“A equipe jogou para vencer, mas nem sempre quem se comporta melhor vence”, diz Fabinho

Com postura ofensiva e depois de perder um pênalti, JEC empatou com Novorizontino na estreia da série D

O empate não refletiu o jogo do JEC na estreia contra o Novorizontino na tarde de sábado (19), na Arena Joinville. Para o técnico Fabinho Santos, a equipe conseguiu desempenhar o papel que vinha se preparando para realizar. “A equipe jogou para vencer, todo mundo viu, mas nem sempre quem se comporta melhor vence”, salientou após a partida.

Técnico Fabinho Santos elogiou a postura dos atletas em campo – Foto: Vitor Forcellini/JEC

O empate em 1 a 1 foi a largada do time na série D e, como Fabinho já havia adiantado, a identidade mostrada pelo Tricolor na primeira partida foi de uma equipe que quer ficar com a bola no pé, um time agressivo e que busca, a todo momento, as ações ofensivas.

A avaliação do técnico foi positiva, embora o Tricolor tenha deixado a vitória escapar após perder um pênalti. Para Fabinho, é fundamental valorizar o resultado diante de uma equipe forte e experiente como o Novorizontino que tem, inclusive, ex-jogadores tricolores. Um deles, o zagueiro Bruno Aguiar, foi quem marcou o gol contra que igualou o placar.

“Jogamos contra uma grande equipe e fizemos uma bela partida, uma pena que não conseguimos a vitória, mas temos que valorizar esse empate, esse ponto, até pelo rendimento da equipe, pelo que eles produziram. Eu fiquei contente com a postura dos atletas em buscar o gol, a vitória”, destacou.

O técnico ressaltou, ainda, que o esquema e a proposta de jogo do JEC acabaram criando algumas situações de contra-ataques do adversário, mas pontuou que as ações do Novorizontino já eram previstas e o Joinville se mostrou preparado para enfraquecer as investidas do Tigre. Para Fabinho, a postura de ficar mais com a bola e explorar o passe entre linhas e as triangulações para liberar os corredores laterais criando espaços para o ataque funcionou, embora em alguns momentos, as falhas permitissem o contra-ataque do adversário.

Apesar disso, o técnico foi só elogios à postura dos atletas, mas também sabe que os jogadores podem oferecer mais. “Eu gostei da postura dos atletas, sabemos que eles podem produzir muito mais, mas isso requer mais tempo. Deu para perceber que são atletas que querem muito honrar essa camisa”, salientou.

Com uma equipe ofensiva, ganhando espaço no meio de campo e criando, o JEC pecou no toque final para o gol, mas o técnico minimizou a “falta de pontaria” e garantiu que “o importante é criar situações porque o gol vai aparecer”.

“Poderíamos ter finalizado mais, chutado mais a gol até pelo volume de jogo que tivemos, mas isso vai acontecendo naturalmente, assim como as vitórias”, finalizou.

O JEC volta a campo no próximo sábado (26), no Gigantão das Avenidas, em Itajaí, quando enfrenta o Marcílio Dias, que foi derrotado pelo Pelotas na estreia.

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