Jogador que tossir de propósito em rival ou juiz pode ser expulso

Medida, aprovada pela International Board, tem o objetivo de diminuir riscos de contaminação pelo novo coronavírus dentro de campo

Uma nova regra no futebol que permite a aplicação de cartão amarelo ou até vermelho para atletas que tossirem de forma deliberada na direção de outro jogador foi aprovada nesta terça-feira (4) pela International Board (IFAB, na sigla em inglês). A novidade já se justifica devido à pandemia do novo coronavírus e visa diminuir riscos de contaminação dentro de campo.

Árbitros agora podem mostrar cartão vermelho se jogador tossir de propósito contra outro atleta devido à crise de coronavírus – Foto: Freepik

“Assim como em todas as violações das regras (do futebol), o árbitro deverá julgar qual a natureza real da infração”, destacou a International Board no comunicado oficial divulgado nesta terça com a nova regulamentação. “Se (o ato de tossir) é claramente acidental, o árbitro não poderá agir, assim como se a tosse acontecer a uma distância segura de qualquer outro jogador. Mas se acontecer quando o jogador estiver perto o suficiente para ser claramente ofensivo, o árbitro poderá agir”, completou.

Algumas federações, como a inglesa, já emitiram orientações nesse sentido. Na Inglaterra, a regra está apenas prevista para o futebol das categorias de base. “Se o incidente não for grave o suficiente para merecer uma expulsão, pode merecer punição por comportamento antidesportivo”, informou a Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês).

Segundo a entidade, as medidas devem ser tomadas quando “o árbitro tiver certeza de que alguém deliberadamente, e de perto, tossiu na cara de um oponente ou árbitro”. Ainda de acordo com a FA, a irregularidade se enquadra na categoria de “usar linguagem e/ou gestual ofensivo ou abusivo”.

O documento oficial explicou que os árbitros não devem punir a tosse “rotineira” e devem lembrar os jogadores para evitar cuspir no chão, embora esse ato não seja considerado de má conduta.

Outra nova regra, aprovada pela International Board, é a realização de cinco substituições na próxima temporada. Porém cada competição estará livre para decidir se utiliza ou não.

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