Justiça acata o pedido de interdição da Arena Joinville

Segundo presidente da Felej, Fernando Krelling, Procuradoria Geral do Município vai recorrer da decisão

*atualizada à 0h05 desta terça (8/4)

A Arena Joinville está interditada. A Justiça concedeu decisão favorável ao pedido do Ministério Público e o estádio não pode receber público. O despacho foi dado ontem, pelo juiz Roberto Lepper, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Joinville. Segundo o documento, há uma interdição parcial do complexo.  “Decreto a interdição parcial do complexo poliesportivo “Arena Joinville”, determinando aos executados que impeçam a entrada do público expectador nos eventos a serem realizados naquele local enquanto perdurarem os efeitos desta decisão”, explicou Lepper na decisão, proferida um dia após a primeira partida da final do Campeonato Catarinense, disputada no estádio com a presença de 17 mil pessoas, e vencida pelo JEC por 2 a 1.

Carlos Junior/Arquivo/ND

Projeto de prevenção de incêndio está no centro da briga judicial

Segundo o Presidente da Felej (Fundação Municipal de Esportes e Lazer), Fernando Krelling, a decisão já foi recebida. O impasse é fruto de uma dos pontos de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) acordado entre a gestão anterior com o Ministério Público, em 2010. Dos 19 pontos da lista de melhorias,  18 foram resolvidos. Apenas o projeto preventivo de incêndio não foi terminado. “O projeto já está pronto e já foi encaminhado para o Corpo de Bombeiros Militar. Há apenas pequenas adequações a serem feitas”, ressaltou. A corporação pediu algumas adequações.

O projeto é executado pela Amunesc (Associação dos Municípios do Norte e Nordeste de Santa Catarina) e de acordo com o mandatário da fundação, o prazo para a entrega do documento deverá ser após o dia 18 de abril, data da estreia do JEC na Série B, contra a Portuguesa, em partida marcada para o estádio. “É um projeto muito minucioso. Demora, não adianta a gente fazer qualquer coisa”, afirmou. O presidente do Joinville, Nereu Martinelli, não atendeu aos telefonemas da reportagem do ND para falar sobre um plano b para o Brasileirão.

O presidente da Felej também disse que  a regularização do projeto de incêndio está sendo buscado desde o início da sua gestão e que soluções paliativas são empregadas nos jogos do Joinville. “Na decisão do Catarinense, por exemplo, havia 25 bombeiros voluntários no local para garantir a segurança dos torcedores”, pontuou Krelling, ao ressaltar que o projeto nunca foi finalizado desde a inauguração da Arena há, dez anos.  “O que deixa a gente chateado é que nunca fizeram projeto algum para a Arena. Agora que estamos fazendo, eles vêm e interditam”, desabafou.

De acordo com o dirigente, o próximo passo é buscar uma solução via justiça. “Agora, o nosso jurídico vai buscar uma forma de rever a situação”, argumentou. O recurso ficará a cargo da Procuradoria Geral do Município, que trabalha no caso a partir de hoje.

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