Yann Rolim começou história no JEC com o pé direito

Meia estava há um ano sem jogar e marcou na derrota do JEC contra o Juventus e garante que está perto dos “100% para atuar 90 minutos”

Antes de entrar na partida do JEC contra o Juventus, na quarta-feira (31), Yann Rolim passou mais de um ano parado. O último jogo oficial havia sido quando ainda vestia a camisa da Chapecoense, em fevereiro de 2020, quando o Brasil e o futebol sequer haviam sido tão afetados pela pandemia. Um dia depois de entrar em campo, foi demitido. Menos de um mês depois, veio a pandemia.

Yann Rolim estreou com gol depois de um ano parado – Foto: Vitor Forcellini/JECYann Rolim estreou com gol depois de um ano parado – Foto: Vitor Forcellini/JEC

O “acolhimento” do Joinville veio em janeiro, quando o clube abriu as portas para que o meia tratasse de uma lesão na coxa, mas já de olho no futebol de Yann, que cai como uma luva no modelo de jogo e esquema tático implantado por Vinícius Eutrópio no Tricolor. Apesar de não ter assinado contrato de imediato, o jogador já chegou para ficar.

“Esse período foi bem difícil, fiquei desempregado em fevereiro e em março veio a pandemia. Fiquei parado esse ano inteiro, fui jogar com o meu time de origem, o Barra, e machuquei a coxa. Depois de tudo isso, de tanto tempo parado o Joinville ainda me acolheu, sou muito agradecido. Vim para ficar, foi tudo planejado e deu certo”, fala.

O período de tratamento e adaptação foi de praticamente dois meses até que o meia vestisse a camisa tricolor em um jogo oficial. E a estreia só não foi melhor porque a vitória não veio para “casa”. Yann entrou no segundo tempo e, menos de um minuto depois, balançou a rede. “Estou muito feliz com a minha estreia, uma pena não ter conseguido os três pontos lá, mas me sinto muito feliz, muito mais forte e preparado para entrar e ajudar a equipe”, diz.

A qualidade técnica do meia sempre foi ressaltada pela diretoria tricolor, que o classifica como um jogador que “pode mudar o jogo”. As chances de garantir espaço no time titular são grandes, no entanto, ele ainda não está 100% para aguentar os 90 minutos de uma partida. Mas, Yann tranquiliza a torcida e garante que está perto de estar à disposição para um jogo inteiro. “Eu imagino que em mais ou menos quatro jogos. Estou há muito tempo parado, voltando de lesão e preciso de ritmo de jogo, de treino inclusive, mas logo estarei 100%”, crava.

Com característica ofensiva, de posse de bola e muita qualidade de passe e de armação, Yann veio para o JEC para encaixar no esquema montado por Eutrópio, que ligou para o jogador para “seduzi-lo” a vestir a camisa tricolor. “Sempre joguei de meia e de costas, me encaixei super bem e estou me sentindo muito bem jogando com eles”, conta.

No sábado (3), o meia reencontra a última equipe pela qual atuou antes da pandemia e de retornar aos gramados nesta semana. Líder, a Chapecoense tem um tabu contra o Tricolor: não perde na Arena Joinville desde 2012. Por outro lado, há oito meses o JEC não sabe o que é perder jogando em casa.

O meia garante que a equipe está pronta para a partida. “Estamos preparados para esse jogo, claro que eles têm uma qualidade enorme, mas vamos enfrentar de cabeça erguida para vencer”, finaliza.

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