Conteúdo por Gazeta Esportiva

Mateus Castro despista sobre futuro e cogita defender seleção do Japão

Depois de defender as categorias de base do Cruzeiro e Bahia, Mateus Castro viu no futebol japonês a oportunidade de se desafiar e mudar o patamar da sua carreira. Foram cinco temporadas de grande destaque pelo Omiya Ardija, da segunda divisão, e o atacante despertou interesse do Nagoya Grampus, clube que defende atualmente.

Emprestado ao Yokohama Marinos na temporada passada, Mateus foi importante na conquista do título da J-League, primeira divisão do Campeonato Japonês, com quatro gols marcados em 20 partidas. Na sua reestreia pelo clube de Nagoya, o brasileiro fez o gol da vitória sobre o Kashima Antlers, pela Copa da Liga Japonesa.

Apesar de estar em alta no futebol japonês, o jogador de apenas 25 anos se mantém com os pés no chão a respeito das projeções para o futuro.

“Ganhar um título já é um grande aprendizado. O esquema montando pelo Mister ajudava no meu estilo de jogo e cresci muito nesse curto período com o Angel. A experiência no Grampus está sendo fantástica. Busco viver e desfrutar junto a meus companheiros e todos do clube”, contou, em entrevista exclusiva concedida à Gazeta Esportiva.

“Para 2020, almejamos a J-League, dando sempre um passo de cada vez, com muito trabalho e dedicação”, completou, quando questionado a respeito das expectativas para essa temporada.

Há seis anos longe do Brasil, Mateus aprendeu a apreciar a cultura japonesa e, por conta disso, cogita defender a seleção do país.

“Ainda não recebi nenhum convite, mas seria um prazer poder defender a seleção do Japão, país que me acolheu tão bem e tenho como minha segunda casa”, finalizou.

Confira outras respostas de Mateus Castro:

Durante suas temporadas atuando na segunda divisão japonesa, muito foi falado sobre a sua rápida adaptação ao futebol local. Na sua opinião, qual o foi principal motivo para que isso tenha acontecido?

– O futebol Japonês tem a velocidade como uma das suas características e isso me ajudou.

Como é jogar ao lado de tantos brasileiros – como, por exemplo, João Schmidt, Gabriel Xavier e o Jô, que é um atacante de referência e ídolo da torcida?

– É incrível. Facilita bastante tanto em campo, quanto no extra.

Levando em consideração apenas o Jô. Como ele te ajudou na adaptação ao clube e quais as maiores lições que ele te ensinou?

– O Jô é uma referência dentro do clube, mantemos uma boa relação desde o primeiro momento que cheguei. Olhar para carreira por ele construída é um grande aprendizado diário.

Sonha em jogar em clube e/ou liga específica?

– No momento não penso muito nessa questão, pois estou feliz aqui no Japão, onde já jogo há um bom tempo. Mas tenho uma grande admiração pelo futebol inglês. Seria um prazer um dia poder jogar a Premier League.

Pretende voltar ao Brasil? Se sim, qual clube gostaria de jogar?

– No momento não penso em voltar. Mas o Campeonato Brasileiro é um grande atrativo, quem sabe no futuro.

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