‘O objetivo do clube tem que estar acima de todos nós’, fala técnico do JEC

Leandro Zago iniciou atividades com o elenco e fala sobre estratégias de jogo para chegar à Série C e ao título

Há uma semana, Leandro Zago fez as malas, deixou a família no Sudeste e se mudou para Joinville com um objetivo bem traçado: dar o acesso ao JEC e, mais do que isso, colocar mais um troféu na prateleira do clube, conquistar um título que o Tricolor ainda não tem, o de campeão da Série D.

Leandro Zago tem um objetivo: o título da série D – Foto: Vitor Forcellini/JEC/Divulgação/NDLeandro Zago tem um objetivo: o título da série D – Foto: Vitor Forcellini/JEC/Divulgação/ND

Antes sonho, hoje o acesso se tornou obrigação para o clube e foi esse desafio que trouxe Zago para a cidade. Mas, se engana quem pensa que o jovem treinador se intimida com a pressão. Ele é taxativo ao dizer que não veio para Santa Catarina para “brigar por pouco”. “A meta é buscar o título, falei que não tem como avaliar bem o nosso trabalho se não chegarmos a isso. Se tiver o acesso, todo mundo vai ficar satisfeito, mas se podemos brigar pelo título e serão quatro partidas a mais que temos total condição de vencer, por que não? Por que não brigar por isso? Por que se contentar com o bom se temos acesso ao ótimo?”, diz.

Com menos de uma semana de trabalho com o grupo, a impressão inicial, quando Zago veio apenas para assistir ao jogo contra o Brusque, se confirmou. O treinador garante que o elenco é qualificado e, embora ainda precise de ajustes e adição de algumas características de jogo, tem totais condições de fazer um bom campeonato e devolver o sorriso ao torcedor.

“Um dos motivos que me fez vir aqui foi observar o nível de qualidade do grupo já habilitava para jogar uma série D, talvez ainda não 100% preparado para ser o melhor, mas com muito potencial para se tornar, sabendo que podemos com três ou quatro acertos e escolhas pontuais elevar ainda mais o nível da equipe”, fala.

Após as sessões de treino dessa semana, trabalhos específicos voltados ao desenvolvimento do jogador em aspectos táticos individuais criando uma base de ideais, a avaliação foi positiva. “As sessões de treino foram muito boas, eu percebi uma receptividade muito grande por parte dos atletas. Em relação a método de trabalho existem algumas coisas diferentes das convencionais, mas estão muito voltadas ao desenvolvimento também do jogador para construir uma equipe sólida, a melhora individual dos jogadores que temos para que possam contribuir  ainda mais com a equipe”, explica.

Zago adianta que o time não terá “um esquema tático” e sim possibilidades de adaptação às realidades de jogo – Foto: Vitor Forcellini/JEC/Divulgação/NDZago adianta que o time não terá “um esquema tático” e sim possibilidades de adaptação às realidades de jogo – Foto: Vitor Forcellini/JEC/Divulgação/ND

A segunda semana de treino deve ampliar o método de trabalho, adianta Zago, que colocará os atletas em espaços maiores, criando formas de pressão ao adversário, de defesa quando pressionado e alternativas para sair da pressão, aspectos que serão realidade na série D.

O JEC contabiliza a saída de Alison Mira e, não se descarta que outros atletas possam deixar o clube, porém, até o momento, nenhuma proposta formal foi colocada sobre a mesa do diretor de futebol. Os reforços, no entanto, já são monitorados e o treinador garante que o clube busca características e não posições.

Para Zago, é fundamental que o time tenha variedade de características dentro do grupo, o que permite que a equipe tenha diversidade de variações e possa se adaptar com qualidade a cada partida e ao que cada adversário deve impor nesta série D.

Entre as características que o JEC procura em reforços está a velocidade. “Nós temos bons jogadores em todas as posições, porém, com características que podem nos amarrar naquele momento a jogar de uma forma que não seja a melhor para aquele jogo. Acho fundamental para o futebol atual e identifiquei que precisamos de opções de velocidade, de jogadores que tenham isso tanto no biotipo como no comportamento, que pode ser útil em vários cenários”, ressalta.

Além disso, Zago também salienta que os jogadores precisam ter perfil de liderança pelo exemplo, comportamento e interesse no clube, no projeto e no objetivo.

Aos apegados a um esquema tático, o treinador já deixa o recado: o time vai jogar de acordo com a necessidade da partida, se adaptando ao adversário e às condições impostas por toda a estrutura que envolve o jogo. Zago quer aproveitar e potencializar as características de cada jogador sem que isso, necessariamente, implique em um esquema tático estático e sem flexibilidade.

“Associamos muito a forma de jogar ao esquema tático quando, na verdade, eu posso manter minha identidade de jogo em qualquer esquema. A minha preferência é identificar o perfil do grupo que teremos, ver as características dos jogadores, como se encaixam melhor e colocá-lo em uma condição que ele vai render muito. Se eu achar que preciso jogar em uma estratégia extremamente defensiva porque isso vai trazer o acesso, eu vou fazer. Vou fazer o que precisa ser feito”, destaca.

Zago tem um objetivo, que é o mesmo da diretoria, do clube e da torcida e, para isso, quer uma equipe com variação, flexibilidade, diversidade e uma identidade muito clara: um time com personalidade. “Temos que jogar o campeonato com uma ideia de jogo muito rica. Se queremos ser campeões temos que nos portar como uma equipe grande. Por que eu vou ficar mais preso à minha filosofia do que ao objetivo do clube? O objetivo do clube tem que estar acima de todos nós”, finaliza.

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