Jogador do Juventus homenageia irmã morta por serial killer: “foi tirada da gente”

Giovanni carrega na pele o amor pela irmã Isadora Aparecida Cândida dos Reis, assassinada em 2014; atacante homenageou irmã após gol contra o Figueirense

“Me espelho em você, vivo junto com você , faço tudo pra você”. No braço de Giovanni, desde 2014 a frase acompanha o desenho do rosto da irmã, Isadora Aparecida Cândida dos Reis. Ela foi assassinada naquele ano, aos 15 anos de idade e se tornou a inspiração e motivação para o atacante do Juventus.

Giovanni marcou o primeiro gol no Estadual e dedicou à irmã Isadora, assassinada em 2014 – Foto: Arquivo Pessoal/DivulgaçãoGiovanni marcou o primeiro gol no Estadual e dedicou à irmã Isadora, assassinada em 2014 – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Hoje, aos 24 anos, Giovanni carrega a irmã no peito e no braço por todos os gramados e estádios que já pisou e ainda entrará. “Toda vez que eu entro em campo, toda vez que eu faço um gol eu olho para o céu porque eu acredito, eu sei que ela está comigo sempre. Tudo é uma homenagem para ela, é o mínimo que eu posso fazer em retribuição a tudo que ela fez por mim”, fala.

No jogo contra o Figueirense, na quinta-feira (25), gol e mais uma homenagem. Giovanni beijou a tatuagem que fez meses após o assassinato da irmã mais nova e apesar de ter chamado a atenção, não foi a primeira vez.

“Minha motivação é ela, que sempre me apoiou. Era ela quem ia a todos os jogos, fazia fotos, editava e até criava o texto para publicar. Quando eu não jogava bem, ela conversava comigo, me ajudava em tudo, na escola… A minha relação com ela era de parceria de vida, fazíamos praticamente tudo juntos”, lembra.

Atacante quer título inédito para dedicar para a irmã, que foi morta aos 15 anos – Foto: Arquivo Pessoal/DivulgaçãoAtacante quer título inédito para dedicar para a irmã, que foi morta aos 15 anos – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

A irmã mais nova e única menina da casa foi brutalmente assassinada em Goiânia, em 2014, por um serial killer. Ela voltava para casa com o namorado quando Tiago Henrique Gomes da Rocha – que confessou a morte de outras 38 pessoas – abordou o casal e anunciou um assalto. Quando Isadora deixou o celular cair, foi alvejada pelo criminoso. O serial killer foi preso meses depois e condenado a mais de 500 anos de prisão pela morte das 39 pessoas.

“Qualquer coisa que eu fizer para ela é pouco. Não foi simplesmente uma doença, um acidente, foi algo brutal. Ela foi tirada da gente”, fala Giovanni.

A história veio à tona só agora, mas o atacante dedica à irmã cada jogo, vitória e gol que marca. O Juventus vive boa fase no Campeonato Catarinense e, depois da vitória contra o Figueirense, subiu para a terceira posição. O objetivo, garante o jovem atacante, é o título e, claro, ele já sabe para quem dedicar a conquista inédita do Moleque Travesso e da própria carreira. “É tudo por ela e para ela, como a tatuagem diz”, finaliza.

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