O brilho dos pênaltis: JEC vence a Chapecoense e comemora o título da Recopa

Mais uma vez o Tricolor saiu atrás, empatou e brihou na cobrança de pênaltis para conquistar mais um título em 2021

Mais uma vez, a emoção tomou conta do torcedor tricolor. No sufoco, correndo contra o prejuízo, o JEC saiu atrás da Chapecoense, empatou em 1 a 1, levou a partida para os pênaltis e mostrou eficiência para fechar as cobranças em 5 a 3 e conquistar a Recopa Catarinense na noite deste domingo (21), em Chapecó.

Depois de mais um empate e uma decisão nos pênaltis, JEC conquista a Recopa Catarinense – Foto: Vitor Forcellini/JECDepois de mais um empate e uma decisão nos pênaltis, JEC conquista a Recopa Catarinense – Foto: Vitor Forcellini/JEC

A taça Paulo Magro sai do Oeste e viaja para o Norte de Santa Catarina depois da vitória emocionante do Tricolor sobre a Chape, que acabou de conquistar o título da Série B.

Um primeiro tempo morno, de poucas jogadas bem trabalhadas e efetivas. Jogando em casa, a Chapecoense começou com uma marcação alta, pressionando a saída de bola do JEC, que teve muita dificuldade para conectar a defesa com o meio e, até mesmo, sem conseguir avançar em transição rápida.

A promessa de Vinícius Eutrópio foi cumprida e quando estava com a bola, a equipe tentava manter a característica de dominar a posse e organizar as ações ofensivas, mas esbarrava em uma Chapecoense de muita marcação. Apesar disso, o Tricolor demorou, mas conseguiu se organizar mais em campo e encontrar espaços entre os marcadores do Verdão.

Em seus domínios, mesmo com a saída de alguns jogadores, a Chapecoense manteve o padrão de jogo de Umberto Louzer com um jogo mais vertical e apostando em jogadas pela direita. Do outro lado, o JEC manteve maior posse de bola nos 45 minutos iniciais com Banguelê e Davi Lopes protegendo bem a zaga e atuando na ligação entre o campo defensivo e o ataque, com boa atuação pelo setor esquerdo do campo, com Renan Castro e Luquinhas.

Com marcação forte dos dois lados, a criação ficou devendo na primeira etapa e as duas equipes foram para o vestiário com o placar fechado, sem levar perigo para Felipe Leineker e Igor Campos.

Sem mudanças nos times, as duas equipes voltaram com outra postura para o segundo tempo. Com apenas 45 minutos restando, JEC e Chapecoense se abriram mais. Era marcar ou marcar e a rede balançou aos sete minutos. Em jogada pela direita após bola espirrada de Luquinhas, o Verdão lançou na área, a bola desviou e sobrou para Mike, que aproveitou as costas de Jaques para se esticar todo e empurrar no canto esquerdo de Leineker.

O JEC sentiu o gol e começou a ser mais pressionado pela Chape, que teve a chance de ampliar aos 15, novamente em jogada pela direita, mas o autor do gol bateu para fora. Depois de voltar para a partida, o Tricolor pressionou o campo de ataque dos donos da casa e entrada de Diego no meio mudou completamente a postura, velocidade e criatividade do time joinvilense.

Foi dos pés do lateral esquerdo Renan Castro o gol que levou a decisão para os pênaltis – Foto: Vitor Forcellini/JECFoi dos pés do lateral esquerdo Renan Castro o gol que levou a decisão para os pênaltis – Foto: Vitor Forcellini/JEC

Aos 23 minutos, Alison Mira avançou pela esquerda e foi calçado por Kadu na área. O árbitro não hesitou em apontar a marca de cal. Na cobrança do pênalti, Renan Castro cobrou com perfeição, no cantinho direito de Igor Campos, sem chance para o goleiro.

Com as duas equipes mais abertas, as chances se empilharam dos dois lados, mas pelo lado tricolor, Gustavo Ermel desperdiçava boas oportunidades no campo de ataque. Com pressão preta, branca e vermelha de um lado e verde de outro, o jogo ficou mais agitado e intenso na segunda etapa, mas o placar terminou igual e a decisão ficou para os pênaltis.

Mais uma vez, brilhou a estrela de Felipe Leineker e a eficiência das cobranças. Com Jaques, Renan Castro, Diego, Edson Ratinho e o artilheiro Alison Mira comemorando as cobranças e Leineker defendendo o pênalti de Perotti, o JEC comemora o segundo título em menos de um mês.

Ficha técnica

Chapecoense

Igor Campos; Ezequiel (Bruno Silva), Luiz Otávio, Kadu (Lima), Derlan e Matheus; Ronei, Moisés (Felipe Santana) e Foguinho (Perotti); Mike (Fernandinho) e Anselmo Ramon

Técnico: Umberto Louzer

JEC

Felipe Leineker; Edson Ratinho, Jaques, Fernando e Renan Castro; Banguelê, Davi Lopes e Douglas Packer; Luquinhas (Diego), Gustavo Ermel e Alison Mira.

Técnico: Vinícius Eutrópio

Cartões amarelos: Ronei (CHA), Jaques (JEC)

Gols: Mike (CHA), Renan Castro (JEC)

Pênaltis: Jaques (JEC), Matheus (CHA), Renan Castro (JEC), Diego (JEC), Felipe Santa (CHA), Edson Ratinho (JEC), Luiz Otávio (CHA) e Alison Mira (JEC)

Chapecoense x JEC – Recopa Catarinense

Domingo (21), às 19h

Local: Arena Condá

Árbitro: Evandro Tiago Bender

Assistentes: Renato Erdmann e Deise Genoefa Bellaver

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