Drika Evarini

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Venda de atacante Chrystian gerou bloqueio nas contas do JEC

Credores do clube entraram com ação para bloquear valores da negociação e Justiça acatou pedido que tem mais de 100 reclamantes

A principal movimentação financeira do JEC no ano foi a venda do atacante Chrystian. Cria da base tricolor e uma das “joias” do time, Chrystian foi vendido ao São Bernardo e imediatamente emprestado à Chapecoense, onde está atuando pela Série B do Campeonato Brasileiro.

Destaque do JEC, Chrystian marcou o primeiro gol tricolor na temporada – Foto: Vitor Forcellini/JEC/Divulgação/NDDestaque do JEC, Chrystian marcou o primeiro gol tricolor na temporada – Foto: Vitor Forcellini/JEC/Divulgação/ND

O JEC não divulgou os valores, mas a coluna teve acesso ao contrato, valores e condições de pagamento. Além disso, a negociação motivou uma ação de mais de 100 reclamantes, credores do clube, que entraram na Justiça, uma vez que não estão recebendo os valores devidos.

A Justiça acatou o pedido e bloqueou todos os valores da negociação. Assinada pelo juiz Roberto Masami Nakajo, a decisão considerou que “o instrumento foi firmado há quase dois meses e não foi noticiado”.

“Defiro o bloqueio de todos os valores, presentes e futuros, devidos por São Bernardo Futebol Clube Ltda. ao Joinville Esporte Clube, inclusive as parcelas ajustadas no instrumento particular de cessão definitiva de direito federativo de atleta profissional de futebol e divisão de direitos econômicos, firmado em 28 de março de 2022. Os valores bloqueados deverão ser depositados na Caixa Econômica Federal, em conta judicial vinculada”, diz trecho da decisão de 17 de maio.

Ou seja, tudo que foi acordado na negociação não está sendo usufruído pelo JEC, uma vez que, de acordo com a Justiça, o clube não informou a nova receita, que poderia ser utilizada no pagamento das ações judiciais já em andamento.

O advogado Filipe Rino, que representa vários atletas que possuem valores a receber do JEC, afirma que o clube “esconde receitas”. “É um clube que tem receitas e as omite. Então, não tem o intuito de efetivamente quitar seu passivo, é uma maneira de procrastinar a sua dívida”, salienta, falando do pedido de recuperação judicial feita pelo clube.

Os valores e termos da venda de Chrystian não foram divulgados, mas o clube negociou 70% dos direitos econômicos por R$ 800 mil. No entanto, o valor não foi e não será pago de forma integral. O clube recebeu duas parcelas de R$ 100 mil, uma 24 horas após a assinatura do contrato e outra no dia 15 de abril.

Os R$ 600 mil restantes foram negociados em 12 parcelas de R$ 50 mil, a partir de maio deste ano até abril de 2023, com data de pagamento até o dia 15 de cada mês. “Os pagamentos das parcelas em questão serão efetivados pontualmente pelo São Bernardo em favor do Joinville por meio de boletos bancários a serem emitidos pelo Joinville”, cita o contrato.

No entanto, os valores já pagos estão retidos devido à ação movida pelos credores do clube.

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