Drika Evarini

adrieli.evarini@ndmais.com.br Opinião, novidades, contratações e bastidores do esporte joinvilense e muito mais. Apaixonada por futebol, basquete, futsal e tudo que envolve o mundo do esporte, está sempre atenta a tudo que acontece dentro e fora dos campos e das quadras.


O perigo da invencibilidade do JEC para o jogo da volta contra o Bangu

Com a derrota do Castanhal, Tricolor é o único time invicto na Série D, o que pode trabalhar contra o time, que precisa de uma vitória simples para classificar

A semana começa com um gosto amargo para o torcedor tricolor. Amargo e patrocinado pelo trio de arbitragem do jogo de ida contra o Bangu, no sábado (11), no Rio de Janeiro. Depois de ser prejudicado pela arbitragem em dois lances cruciais para o resultado do jogo, o JEC tem a semana inteira para se preparar para o jogo da vida. Não é exagero falar que vale a vida.

JEC e Bangu se enfrentam em jogo decisivo no sábado (18), na Arena Joinville – Foto: Caio Almeida/Bangu ACJEC e Bangu se enfrentam em jogo decisivo no sábado (18), na Arena Joinville – Foto: Caio Almeida/Bangu AC

A vantagem de decidir em casa é a única que o Tricolor tem. Em caso de empate, independentemente do placar, a decisão vai para os pênaltis e aí, haja coração. E há muitos perigos neste jogo.

O jogo mais importante do ano, sem dúvidas. Um erro, uma falha, um deslize pode ser fatal. Fatal mesmo. Uma eliminação destrói um trabalho sólido, sério, técnico e de muito foco. O que dizer então das duas falhas da arbitragem? Mas, o trio já prejudicou o JEC e, agora, resta ao Tricolor não permitir que os dois erros custem a vaga.

Com a derrota do Castanhal para o Moto Club, o JEC é o único time invicto na Série D. Eram 64 times na primeira fase e o Tricolor é o único que fez 14 jogos na primeira fase e o primeiro do mata-mata sem perder um sequer. O que significa? Trabalho sério, sólido, equilibrado. O que significa dentro de campo no próximo sábado? Nada.

Aliás, essa marca não pode servir de “reforço”. Não pode ser o tipo de coisa que faz o time entrar em campo de “salto alto” e, cá entre nós, não deve acontecer. O JEC de Leandro Zago aprendeu cedo que nenhum jogo se vence com antecedência, que nenhuma vitória vem de campanha ou elenco. O empate contra o Esportivo na Arena Joinville serviu para mostrar que o resultado só vem com a bola rolando .

O JEC errou no Estádio Moça Bonita. Fez um ótimo primeiro tempo, apesar de se ver prejudicado pela arbitragem duas vezes em 30 minutos, mas voltou para o segundo tempo com uma postura diferente da que construiu nesta Série D. O Tricolor é o time equilibrado, que busca o gol dentro e fora de casa e, quando voltou dos vestiários, fez o oposto. Com vantagem no placar, o time focou em se defender e foi empurrado pelo time da casa.

“Não sei se o gol no final do primeiro tempo, a vantagem no placar, mas ela gerou, para nós, um comportamento diferente do que estamos habituados a fazer. Acabamos tentando defender mais o gol do que buscar o segundo, que é uma coisa que faz parte da nossa ideia. Teríamos que ter pressionado mais a bola para não sermos empurrados para trás com bolas que entravam no nosso campo. Conseguíamos recuperá-las mais distante do gol de ataque, o que é um problema na nossa ideia de jogo. Depois resolvemos”, disse Leandro Zago após o jogo.

Ou seja, o time se comportou diferente do que costuma se comportar e foi pressionado no campo de defesa. O que se tira de lição? Precisamos manter o comportamento, a ideia de jogo, as características que tornaram o JEC o líder do grupo na primeira fase, o time que construiu essa campanha sólida.

Uma semana. É o tempo que a torcida terá para roer as unhas enquanto no CT do Morro do Meio, Zago trabalha para corrigir as falhas e montar o time para o jogo da vida.

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