Primeira missão: reverter a vantagem

Estadual 2012. Argel esquece favoritismo do Figueirense e só fala em vitória neste domingo, em duelo pela semifinal

 

Carlos Junior/ND

Aos poucos, Mateus Badalotti (C) conquista espaço na equipe do Joinville

 

     Reverter a vantagem é a primeira missão do Joinville no clássico deste domingo, às 16h, contra o Figueirense, na Arena. O discurso se repete desde o domingo passado, quando o técnico Argel soube que o Alvinegro seria o adversário do Tricolor na semifinal do Campeonato Catarinense. O comandante reconhece o favoritismo do Figueira, sabe que o rival tem a melhor campanha, mas procura deixar isso tudo de lado para reforçar o objetivo tricolor. “Reverter a vantagem num duelo desse já é alguma coisa. Independentemente de tudo o que acontecer, precisamos ganhar o jogo.”

    Embora esteja preocupado em vencer a partida, o treinador não bola nenhum plano especial para derrubar o concorrente deste domingo. Segundo Argel, o JEC deve atuar da mesma maneira. “Precisamos ser os mesmos dos clássicos anteriores contra Chapecoense, Avaí e Criciúma quando saímos vencedores. Aqui, a gente sempre jogou com a faca no pescoço. Não há o que mudar.”

    E o discurso se comprova em campo. Durante a semana, Argel aparentou estar em dúvida no setor defensivo. Na quarta e na quinta-feira, testou várias formações na defesa. Mas, na entrevista coletiva desta sexta-feira, revelou que fez as experiências apenas para dar entrosamento a todos os jogadores. “Aqui não tem mistério nem dúvida. Só procurei entrosar os atletas em caso de necessidade. Seria até uma falta de coerência eu mexer na defesa”, justificou.

   Portanto, o JEC só terá caras novas na lateral esquerda e no ataque. Na ala, a opção por Badé é técnica devido ao baixo rendimento de Gilton. “Quem está melhor pede passagem. Futebol é assim”, disse Argel. Na frente, Alex será titular por conta da lesão de Lima, que segue fora.

“Badalotti está preparado”, diz Argel

    Um jogador apareceu como surpresa na lista de relacionados para a partida de domingo. Mateus Badalotti, 18 anos, ocupará um lugar no banco de reservas do Joinville. A escolha aconteceu porque João Henrique se queixou de dores na coxa e a comissão técnica preferiu poupá-lo. Desta maneira, Argel decidiu dar uma oportunidade ao garoto. “O Mateus Badalotti está relacionado. Ele vai, pois tem qualidade e, se precisar, entra no jogo com a nossa inteira confiança.”

    A chance de Mateus participar da partida é grande. Argel não costuma manter Ramon durante os 90 minutos em campo. Logo, o atleta deve participar do clássico. “Ele está preparado”, garantiu o treinador.

     O jovem de Erechim (RS) mal teve tempo de contar a notícia para a mãe, que mora no Rio Grande do Sul. Logo após ver seu nome no mural, foi solicitado para dar entrevistas. “Na verdade, achei que estava fora porque procurei no número 18. Só depois que percebi que estava como o 12º da lista”, revelou.

    Animado, Badalotti disse ter sonhado com a chance, mas não acreditava que ela viesse na semifinal. Ele confessou até ter imaginado a estreia. “Sempre fico pensando em como vai ser. Quero dar o meu máximo para sairmos com a vitória.”

    Badalotti chegou ao JEC em 2011 depois de ser dispensado do Criciúma. Ele chamou a atenção do filho de Luiz Gonzaga Milioli, que trabalha no Tigre. Após receber a indicação, Gonzaga chamou o garoto e o promoveu aos profissionais no começo deste ano. Badalotti chegou ao JEC em 2011 depois de ser dispensado do Criciúma. Ele chamou a atenção do filho de Luiz Gonzaga Milioli, que trabalha no Tigre. Após receber a indicação, Gonzaga chamou o garoto e o promoveu aos profissionais no começo deste ano.

 

Arte de Robson Bruning/ND

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