Polícia Civil tenta identificar grupo que invadiu estádio do Figueirense

Vídeos que mostram o momento da invasão foram entregues aos policiais; ao menos quatro pessoas tiveram ferimentos

A Polícia Civil já foi acionada para identificar os autores das agressões contra os jogadores do Figueirense. Na tarde de sábado (5), ao menos quatro pessoas ficaram feridas após um grupo invadir o estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, ameaçar os atletas  e soltar fogos de artifício contra a comissão técnica do clube. 

Um Boletim de Ocorrências foi feito logo após o episódio. O Clube informou que os vídeos que mostram o momento da invasão também foram entregues aos policiais. “A polícia ainda está trabalhando nessa identificação”, disse o assessor do clube, Andrey Oliveira. 

Polícia Civil tenta identificar grupo que invadiu estádio do Figueirense em Florianópolis – Foto: Divulgação/ND

No momento da confusão, por volta das 15, mais de 30 pessoas estavam no campo. Com a invasão, atletas e comissão correram para se proteger contra os rojões e fogos. Para conseguir acessar o campo, o grupo de invasores teria pulado o muro e danificado um portão.

De acordo com o delegado Paulo Hakim, da 4º DP, na região continental, o inquérito já foi instaurado. Na próxima semana, o dirigente do clube, Diogo Martins, será interrogado.

“Na terça-feira terá a oitiva dele”, afirmou. “Ainda não conseguimos identificar ninguém porque as imagens que nós temos até agora estão muito longe. Na terça, ele vai falar com a TI e trazer os vídeos da imagens do estádio”, contou Hakim.

De acordo com o assessor do Figueirense os jogadores que se machucaram foram atendidos pelo médico do clube e não precisaram ir para o hospital. “Foram escoriações e hematomas, graças a Deus, bem leves”, disse Andrey. 

A equipe, que passa por uma fase difícil no Campeonato Brasileiro, estuda agora aumentar a segurança durante os treinos. Na sexta-feira (4), o Furacão foi derrotado pelo Paraná em casa, por 1 a 0.

Nutricionista faz desabafo

Nas redes sociais, a repercussão da violência foi grande. Após os vídeos da invasão viralizarem, a nutricionista do clube, Cintia Carvalho, publicou em suas redes uma série de vídeos falando sobre a situação:

 “Não pode a gente estar trabalhando e, covardemente, o estádio ser invadido e a gente ser agredido”, disse a profissional chorando. 

Veja um trecho:

“Tem atletas machucados”. Isso tem que acabar. Essa história de torcedor ou de qualquer um achar que pode botar o dedo na cara de quem trabalha no futebol e dizer como é que as coisas tem que ser sem respeito tem que acabar”, afirmou Cíntia que trabalha há cerca de 15 anos com esporte. 

Torcida organizada emite nota de repúdio

Após as agressões, a Torcida Organizada Gaviões Alvinegros emitiu uma nota sobre o evento. Publicado na noite de sábado, o texto da organização diz que o grupo repudia “com veemência qualquer ato de violência ou vandalismo”. A torcida também informou estar à disposição para qualquer esclarecimento que não compactua com o ato no estádio do time. 

Veja na íntegra:

A Torcida Organizada Gaviões Alvinegros vem através desta nota oficial informar que repudiamos, com veemência, qualquer ato de violência ou vandalismo dentro do nosso Estádio. Não compactuamos com nenhum dos atos ocorridos no dia de hoje (05/9) nas dependências do Orlando Scarpelli.

Seguiremos apoiando o Figueirense independente da situação, e apesar dos mal resultados apresentados nos últimos jogos, acreditamos que agressão física não levará a nada.

Reiteramos, ainda, que os atos praticados não estão em consonância com os valores adotados por esta agremiação. Nos prontificamos a disposição para qualquer esclarecimento que envolva nossa entidade.

Veja a íntegra do comunicado do Figueirense:

O Figueirense Futebol Clube, através de seu Conselho Administrativo, repudia de forma veemente os lamentáveis fatos ocorridos na tarde de hoje no Estádio Orlando Scarpelli.

Resultados esportivos ou problemas administrativos de qualquer natureza, não justificam qualquer tipo de atitude que ameace a integridade física dos atletas e profissionais de comissão técnica.

Diante dos fatos, não resta alternativa que não seja procurar as autoridades competentes, para que medidas enérgicas sejam tomadas.

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