JEC é eliminado do Estadual e se volta para a Série B

Semifinal. Tricolor não suportou a força do Figueirense, em Florianópolis, e deu adeus ao Catarinens. Final terá dupla da Capital.

 

Joyce Giotti/ND

JEC não conseguiu superar a força do Figueirense e caiu nas semifinais do Catarinense.

     Não deu para o Joinville. Dentro do estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, o Tricolor foi derrotado para o Figueirense por 3 a 1 e deu adeus ao Campeonato Catarinense 2012 nas semifinais da competição. Aloísio, duas vezes e Fernandes anotaram para o time da Capital. Ricardinho descontou para o JEC, cobrando pênalti. Com isso, o Estadual deste ano será decidido pelo Alvinegro contra o Avaí, que eliminou a Chapecoense, no Oeste do Estado por 2 a 1.
     Em campo, o Tricolor começou a partida de forma bem ofensiva, tanto que logo aos 18 segundos o lateral esquerdo Badé invadiu a área e chutou cruzado na meta do goleiro Wilson, mas a bola saiu à esquerda. Essa foi a tônica dos primeiros minutos, com o Tricolor buscando o gol, mas sem sucesso. Enquanto isso, o Figueirense aos poucos buscava o equilíbrio na bola parada. Aos dez minutos Doriva cobrou falta e Ygor desviou para a defesa segura do goleiro Ivan.
     Porém, mesmo com um futebol abaixo do que apresentou durante a maior parte do estadual, o Figueirense mostrou sua superioridade técnica em lances pontuais. Foi assim aos 24 minutos da etapa inicial, quando Fernandes puxou um contra-ataque pelo meio, tabelou com Aloísio e recebeu de frente para Ivan para abrir o placar em favor dos donos da casa.
     Quando a partida se encaminhava para o intervalo, o zagueiro Linno recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, o que obrigou o treinador Argel a mexer o time no intervalo para recompor o setor defensivo, com o recuo de Fabiano Silva para a zaga e a troca de Eduardo a ala esquerda, no lugar de Badé, machucado. No ataque, saiu Bruno Rangel e Alex foi para o jogo. Já o meio-campo Ramon, que desde os 35 minutos da etapa inicial estava em trabalho de aquecimento, acabou não entrando no jogo.

JEC empata, mas não segura pressão na etapa final

     Em desvantagem no placar, o JEC buscou o empate no segundo tempo em um lance que gerou muita polêmica. Aos 22 minutos, Aldair foi lançado na área e foi derrubado. O juiz Bráulio Barbosa apontou para a marca do pênalti, porém o assistente marcou um toque de mão do atacante, o que gerou muita revolta dos atletas do JEC. Porém o árbitro confirmou o pênalti e Ricardinho converteu, aos 24.
     O empate com um a menos poderia esquentar novamente o jogo, que até o momento seguia o ritmo cadenciado do Figueirense, mas um bate boca entre o técnico Argel Fucks com um membro da comissão técnica do Furacão causou paralisação de seis minutos no jogo e os dois expulsos de campo.
    No entanto, o Figueirense seguiu tocando a bola, até que numa falha de marcação, aos 36 minutos, Fernandes recebeu livre de marcação e lançou Aloísio, que tocou no canto direito de Ivan, praticamente matando a partida. O tiro de misericórdia veio aos 42, outra vez com Aloísio. Fim de jogo, 3 a 1 e JEC eliminado.

“Jogamos no nosso limite”

     Para o técnico Argel Fucks a eliminação no Estadual nas semifinais rende mais motivos para serem exaltados do que para lamentar. O treinador fez questão de lembrar que sob seu comando o time saiu da vice-lanterna para um mata-mata e que o adversário superior fez valer o seu papel de favorito dentro de casa. “Jogamos no nosso limite. Os jogadores tiveram alma, determinação e atuaram bem, principalmente no primeiro tempo”, afirmou.
     Argel foi questionado sobre os espaços que o Figueirense teve para jogar e se isso teria sido determinante para o resultado negativo. Para ele, o jogador a menos abriu espaço e naturalmente os jogadores diferenciados, como Fernandes e Aloísio teriam mais espaço. No entanto, ele frisou que a entrada de Tiago Real e Aldair no time principal deram mais velocidade ao time. “Futebol não é basquete. Não tem marcação homem a homem. Cada um joga no seu setor”, explicou.
     Para o goleiro Ivan, o empate no jogo de ida, na Arena foi determinante para a eliminação. “Não fizemos nosso dever de casa. Queríamos estar na final, mas agora é focar na disputa da Série B, que será um campeonato muito difícil”, lamentou após a partida em Florianópolis.
     Já o volante Glaydson ressaltou a força do adversário. “É muito difícil jogar com um time de Série A como o Figueirense. Mas mesmo assim demonstramos nossa força”, analisou. O JEC terá agora três semanas de folga pela frente até a estreia na Série B do Campeonato Brasileiro, contra o Atlético-PR, dia 19, às 16h20 na Arena Joinville.

Meia é esperado para esta semana

     O diretor de futebol Nereu Martinelli afirmou antes mesmo do jogo contra o Figueirense, ontem no Estádio Orlando Scarpelli, que o clube pode acertar durante a semana a contratação de um meia que chegue com o estatus de camisa dez. Porém, ele descarou a contratação de Athos, que estava no Criciúma, um dos nomes cogitados. Segundo o dirigente, trata-se de um atleta jovem que viria de um grande time e nunca atuou pelo Joinville, porém outros dois clubes também estariam interessados no seu futebol.
     A informação que circula nos bastidores, não confirmada pela diretoria, é de que o atleta seria Pedro Carmona, de 24 anos, que está no Palmeiras e não vem sendo utilizado por Luis Felipe Scolari. O meia tem passagens por Criciúma e Figueirense, com quem subiu para a Série A em 2011.
Nereu é candidato a presidência do Joinville, já que o atual mandatário do clube, Márcio Vogelsanger anunciou esta semana sua saída do cargo e pediu ao conselho deliberativo que convoque eleições nos próximos 60 dias.

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