‘O futebol não é vilão’: FCF pede continuidade do futebol durante a pandemia

Entidade divulgou nota no fim da tarde desta quarta-feira (10) onde cita o grande número de testagens feitas durante as competições

A FCF (Federação Catarinense de Futebol) se posicionou nesta quarta-feira (10), em nota oficial, contra a paralisação do futebol. Santa Catarina vive um momento crítico da pandemia, com falta de leitos e aumento no número de casos da Covid-19.

FCF é contra a paralisação do futebol – Foto: FCF/ReproduçãoFCF é contra a paralisação do futebol – Foto: FCF/Reprodução

A entidade lançou a campanha “o futebol não é vilão”. Entre os pontos destacados pela Federação estão o número de testes para Covid-19 realizados.

Conforme a nota, somando jogos do Campeonato Catarinense das séries A, B e C, e a Copa Santa Catarina, foram realizadas mais de 11 mil testagens. A média é de 100 testagens por partida envolvendo jogadores, comissão técnica e integrantes dos clubes. A nota não informa qual o número total de testagens positivas.

“O futebol é um ambiente seguro, com profissionais da saúde, ambulância e com profissionais testados antes de cada partida. Essa modalidade não pode em hipótese alguma ser considerada vilã”, afirma a entidade.

Suspensão do campeonato

No dia 4 de março o Estadual foi suspenso pela própria FCF após o veto da prática do futebol por algumas das cidades sedes dos clubes envolvidos na competição.

No entanto, no dia seguinte, em reunião entre FCF e clubes, foi acertado que os jogos atrasados da segunda e terceira rodada da competição aconteceriam durante o período de paralisação do campeonato.

Até esta quarta, seis cidades proibiram, em decretos, a prática do futebol profissional por 15 dias. São elas: Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joinville e Tubarão.

Reunião definiu a remarcação das partidas atrasadas – Foto: Fernando Ribeiro/FCFReunião definiu a remarcação das partidas atrasadas – Foto: Fernando Ribeiro/FCF

Apenas Brusque, Itajaí e Ibirama, onde o Metropolitano aguarda a liberação do estádio Hermann Aichinger, permitem a realização de jogos. A Prefeitura de Concórdia permite que haja partidas desde que as mesmas envolvam o clube local, o Concórdia.

FCF cita famílias que dependem do futebol

A Federação ainda cita que inúmeras famílias tem o futebol como seu sustento e que o esporte não resume “apenas a atletas e integrantes da comissão técnica”.

“As entidades possuem departamentos administrativos, financeiros, de comunicação, de manutenção e tantos outros. São muitos empregos em jogo”, cita a nota.

“A média por elenco dos 12 clubes da Série A do Campeonato Catarinense é de mais de 40 atletas profissionais por clube. Somando com os jogadores das categorias de base e demais integrantes de comissão técnica e funcionários, cada clube no mínimo conta com 100 colaboradores. Grande parte tira o sustento de suas famílias dentro do futebol”, completa.

Veja a nota na íntegra:

Lockdown, restrições e proibições das mais diversas. Esse é o atual cenário em algumas cidades de Santa Catarina por conta da pandemia da Covid-19. Sempre prezando pela saúde e pela vida das pessoas. Dentro do assunto pandemia, um dos temas que sempre levanta polêmica é o futebol. Mas, será mesmo essa modalidade esportiva a vilã da história?

Em um levantamento em competições da Federação Catarinense de Futebol (FCF) em 2020 foi constatado um elevado número de testes com um grupo grande de pessoas.

Somando jogos do Campeonato Catarinense das séries A, B e C, e a Copa Santa Catarina, chega-se ao número de quase 11 mil pessoas testadas nas competições profissionais de futebol promovidas e organizadas em Santa Catarina.

Por partida, por exemplo, aproximadamente 100 pessoas são testadas. Cada clube vai para o jogo, entre atletas, comissão e staff, com 30 pessoas. Isso sem contar nas equipes de arbitragem, gandulas, profissionais da saúde e de imprensa.

Um dado importante e que não pode em hipótese alguma ser ignorado. São inúmeras famílias que possuem do futebol o seu sustento. Um clube não se resume a atletas e integrantes da comissão técnica. As entidades possuem departamentos administrativos, financeiros, de comunicação, de manutenção e tantos outros. São muitos empregos em jogo.

A média por elenco dos 12 clubes da Série A do Campeonato Catarinense é de mais de 40 atletas profissionais por clube. Somando com os jogadores das categorias de base e demais integrantes de comissão técnica e funcionários, cada clube no mínimo conta com 100 colaboradores. Grande parte tira o sustento de suas famílias dentro do futebol.

O futebol é um ambiente seguro, com profissionais da saúde, ambulância e com profissionais testados antes de cada partida. Essa modalidade não pode em hipótese alguma ser considerada vilã.

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