Drika Evarini

adrieli.evarini@ndmais.com.br Opinião, novidades, contratações e bastidores do esporte joinvilense e muito mais. Apaixonada por futebol, basquete, futsal e tudo que envolve o mundo do esporte, está sempre atenta a tudo que acontece dentro e fora dos campos e das quadras.


JEC faz seu pior jogo, perde a invencibilidade e precisa renascer para continuar sonhando

Tricolor não conseguiu jogar, foi superado pelo Uberlândia neste domingo (26) e precisa da vitória para continuar vivo na Série D

Acabou a invencibilidade do JEC na Série D. E acabou de forma melancólica, com a pior atuação do Tricolor em toda a competição. Depois de 16 jogos de um time equilibrado, pressionando a marcação com e sem a bola, mantendo a posse e trabalhando suas ações, o Joinville “deixou” para fazer seu pior jogo quando não poderia. O resultado foi a derrota em um gol de falha defensiva. E agora tem uma semana difícil e um desafio duríssimo pela frente.

JEC não conseguiu colocar em campo as características que o trouxeram até as oitavas e sofre a primeira derrota na Série D – Foto: Giovanni Mendes/UECJEC não conseguiu colocar em campo as características que o trouxeram até as oitavas e sofre a primeira derrota na Série D – Foto: Giovanni Mendes/UEC

Para não colocar todo o projeto pelo ralo, o JEC precisa vencer o Uberlândia no jogo de volta das oitavas de final no próximo sábado (2), na Arena Joinville. E para conseguir voltar a vencer e a ser o Tricolor que a torcida se acostumou a ver nesta Série D terá que mudar tudo, absolutamente tudo e esquecer os 90 minutos deste primeiro jogo. Aliás, esquecer não. Precisa usar de exemplo para não repetir nada do que fez.

Com o time completo, sem desfalques e sem restrições, o JEC teve sua pior atuação, não conseguiu jogar no estádio Parque do Sabiá e viu Ingro marcar o gol que sacramentaria sua derrota aos 11 minutos da segunda etapa, em falha do setor defensivo. Em cobrança de escanteio, o atacante aproveitou falha de Helerson, que não subiu o suficiente, e cabeceou firme para balançar a rede de Rafael Pascoal. O goleiro, inclusive, garantiu que o Joinville não voltasse para casa com uma desvantagem ainda maior e salvou várias boas chances da equipe mineira que dominou a partida.

O setor defensivo, sólido durante toda a competição, foi pressionado durante o jogo, errou em mais de uma oportunidade na saída de bola e cedeu bolas fáceis para os donos da casa. O meio campo inexistiu. A posse de bola e a pressão na marcação, características do time, desapareceram nesta tarde de domingo e, quando estava com a bola, o JEC não conseguia trocar passes sem ser interceptado pela marcação mineira.

Na frente, a bola mal chegava e, quando chegou, o time não conseguiu ser efetivo e sequer fez o goleiro adversário trabalhar. A atuação desta tarde precisa servir de exemplo, daqueles para não repetir, jamais.

Está tudo perdido? É claro que não. O time passou 16 jogos com outra postura e, por isso, chegou até aqui. Está tudo errado? Longe disso. Neste jogo tudo saiu errado, mas não significa que, como é costumeiro dos imediatistas, “nada presta”.

Quem assistiu ao jogo sabe que o JEC que entrou em campo está longe de ser o JEC líder da primeira fase e, até então, único invicto. A qualidade técnica do time pode reverter a situação, mas é preciso que cada um assuma a responsabilidade da má atuação desta tarde.

O Uberlândia é um time que aproveitou as brechas e o espaço que o Tricolor deu e o time de Leandro Zago não costuma dar esse espaço. O adversário se aproveitou do que o JEC ofereceu, espaço, marcação sem intensidade e um time espaçado que não acertou nada.

Uma semana. Esse é o tempo que o time tem para se recolocar nos trilhos, entrar em campo no sábado com a garra de quem chegou às oitavas com a campanha que chegou e com a gana de quem precisa da vitória para continuar sonhando.

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