e de outras crises recentes no estádio Orlando Scarpelli, é que a diretoria do clube, através do seu departamento de comunicação reconhece o problema e ressalta que o processo de reestruturação do Figueirense continua. Esse posicionamento não ameniza, não coloca dinheiro na conta dos jogadores, mas pelo menos é a uma resposta transparente e razoável de quem está atualmente no comando do clube.

A torcida é para que a solução venha logo, rápido. Para que o alvinegro possa novamente seguir o seu caminho com estabilidade e  equilíbrio. Até porque o nosso glorioso e bicudo ( ou seria bocudo?) quero-quero continua dando os seus rasantes no belo gramado estádio Orlando Scarpelli, mas está cada vez mais preocupado que vire um delicioso galeto no prato de um atleta ou funcionário, que por causa dos atrasos salariais perca o seu fiado para comprar o seu arroz ali na vendinha da esquina….

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