Novo Jornal ND: Paixão pelo esporte e sempre por dentro de Avaí e Figueirense

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Furacão do Estreito e Leão da Ilha estampam as páginas do ND há 14 anos diariamente, abordados por repórteres e colunistas

Avaí x Figueirense ou Figueirense x Avaí não é um jogo qualquer. Não é apenas mais uma partida no calendário dessas duas equipes. É muito mais do que isso. É o clássico da capital dos catarinenses, do nosso futebol. É o clássico manezinho. É o Leão da Ilha atravessando a ponte para enfrentar o Alvinegro do bairro Estreito.

Avaí x Figueirense, pela Série A 2015. um dos encontros entre as equipes na elite do futebol nacional – Foto: Marco Santiago/arquivo/ND

Ou o Alvinegro fazendo o caminho inverso rumo à Ilha. A definição da palavra “clássico” está nos dicionários para quem deseja pesquisar o seu significado. Mas, em se tratando desse duelo que logo, logo chegará ao seu centenário, é conveniente que o “Aurélio” seja dispensado para que possamos entender e ver o jogo Figueirense e Avaí com as qualidades da emoção.

É a emoção dos torcedores que perdem o sono uma noite antes da partida, a emoção de quem começa a roer as unhas ou sente uma palpitação diferente do coração. Somente assim, com emoção, é possível definir a palavra “clássico” se referindo ao encontro dos dois times mais vezes campeões do Estado.

E ciente dessa história de tantos jogos épicos e de craques memoráveis que o jornal ND, nessa rica história de 14 anos, captou nas matérias, manchetes, fotos e colunas diárias os bastidores com as tensões dos pré-jogos. Com bola rolando, cada detalhe das jogadas com as suas movimentações táticas. Após o fim das partidas, as alegrias dos vencedores como também a tristeza dos perdedores.

Nesse período de existência do ND, Avaí e Figueirense sempre foram tratados com respeito pelas ricas histórias das instituições. A crítica responsável como instrumento de repercussão dos pensamentos dos leitores e leitoras – o mesmo ocorre nos elogios. Clássico é tão importante que para muitos torcedores e torcedoras, se a sua equipe não perder para o principal rival, o ano já está ganho. É como se fosse um campeonato dentro do campeonato. É o jogo que projeta heróis e faz jogadores serem taxados de vilões para sempre. É diferente. E nós do ND sabemos disso.

Nesses 14 anos, o ND sempre esteve ao lado da dupla da Capital, e já estamos por aqui na redação contando os dias para a realização de mais um histórico clássico. E antecipamos em primeira mão sobre esse jogo singular: não tem favorito. O único favoritismo é o nosso amor e respeito por Avaí e Figueirense e por vocês, queridos leitores.

“O ND, nesses 14 anos de existência, vem ocupando um papel de vanguarda na cobertura de momentos marcantes da história de nosso Estado. Quanto ao futebol não vem sendo diferente. Muito de seu crescimento se deve ao profissionalismo, correção e imparcialidade de seus profissionais que se pautam pelo compromisso inarredável com a verdade”.

Norton Flores Boppré, presidente do Figueirense

“O mundo da informação está cada vez mais digital e ganhou relevância em diversas plataformas. Veículos impressos sofreram com a nova realidade. O ND, porém, chega aos 14 anos renovado e fortalecido. Um veículo importante. Cumprimentos à direção do Grupo ND por apostar neste novo momento e manter o jornal revigorado e circulando diariamente”.

Francisco José Battistotti, presidente do Avaí

 

Os craques dos últimos 14 anos

Durante os 14 anos do ND, a dupla Avaí e Figueirense apresentou vários jogadores que se identificaram com essas camisas, com a torcida e com as histórias dos clubes. O ND, nas suas manchetes, cadernos de esportes e colunas acompanhou passo a passo a trajetória desses jogadores. Nesta edição especial de aniversário, apontamos três atletas do Avaí e três do Figueirense que estão na memória coletiva das duas torcidas.

Avaí

Marquinhos Santos

Para muitos, o maior ídolo da história do Avaí. O maior artilheiro da Ressacada, passou por vários clubes do Brasil e atuou no futebol alemão, mas sempre que retornava ao Sul da Ilha é que aflorava toda a sua paixão e emoção de atuar como jogador profissional. Mesmo depois de aposentado, permaneceu no clube, agora como gerente de futebol.

Evando

O artilheiro emoção. Dos gols impossíveis e importantes. Nas suas cinco passagens pelo Avaí, nunca faltou entrega e raça do atacante Evando, justamente aquilo que o torcedor preza no seu clube, afinal está lá na letra do hino. Autor do gol do acesso de 2008, Evando conquistou títulos e a sua entrada na galeria dos grandes atletas do clube. Após a aposentadoria atuou como treinador e hoje faz parte da comissão técnica do Leão.

Emerson

O zagueiro fez história nos três anos que atuou no Avaí. Jogou 155 partidas, anotando 27 gols. Foi um dos líderes do acesso de 2008, do título estadual de 2009, do sexto lugar no Brasileirão de 2009 (a melhor colocação até hoje de um time catarinense) e voltou a brilhar em 2010 com a conquista do bicampeonato e mais uma participação na Série A. Saiu do Avaí para vestir a camisa da Seleção Brasileira em 2011. O zagueiro-artilheiro está na história do clube.

Figueirense

Fernandes

O maior artilheiro da história do Figueirense com 108 gols. Só isso já bastaria para colocar o meia como destaque do Alvinegro nestes 14 anos do ND. Mas tem muito mais. Apesar de paulista, Fernandes tem uma identificação muito forte com o clube do Orlando Scarpelli, tanto é que continua atuando no Alvinegro, agora como assessor do presidente Norton Flores Boppré.

Wilson

Ele chegou em 2007, sob desconfianças. Mas a sua estreia em clássico diante do Avaí era o prenúncio de boas coisas pela frente. Wilson conquistou o coração da torcida com títulos e com defesas impossíveis que deixavam os atacantes adversários atordoados. Tantas alegrias que chegou a ser estampada na sua camisa uma frase criada pelos torcedores: “O meu goleiro voa como um gavião”.

Roberto Firmino

Profissionalizado pelo Figueirense em 2009, Firmino desde cedo demonstrou um talento que o levaria mais tarde para os maiores gramados do futebol mundial. Do Alvinegro, Firmino partiu para atuar no Hoffenheim e depois Liverpool, onde está até hoje, se consagrando como um dos atacantes mais importantes do futebol mundial. Já vestiu a camisa da Seleção Brasileira em 44 oportunidades. Disputou a Copa do Mundo de 2018.