Joinville vence o Criciúma por 3 a 0 e assume a liderança isolada do Campeonato Catarinense

Empate em 2 a 2 entre Figueirense e Avaí na Capital garantiu o primeiro lugar ao Tricolor, que jogou muito bem neste domingo

Carlos Junior

Lima recebe do zagueiro Lino uma engraxada na chuteira após um dos gols

Joinville – Com dois gols de Lima e um de Bruno Rangel, o Joinville venceu o Criciúma por 3 a 0 na tarde deste domingo e voltou à briga pelo título do returno do Campeonato Catarinense. O Tricolor foi aos 16 pontos e assumiu a liderança isolada, já que o Figueirense empatou com o Avaí no clássico da Capital. Com a derrota, o Criciúma caiu para a vice-liderança, com 15 pontos, deixando o Alvinegro com 14.
A festa das duas torcidas era muito bonita antes de a bola rolar. O clássico valia muita coisa. Para o Criciúma, vencer o JEC fora de casa significaria estar muito próximo do título do returno. Ao Joinville restava somar três pontos para se manter vivo na briga por uma vaga na semifinal.
Como todos os ingredientes em campo, o jogo começou amarrado, sem grandes chances para nenhum time. O JEC buscava as ações pelas laterais, enquanto o Tigre apostava nos contra-ataques. Foi assim até os 21 minutos, quando o Criciúma chegou com perigo no chute cruzado pela esquerda de André Gava. O goleiro Jhonatan, estreante na meta Tricolor, segurou a bola sem rebotes.
O camisa 1 do JEC foi um dos destaques do time. Seguro nas saídas e apurado nos reflexos, o garoto de 20 anos fez grandes defesas, uma delas aos 47 minutos do segundo tempo, quando a partida já estava definida, dando ainda mais brilho à vitória e arrancando aplausos do torcedor.
O Joinville jogou até o fim do primeiro tempo explorando as jogadas pelo alto, principalmente nas cobranças de falta e escanteios de Ricardinho, que deram trabalho ao arqueiro Andrey.
Mas foi no segundo tempo que a artilharia pesada e o dedo do treinador Argel mudaram a história do clássico. No intervalo, o comandante Tricolor sacou o meia Ramon e lançou João Henrique. Com mais velocidade em campo, o primeiro gol saiu logo aos dois minutos com uma arrancada em velocidade de Ricardinho pela lateral direita e cruzamento na medida para Bruno Rangel escorar para o fundo das redes e abrir o placar.
Outro lance capital tornou o confronto ainda mais franco. O volante Fabiano Silva e o atacante Douglas foram expulsos após trocarem agressões, aos 11 minutos. Logo em seguida, Lima recebeu na ponta esquerda, invadiu a área e foi derrubado pelo zagueiro Nirley. O matador bateu e marcou o segundo do JEC.
A pá de cal no Criciúma veio aos 48 do segundo tempo, mais uma vez com Lima. Após receber no meio de campo um passe açucarado do João Henrique, ele avançou, driblou o goleiro Andrey e marcou o seu 12º gol no Estadual, apenas um atrás de Rafael Costa, do Metropolitano, artilheiro da competição. O Joinville tem pela frente o Avaí, na Ressacada às 16h do próximo domingo.

Garoto Jhonatan se destaca no gol

Carlos Junior

 

Garoto Jhonatan fez boa estreia e foi seguro no gol Tricolor

No início do campeonato, ele era apenas o terceiro goleiro do JEC. Com a lesão de Jair, substituto imediato de Ivan, o garoto Jhonatan, de 20 anos, passou a ser o camisa 12 do elenco Tricolor. Por estas ironias do futebol, quis o destino que ele tivesse que estrear num clássico que valia a liderança do campeonato, já que o titular Ivan estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Jhonatan foi muito bem. Soberano nas bolas aéreas, o jovem arqueiro demonstrou personalidade e afastou todas as investidas pelo alto do ataque do Criciúma. 
Além disso, se impôs diante dos companheiros e não aliviou quando a zaga tricolor falhou. O desempenho do garoto foi coroado com uma defesa espetacular nos acréscimos do segundo tempo e o reconhecimento do treinador.
“Um grande garoto, nós vemos acompanhando o trabalho dele nos treinamentos e é bom que o Ivan abra o olho porque agora ele tem uma sombra na posição”, afirmou o técnico Argel Fucks na entrevista coletiva após o jogo. Jhonatan saiu de campo muito emocionado e chegou a chorar. Em poucas palavras, lembrou de agradecer à família e os amigos pela força e antes de entrar no vestiário ganhou o abraço do colega Ivan.

Entrada de João Henrique mudou o ritmo de jogo

O JEC jogou o primeiro tempo inteiro com Ramon no meio-campo, mas logo no intervalo o técnico Argel colocou João Henrique em seu lugar. Ramon foi muito marcado e pouco produzia no ataque. A troca deu outra movimentação ao Tricolor, que se tornou mais veloz no segundo tempo. O desempenho do atleta foi recompensado nos segundos finais. Foi dele o passe que colocou Lima na cara do gol para marcar o terceiro e fechar a goleada.
Sobre a troca, Argel preferiu exaltar o grupo ao fazer comparações entre os dois meias. “São poucos os times do futebol brasileiro que têm dois meias com a qualidade do Ramon e do João Henrique. Eu, como treinador, escolhi o melhor momento de colocar um ou outro para jogar”, explicou.
Argel ainda enalteceu a força do conjunto como fator determinante para a vitória. “Hoje, temos dois jogadores para cada posição”, concluiu.

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