Chapecoense quer fazer história na Copa Sul-Americana

Verdão do Oeste enfrenta o River Planete nesta quarta-feira, em Buenos Aires. Conheça os outros times catarinenses que marcaram a história com confrontos internacionais

O dia 21 de outubro de 2015 ficará marcado para sempre na história do futebol de Santa Catarina, da Chapecoense e do presidente Sandro Pallaoro. Quando assumiu o Verdão, em 2009, o dirigente pegou o clube na Série D e hoje testemunhará a sua equipe do coração enfrentar o River Plate em pleno Monumental de Núñez, às 22h, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. De Buenos Aires, Pallaoro falou com o jornal Notícias do Dia sobre a expectativa para a partida histórica.

Chapecoense/Divulgação

Túlio de Melo (no alto) é a arma da Chapecoense contra o River Plate

Para o presidente, a ascensão meteórica da Chapecoense no futebol brasileiro tem a ver com “trabalho sério”. Mesmo com todo o planejamento, Pallaoro admite, não esperava que o Verdão do Oeste chegasse nesse estágio em apenas seis anos. “É o jogo mais importante da Chapecoense, contra o time que daqui 40, 45 dias estará disputando o Mundial de Clubes. Quando começamos o trabalho queríamos ver a equipe crescer, claro que não imaginaria todas essas conquistas. Foi trabalho sério e comprometido”, declarou. 

Pelo momento vivido pelo clube, o ambiente não poderia ser melhor entre atletas, comissão técnica e diretoria. A Chapecoense praticamente encaminhou o “fico” na Série A e vem de resultados importantes na temporada. Mas o favoritismo, claro, é do River Plate. “Conseguimos sete pontos nos últimos nove disputados. Voltou a confiança do grupo. Temos que marcar forte e quando tiver a posse de bola atacar, como nos portamos nesses últimos jogos, para fazer um bom resultado e decidir na próxima quarta-feira, em casa”, afirmou. 

Tigre, o desbravador da América 

Em 1992, Levir Culpi assumiu o Criciúma, campeão da Copa do Brasil um ano antes e levou o Tigre a uma inimaginável fase quartas de final da Libertadores. Líder do Grupo 2, que tinha o futuro campeão São Paulo e os bolivianos San José e Bolívar, o Tricolor ainda venceu o Sporting Cristal nas duas partidas, 2 a 1 no Peru, e 3 a 2 no Heriberto Hülse. Durante a primeira fase, o Criciúma perdeu apenas um jogo, para o São Paulo, que goleou por 4 a 0 no Morumbi, com dois gols de Raí. 

No confronto no Majestoso, os paulistas levaram 3 a 0. As equipes voltaram a se encontrar nas quartas de final. No jogo de ida, Macedo deixou o São Paulo em vantagem. A decisão terminou em 1 a 1 e a campanha histórica do Tigre chegou ao fim. Curiosamente, nas duas derrotas e no empate que eliminou o clube carvoeiro, o ídolo Jairo Lenzi, artilheiro do time na Libertadores, com seis gols, não balançou as redes. 

Campeão em casa

O Memorial do estádio Orlando Scarpelli reserva um espaço importante para a taça da Copa Mercosul de 1995, única conquista internacional do clube. Realizado pela FCF (Federação Catarinense de Futebol), o torneio amistoso teve apenas oito jogos, pois sete equipes convidadas desistiram de participar – Grêmio, Internacional e Juventude, Racing-ARG, Estudiantes-ARG, Peñarol-URU e Barcelona-EQU. 

O clube Alvinegro venceu o Olimpia-PAR, na estreia, por 1 a 0 na prorrogação (2 a 2 no tempo normal). Treinado por Abel Ribeiro, o Furacão ainda ganhou do Marcílio Dias por 1 a 0 e se sagrou campeão em cima do Joinville, também na prorrogação, com gol de Biro-Biro. Disputaram também a Copa Mercosul Avaí, Coritiba, Cerro e Nacional, ambos do Uruguai. 

2009/2010 – O Leão rugiu 

Embalado pela melhor campanha de um clube catarinense na história da Série A, o Avaí, sexto lugar em 2009, se classificou para a Copa Sul-Americana de 2010 e não decepcionou. Foi novamente campeão catarinense e começou atropelando o Santos no Pacaembu. A equipe que tinha o ídolo Marquinhos, mas também Arouca, Ganso e Neymar, perdeu por 3 a 1. No jogo de volta, na Ressacada, vitória paulista por 1 a 0, mas a vaga era do Leão. 

A aventura internacional do Avaí começou mal. Com gol contra de Eltinho, a equipe azurra perdeu por 2 a 1 para o Emelec de Sampaoli, no Equador, mas no confronto de volta fez 3 a 1 e passou para as quartas de final, fase em que foi eliminado para o Goiás, que seria campeão do torneio. Aquele time comandado por Vagner Benazzi tinha Patric, Emerson, Davi, Robinho, Caio e Roberto no seu elenco. 

Ficha técnica 

River Plate

Marcelo Barovero; Gabriel Mercado, Jonatan Maidana, Éder Balanta e Milton Casco; Carlos Sánchez, Matías Kranevitter, Luis González e Pisculichi; Viudez e Rodrigo Mora. Técnico: Marcelo Gallardo 

Chapecoense

Danilo; Apodi, Vilson, Neto e Dener Assunção; Elicarlos, Cleber Santana, Camilo e Maranhão; Tiago Luís e Túlio de Melo. Técnico: Guto Ferreira 

Local: Monumental de Núñez, em Buenos Aires (ARG)

Data: 21/10/2015

Horário: 22h

Arbitragem: Jonathan Fuentes (URU), auxiliado por Maurício Espinosa (URU) e Richard Trinidad (URU)

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