Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


Termina o ciclo do presidente Wilfredo Brilliger no Figueirense

Brillinger renunciou ontem da presidência da Associação Figueirense; gestão marcada por problemas com a torcida

Terminou o ciclo do Wilfredo Brillinger no Figueirense. Ontem o dirigente renunciou à presidência da Associação Figueirense (o clube, a instituição em si, não confunda com a empresa Figueirense, presidido pelo gestor financeiro Cláudio Vernalha).

É o fim de uma era no estádio Orlando Scarpelli. Oficialmente, Wilfredo Brillinger não tinha mais poder de decisão no futebol. A volta do ídolo Fernandes para o clube – desafeto de Brillinger – é a prova disso.

Agora o ex-presidente afirma que vai tratar da sua vida pessoal. Wilfredo assumiu o Figueirense em 2012 e ficou até fim do ano passado quando o clube afirmou uma parceria de vinte anos (prorrogáveis por mais quinze) abrindo caminho para transformação de clube-empresa.

A gestão do Wilfredo Brillinger foi marcada por títulos estaduais, acesso e problemas de relacionamento com a torcida, principalmente nas questões envolvendo as saídas de atletas adorados como o goleiro Wilson (hoje no Coritiba), Fernandes (de volta ao clube agora como gerente de futebol) e Túlio (hoje gerente de futebol do Goiás).

Ainda sobre a reunião de ontem no estádio Orlando Scarpelli do Conselho Deliberativo do clube – histórica pela renúncia do Wilfredo Brillinger – um número assustador, confirmado pelo presidente Nicolau Jorge Haviaras, presidente do Conselho Deliberativo para o repórter José Koltermann da rádio Guarujá “ o déficit financeiro no ano passado foi de R$ 26 milhões nas contas do clube”. Assustador!