Conteúdo por Gazeta Esportiva

Jogador brasileiro vê de perto bom exemplo da Finlândia contra o covid-19

Luis Henrique conversou com a Gazeta Esportiva por vídeo-chamada pouco antes de embarcar em um voo com destino ao Rio de Janeiro. Ex-Botafogo, Athletico, Grêmio e Oeste, o atacante brasileiro atualmente defende o Helsingfors, da Finlândia, e decidiu deixar o país europeu apenas para se aproximar da família neste momento delicado que o mundo está atravessando diante da pandemia do coronavírus.

“Minha mãe até me perguntou se eu queria que ela viesse para cá, mas preferi ir para o Brasil. Vou ficar em quarentena, não quero me infectar, não quero infectar ninguém. Estou tomando todos os cuidados que eu tenho que tomar”, explicou, antes de rasgar elogios ao trabalho de prevenção que está sendo feito na Finlândia.

“O finlandês é muito cuidadoso com tudo. Aqui é um país de primeiro mundo, saúde, transporte, tudo. E já é um povo que se cuida bastante, naturalmente. Eles não querem correr atrás. Antes do pior acontecer, já estão fazendo tudo”, contou.

“Cheguei aqui no aeroporto e é polícia para tudo que é lado, querem olhar teu passaporte para ver para onde você está indo, ficam um tempinho ao seu lado para ver se você está tossindo, há toda uma preocupação, e não tiveram casos absurdos que nem na Espanha, Itália”.

Aos 22 anos, Luis Henrique iniciou sua vida na Finlândia em maio do ano passado e mora sozinho na capital.

“Por causa do coronavírus, adiaram uma série de coisas aqui no país, a liga está inclusa nisso. Adiaram para junho, a princípio, mas creio eu que não vai começar nem em junho”, avaliou. “Adiantaram as férias de novembro e dezembro”.

Companheiro de Toró, ex-Flamengo, e mais dois brasileiros na equipe, Luis Henrique foi um dos poucos a conseguir viajar.

“Eu sou bem tranquilo, mas estou em outro país, sozinho, sem família, tudo fechando, adiando, não se pode treinar, foi proibido até contato com os atletas, fronteiras fechando…”

Mas, apesar de todo o esforço para regressar para sua terra natal perante ao caos que o covid-19 está causando, o jogador não esconde a preocupação com a situação no Brasil.

“Vai ficar sério. Negligenciaram no começo, depois não dá para correr atrás”, criticou. “É triste. Você vê todo o país aqui, todo mundo tentando evitar contato, até dentro da família, e você vê no Brasil pessoas fazendo festa. O pessoal tem de entender que não é férias. É emergencial. Não é só por você, é pelo ser humano em si. Dois infectam quatro, que infectam oito… É melhor se prevenir agora. É triste ver que a grande maioria dos países estão tomando precauções severas e você não vê isso no Brasil”, concluiu.

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