Drika Evarini

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CBF libera, mas Uberlândia não decide abertura para torcida e JEC fica de ‘mãos atadas’

Torcida foi liberada na Série D desde que os dois times abrissem os portões, no entanto, time mineiro recuou da decisão de abrir os portões e não bateu martelo

Um dia depois de assinar um ofício em conjunto com a diretoria do JEC para solicitar a liberação da torcida nos dois jogos das oitavas de final, o Uberlândia recuou da decisão, não bateu o martelo e deixou o Tricolor de ‘mãos atadas’ justamente depois que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) sinalizou pela volta do público aos estádios na Série D.

CBF até liberou torcida, mas JEC pode não ter público no jogo de volta das oitavas de final – Foto: Divulgação/NDCBF até liberou torcida, mas JEC pode não ter público no jogo de volta das oitavas de final – Foto: Divulgação/ND

A CBF emitiu um comunicado oficial liberando a torcida com uma condição: os dois times envolvidos precisam abrir os portões para suas torcidas, para manter o equilíbrio da disputa.

Até aí, tudo bem. As duas diretorias haviam assinado um ofício na segunda-feira (20) pedindo exatamente isso, a liberação. No entanto, o time mineiro voltou atrás e informou que não sabe se abrirá os portões. Ao menos essa é a decisão da noite desta terça-feira (21), momentos após a liberação da CBF.

O presidente Charles Fischer confirmou a informação e disse ter sido informado pelo presidente do Uberlândia, Rênio Carlos Garcia da decisão. “A diretoria deve ter feito uma reunião e viu que para abrir o estádio, que é gigante, há dificuldades. Ele alegou não ter condições para ter o controle do percentual liberado com a situação da pandemia, que é complicada”, diz.

O estádio Parque do Sabiá tem capacidade liberada para cerca de 49 mil e, respeitando o percentual, poderia receber cerca de 13 mil pessoas. Apesar da negativa do time mineiro, o presidente tricolor continua tentando a liberação em Joinville.

“Vou tentar convencê-lo a fazer um ofício mostrando que é opção deles e pedindo a liberação para o JEC. É difícil, mas eu vou tentar”, diz.

O presidente do Uberlândia, Rênio Carlos Garcia, explica que não é uma questão de “opção”, mas de segurança. “Não é nem questão de optar, os protocolos aqui são muito rígidos. O meu estádio é muito grande. Hoje liberados são 49 mil, seria perto de 13 mil. Decidir em meia hora é até irresponsabilidade. Como se organiza uma situação em três dias? Tenho todo o interesse de ter público, mas tem que criar todo o protocolo, aqui as coisas são bem rígidas, eu tenho que aguardar, deixar clarear o dia para ir na prefeitura e decidir em conjunto. Eu não serei a pessoa a criar polêmica na cidade”, diz.

Garcia ressalta que o time não bateu o martelo e, se a prefeitura e todos os órgãos envolvidos para a abertura do estádio sinalizarem a possibilidade de liberação com segurança, o jogo terá público. No entanto, “sozinho”, o time não deve “comprar a briga”. “Futebol é a nossa razão de existir, mas tenho que pensar a sociedade como um todo. Não posso decidir em meia hora se eu libero público ou não”, ressalta.

O presidente do clube mineiro diz, ainda, que chegou a responder positivamente a Charles Fischer sobre protocolar um ofício sinalizando pela liberação em Joinville, mas reforçou que “precisa pensar friamente”.

“Existe a possibilidade, embora eu não ache justo porque nós não temos culpa da desorganização do futebol. A princípio eu não me importaria, pessoalmente, mas eu tenho que pensar muito, pelo time”, finaliza.

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