Drika Evarini

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A mira é o Bangu: JEC quebra invencibilidade do Cascavel e restam seis passos à Série C

Com dois gols de Thiago Juan e um de Caio Monteiro, JEC garantiu o primeiro lugar e fez ruir a invencibilidade do Cascavel

Se era pra matar a cobra, o JEC não se fez de rogado e cumpriu o que deveria fazer. Eram 22 jogos de invencibilidade do Cascavel, a maior do futebol brasileiro. Era. Em Joinville, o time paranaense viu o Tricolor que nós vimos ser construído nessa Série D, persistente, equilibrado e que não perde o foco, não importa a adversidade. Resultado? 3 a 1 para o JEC, primeiro lugar do grupo e invencibilidade na quarta divisão mantida, mas a nossa.

Thiago Juan marcou duas vezes, garantiu a vitória, a liderança e fez ruir a invencibilidade paranaense – Foto: Vitor Forcellini/JEC/Divulgação/NDThiago Juan marcou duas vezes, garantiu a vitória, a liderança e fez ruir a invencibilidade paranaense – Foto: Vitor Forcellini/JEC/Divulgação/ND

Agora, há apenas dois times que não conhecem a derrota nesta Série D e uma delas é o JEC. A melhor defesa do grupo foi segura, eficaz, segurou o melhor ataque e, de quebra, viu dois garotos brilharem para garantir a vitória e fazer ruir uma invencibilidade que se arrastava há meses e deixava a Serpente paranaense em sua zona de conforto.

Zona de conforto, aliás, é uma coisa que o time de Leandro Zago não experimentou na tarde deste sábado (4). Com desfalques, cartões amarelos sendo distribuídos, expulsão de Renan Castro e precisando reorganizar o time em campo, o JEC mais uma vez mostrou o quanto o foco, a determinação e o equilíbrio que une o time em um só objetivo fazem a diferença.

Diferença que se materializou em Caio Monteiro no primeiro tempo e em Thiago Juan na segunda etapa. Foi dos pés da cria da base vascaína o gol que abriu o placar. Foi dos pés da cria da base do Galo e conhecido de Zago que saíram os gols da vitória.

Thiago Juan tem apenas 20 anos, é um garoto com personalidade de veterano. Marcou o segundo gol tricolor e viu a meta paranaense crescer na sua frente em um lance que poderia ter definido o jogo, mas viu também o goleiro evitar o que seria a consagração tricolor. Se abateu com a perda do gol “feito”? Não. Continuou pedindo a bola, chamando a responsabilidade, colocando fogo em um jogo já movimentado e emocionante.

A coroação de uma personalidade e atuação de gente grande veio praticamente no lance final. Lançamento de Rafael Pascoal, domínio do camisa 21 que avançou, avançou, avançou e tocou na saída para sacramentar a vitória, a liderança e a confiança de um time que tem veteranos e moleques, mas todos gigantes que não se abalam e correm atrás do resultado jogo após jogo.

A filosofia de Leandro Zago está no sangue desse time. Cada jogo é uma decisão, uma final. E agora? Restam seis e os dois primeiros degraus tem um nome cravado: Bangu.

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