Drika Evarini

adrieli.evarini@ndmais.com.br Opinião, novidades, contratações e bastidores do esporte joinvilense e muito mais. Apaixonada por futebol, basquete, futsal e tudo que envolve o mundo do esporte, está sempre atenta a tudo que acontece dentro e fora dos campos e das quadras.


JEC pede recuperação judicial em meio a processo de estruturação para virar SAF

Clube lida com dívida de cerca de R$ 50 milhões, bloqueios judiciais e atrasos de pagamentos

A situação do JEC está cada dia mais delicada. Dentro de campo, não há sequer o que disputar. Sem calendário e sem receita, o clube ainda nem começou a se organizar para a disputa da Copa Santa Catarina, competição que restou após ficar sem série no calendário nacional, mas nos bastidores as coisas andam bem movimentadas no clube.

JEC acumula dívida de cerca de R$ 50 milhões e bloqueios judiciais – Foto: Arquivo/JEC/Divulgação/NDJEC acumula dívida de cerca de R$ 50 milhões e bloqueios judiciais – Foto: Arquivo/JEC/Divulgação/ND

Enquanto se estrutura com a comissão implementada ainda no ano passado para estudar a viabilidade de transformar o clube em SAF (Sociedade Anônima do Futebol), o clube continua com uma dívida de cerca de R$ 50 milhões, bloqueios financeiros e atrasos em pagamentos de salários e rescisões.

A mais nova movimentação foi o pedido de recuperação judicial feito pelo clube e que foi confirmada por membros de dentro do JEC. No entanto, a diretoria executiva não comenta o assunto até o momento. Sem receita, sem calendário e com bloqueios, as dívidas do clube só aumentam e essa foi a saída encontrada pela diretoria.

Porém, a medida pegou a todos de surpresa justamente pelas discussões recentes sobre a SAF e pelo momento político do clube. Em novembro, o JEC passa por eleições para presidência e diretoria executiva.

O presidente do Conselho Deliberativo, Darthanhan Oliveira, garante que o Conselho não foi consultado a respeito da decisão. “Nós sabíamos que havia uma intenção, mas isso precisa passar pelos Conselhos. No Estatuto não há essa prerrogativa, mas é um absurdo uma diretoria tomar uma decisão dessa, que compromete o futuro do clube, sem a consulta aos Conselhos. Isso é um desrespeito, uma vergonha. É uma questão de ordem legal, parece óbvio que isso precisava ser discutido internamente. Agora ainda estou vendo como agir como presidente do Conselho”, finaliza.

Agora resta aguardar a decisão da Justiça para saber os rumos do Joinville Esporte Clube.

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